Quando foi a última vez que o seu filho brincou de pular corda, esconde-esconde, queimada, amarelinha ou de passar o anel? Essas e tantas outras brincadeiras antigas, que marcaram a infância das gerações passadas, estão cada vez mais perdendo espaço na rotina das crianças.

Pesquisas como “The Power of Play: A Pediatric Role in Enhancing Development in Young Children”, da Academia Americana de Pediatria, e “Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida”, realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, mostram que os pequenos de hoje estão brincando menos, especialmente ao ar livre ou em grupo. Agenda cheia de atividades, falta de locais seguros nas cidades e, sobretudo, o acesso precoce (e intenso) às telas são os grandes responsáveis por essa mudança de comportamento — o que tem preocupado os especialistas.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) chegou a recomendar que os pediatras prescrevam brincadeiras livres e jogos em todas as consultas de rotina, principalmente nos primeiros dois anos de vida da criança. Afinal, mais do que apenas diversão, brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil.

“A brincadeira desenvolve a criança em todos os aspectos: motor, cognitivo, afetivo e social e ainda colabora para a sua aprendizagem”, destaca Maria Angela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP.

Diante desse cenário, resgatar brincadeiras de antigamente e jogos clássicos é uma forma não só de promover o desenvolvimento infantil, mas também de estimular a interação e o vínculo entre pais e filhos, criando momentos de nostalgia e de forte conexão — tudo fica mais especial com a família toda envolvida, não é mesmo?

Abaixo, reunimos mais benefícios das brincadeiras antigas para os pequenos e uma lista com 16 atividades e jogos clássicos simples, divertidos e cheios de significado para crianças de todas as idades. Confira as brincadeiras antigas listadas e explicadas!

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Sumário

Por que resgatar brincadeiras antigas?

Menina pulando amarelinha
Foto: Canva / Arte: Clube Quindim

“A vida ao ar livre é um dos melhores antídotos contra a intoxicação digital que ameaça as crianças e adolescentes”, diz a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em documento sobre os benefícios da natureza no desenvolvimento infantil.

A entidade recomenda que os pais incentivem os filhos a brincarem ao ar livre o maior tempo possível, para que os pequenos encontrem um equilíbrio entre o uso saudável da tecnologia e a conexão com o mundo natural — e é aí que as brincadeiras antigas desempenham um importante papel.

Além de oferecerem alternativas atrativas ao uso de dispositivos eletrônicos, reduzindo o tempo de tela, as brincadeiras e os jogos clássicos trazem uma série de benefícios para as crianças. Confira:

  • Desenvolvem a coordenação motora

Muitas brincadeiras de antigamente, como a queimada ou o pega-pega, envolvem correr, pular, equilibrar e lançar objetos, o que ajuda a criança a desenvolver tanto a coordenação motora grossa quanto a fina. Essas habilidades são essenciais para atividades do dia a dia, como subir escadas, correr sem cair ou manipular objetos, e até mesmo para a prática de esportes no futuro.

  • Estimulam a criatividade e a imaginação

Sem roteiros prontos, as crianças precisam inventar histórias, criar e negociar regras e explorar diferentes formas de brincar. As atividades e os jogos clássicos, portanto, acabam fortalecendo o pensamento criativo, a curiosidade e a capacidade dos pequenos de resolver problemas.

  • Incentivam a socialização

Grande parte das brincadeiras antigas acontece em grupo, o que exige dos pequenos cooperação, negociação de regras, aprender a esperar a sua vez e o respeito ao outro. Isso ajuda a criança a desenvolver habilidades sociais importantes, como a empatia e o trabalho em equipe. Essas atividades ainda reforçam amizades e favorecem a diversidade e a inclusão.

  • Promovem autonomia e iniciativa

Ao participarem de jogos antigos e de brincadeiras sem tecnologia, as crianças são estimuladas a tomar decisões e a encontrar soluções por conta própria, sem depender constantemente de um adulto ou de instruções rígidas. Isso contribui para o desenvolvimento da inteligência emocional, essencial para os pequenos aprenderem a perder, a ganhar e a arriscar.

  • Fortalecem vínculos afetivos

Quando compartilhadas com amigos, irmãos ou adultos de referência, as brincadeiras antigas criam momentos de conexão, troca e memória afetiva, fundamentais para o desenvolvimento emocional infantil.

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Relembre 16 brincadeiras antigas e conheça seus benefícios

Abaixo, confira a nossa seleção de jogos clássicos e brincadeiras de antigamente para apresentar às crianças e prepare-se para momentos de muita nostalgia e pura diversão!

1. Pular corda

Crianças brincando de pular corda

Pular corda é uma das brincadeiras antigas e tradicionais  que podem ser praticada de forma individual ou em grupo (o que é ainda mais divertido!), seguindo desafios progressivos. 

Como brincar: enquanto duas pessoas batem a corda e cantam uma canção, outra pula até a música acabar ou até errar. E aí é só ceder a vez e chamar o próximo! Entre as cantigas famosas que podem ser usadas durante a brincadeira estão “Salada, saladinha” e “Um homem bateu na minha porta”. Quem aí não se lembra destes versos: “Senhoras e senhores, põe a mão no chão; senhoras e senhores, pule de um pé só; senhoras e senhores, dê uma rodadinha e vá pro olho da rua”. Nostálgico!

Benefícios: estimula o equilíbrio, o desenvolvimento da coordenação motora e das funções executivas, habilidades mentais que envolvem atenção, memória, planejamento e resolução de problemas. Também ajuda a criança a gastar energia, fortalecendo músculos do corpo todo, além de favorecer a socialização.

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2. Amarelinha

Crianças brincando de amarelinha

A amarelinha é uma das brincadeiras antigas que mais remetem à infância. E ela já começa na preparação da atividade: com giz ou outro material, a criança deve riscar casas no chão, numerando-as de 1 a 10. Ao final, é só desenhar um arco que representa o céu.

Como brincar: a criança deve usar uma pedrinha e jogá-la nas casas desenhadas, iniciando pelo número 1. Então, ela começa a pular o diagrama, alternando entre pular com os dois pés e um pé só, até chegar no céu. Depois, é só retornar o trajeto e pegar novamente a pedrinha, para dar sequência à brincadeira. Lembre-se: não pode pisar na casa que contém a pedrinha e nem mesmo nas linhas — quem fizer isso perde o jogo e cede a sua vez.

Benefícios: ajuda no desenvolvimento da coordenação motora ampla; fortalece as funções executivas, ao exigir que a criança respeite as regras estabelecidas e planeje suas ações enquanto pula o diagrama; além de contribuir para o desenvolvimento cognitivo com números e sequências.

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3. Pião

Brincadeiras antigas. Como jogar pião

Projetado para girar em torno do próprio eixo, o pião é um brinquedo confeccionado em madeira, em formato de pera, que vem com uma ponteira de ferro na base e um barbante. A brincadeira de jogar pião também é uma das mais tradicionais e, assim como pular corda, pode ser praticada de forma individual ou em grupo.

Como brincar: é só enrolar o barbante em volta do brinquedo, começando pela ponta inferior e subindo em espiral, e depois puxá-lo bem rápido, lançando o pião em uma superfície lisa. O objetivo é ver onde ele cairá e com qual velocidade sairá rodopiando. As crianças podem disputar para ver qual pião fica rodando por mais tempo ou quem consegue acertar um alvo ao lançar o objeto.

Benefícios: estimula o desenvolvimento da coordenação motora fina, a concentração e a noção espacial. Por exigir tentativa e erro, também fortalece as funções executivas, ajudando a criança a desenvolver resiliência, foco e autocontrole. É uma competição saudável, que promove a interação social e o senso de pertencimento das crianças.

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4. Queimada

Crianças jogando queimada

Uma das brincadeiras antigas que continua popular e querida, principalmente, nas aulas de educação física! Para brincar de queimada é preciso ter várias crianças, então é uma ótima opção para aqueles momentos em que há uma galera reunida, como em festas infantis ou em reuniões de família. 

Como brincar: primeiro formam-se dois times, que ficam de frente um para o outro, separados por uma linha central. As crianças devem arremessar uma bola, com o objetivo de acertar (ou “queimar”) os jogadores da outra equipe. Ao acertar alguém, essa pessoa vai para a “prisão”, atrás do campo adversário. Vence quem conseguir acertar todos os integrantes do grupo oposto. Lembre-se: os jogadores não podem ultrapassar a linha central, devendo permanecer do seu lado do campo. Além disso, a criança que conseguir segurar a bola que foi arremessada contra ela não será queimada e pode, então, seguir com o jogo e lançar a bola para queimar um oponente.

Benefícios: estimula o desenvolvimento da coordenação motora ampla, a agilidade corporal e o fortalecimento muscular, sendo uma ótima opção no combate ao sedentarismo. Ainda favorece habilidades cognitivas, como raciocínio lógico, foco e concentração, e socioemocionais, como o trabalho em equipe, a inclusão e a socialização.

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5. Batata-quente

Crianças com bola brincando de batata-quente

A agilidade é fundamental nesse jogo e as crianças vão adorar brincar de batata-quente! É uma excelente alternativa para festas infantis ou mesmo para dias chuvosos, pois não é necessário muito espaço para garantir bastante diversão entre os pequenos.

Como brincar: todos formam um círculo e começam a passar uma bola (ou outro objeto) de forma muito rápida, enquanto uma pessoa fica de fora (de costas ou de olhos fechados), falando: “Batata quente, quente, quente… queimou!”. Quem estiver com a bola na mão ao ouvir “queimou” é eliminado do jogo. Vence quem ficar por último.

Benefícios: contribui para o desenvolvimento da coordenação motora, melhora os reflexos e a agilidade física, além de promover habilidades cognitivas, como a atenção, raciocínio rápido e tomada de decisão, e socioemocionais, ajudando a criança a lidar com a expectativa e a frustração ao ser eliminada do jogo.

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6. Pega-pega

Meninos brincando de pega-pega

Quem nunca brincou de pega-pega na infância, não é mesmo? Essa é uma das brincadeiras antigas mais conhecidas, é simples e não exige nenhum material para ser praticada — apenas muita disposição das crianças e um bom espaço para que elas possam correr!

Como brincar: um jogador é o pegador e os outros devem ser pegos. Enquanto o pegador conta até 10, os demais jogadores correm para um ponto de segurança na tentativa de escapar. Quando uma criança é tocada, ela se torna o pegador e deve, então, correr para “pegar” outro participante da brincadeira, dizendo: “Está com você”. Uma variação é formar uma corrente conforme os jogadores são pegos e o último que restar é o vencedor.

Benefícios: é um excelente exercício físico, ajudando a criança a gastar energia e a fortalecer músculos do corpo todo. Ainda promove o desenvolvimento da coordenação motora ampla e de habilidades cognitivas e socioemocionais, como planejamento estratégico para impedir que seja pego, respeito às regras, autonomia e interação social.

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7. Bolinha de gude

Menino brincando de bolinha de gude

Bolinha de gude é, sem dúvida, uma das brincadeiras antigas mais populares, que atravessa gerações. É uma atividade para ser praticada em grupo, preferencialmente ao ar livre, embora possa ser adaptada para locais fechados. Com apenas algumas esferas de vidro, é possível criar dezenas de dinâmicas e regras diferentes, que divertem crianças e até mesmo os adultos!

Como brincar: na variação mais conhecida, a brincadeira começa com um pequeno buraco no chão. Os participantes lançam suas bolinhas de gude em direção a esse buraco, utilizando o impulso dos dedos. Quem conseguir acertar o alvo (ou chegar mais próximo dele) é o primeiro a jogar e tem a chance de atirar suas próprias bolinhas de gude contra as dos seus oponentes, capturando aquelas que conseguir atingir. Caso erre o alvo, a vez passa para o próximo. Vence quem pegar todas as bolinhas da partida.

Benefícios: promove o desenvolvimento da coordenação motora fina, ao exigir que a criança regule a intensidade do movimento a cada “peteleco” nas bolinhas, além de estimular o raciocínio lógico na criação de estratégias. A brincadeira também favorece a socialização, ensinando os pequenos a se comunicarem e a respeitarem as regras de forma natural enquanto jogam em grupo.

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8. Passar anel

Mãe e filha brincando de passar anel

Essa brincadeira clássica deixa muito adulto nostálgico, recordando as incontáveis tardes em que esteve envolvido com essa atividade na infância. É possível brincar de passar anel em qualquer lugar, com crianças de diferentes faixas etárias — basta ter um anel (ou outro objeto pequeno) à disposição.

Como brincar: o jogo começa com um participante que segura o anel. Os outros devem se sentar em uma roda (ou lado a lado) e ficar com as mãos unidas, palma com palma. Quem tem a joia deve passar suas mãos por dentro das mãos das outras crianças até deixar o anel com um dos participantes, sem que ninguém perceba. Depois disso, a pessoa que passou deve escolher alguém para adivinhar quem está com o anel. Se acertar, o adivinhador assume o papel de passador na próxima rodada. Se errar, continua tentando até acertar.

Benefícios: aprimora a coordenação motora fina, o foco e a concentração, além de fortalecer a interação social, o respeito às regras e a inteligência emocional das crianças, ajudando-as a lidar com as expectativas do jogo e a frustração quando não conseguem adivinhar com quem está o anel.

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9. Empinar pipa

Menino brincando de empinar pipa na praia

Só de ler o nome da brincadeira você já tem a sensação de vento no rosto? Soltar ou empinar pipa é uma das mais tradicionais brincadeiras antigas para ser praticada ao ar livre, longe de postes ou fios elétricos, para evitar os riscos de um acidente — campo, parques e algumas praias (mais vazias) são boas opções!

Como brincar: a criança pode participar da brincadeira desde a confecção da pipa (feita geralmente com varetas de bambu, coberta por papel de seda e presa a um carretel por uma linha) até o momento de lançá-la no céu. Para brincar, é necessário usar a força do vento e suas habilidades manuais, ajustando a tensão da linha para fazer a pipa subir e se equilibrar no ar.

Benefícios: incentiva a movimentação constante, reduzindo o sedentarismo infantil, além de aprimorar a coordenação motora e a agilidade da criança. No aspecto cognitivo, conseguir manter a pipa no céu exige paciência e concentração, estimulando o raciocínio e a tomada rápida de decisão. Por ser praticada ao ar livre, ainda ajuda os pequenos a terem maior conexão com a natureza.

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10. Esconde-esconde

Crianças brincando de esconde-esconde

Impossível encontrar alguém que nunca tenha brincado de esconde-esconde na infância. Diferente de outras brincadeiras antigas, não exige materiais ou brinquedos: o cenário é o próprio ambiente, seja dentro de casa, seja ao ar livre. Basta reunir os pequenos, definir até onde é permitido se esconder e escolher um local fixo para ser a base (ou o “pique”).

Como brincar: uma criança é escolhida para encontrar os participantes. Ela deve fechar os olhos no pique, de costas para os demais, e contar em voz alta até um número combinado (de 10 a 30). Enquanto isso, os outros participantes correm em silêncio para encontrar o melhor esconderijo. Ao terminar de contar, a criança deve gritar “Lá vou eu” e começar a procurar os colegas. Se encontrar alguém, ela deve correr de volta ao pique, bater a mão e dizer o nome de quem encontrou. Para se salvar, quem está escondido precisa ser rápido, sair do esconderijo e bater no pique antes de quem está buscando os participantes, e dizer “1, 2, 3, salvo!”. Quem for pego primeiro será o próximo a contar e sair em busca dos amigos na rodada seguinte.

Benefícios: desenvolve a agilidade e a coordenação motora ampla por meio da corrida; estimula o raciocínio rápido e o pensamento estratégico na hora de escolher os melhores esconderijos ou calcular o momento exato de correr para a base; fortalece a paciência e a inteligência emocional ao ajudar a criança a lidar com a ansiedade de ser encontrada; e, para os menores, ainda atua como um ótimo exercício prático de memorização e sequência numérica durante a contagem.

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11. Cinco Marias

Brincadeira das Cinco Marias

Cinco Marias é um jogo tradicional que exige bastante agilidade e destreza manual, sendo indicado para crianças um pouco maiores. Para brincar, basta reunir cinco pedrinhas (ou saquinhos de tecido preenchidos com areia, milho, arroz ou feijão) de tamanhos semelhantes.

Como brincar: o jogador começa espalhando as cinco pedrinhas (ou saquinhos) no chão. Então, ele escolhe uma delas, jogando-a para o alto, e, com a mesma mão, ele deve pegar rapidamente outra pedra do chão a tempo de alcançar a que foi lançada para o ar, sem deixá-la cair. Isso deve ser feito com todas as pedrinhas, uma por vez. Nas rodadas seguintes, o processo é repetido, mas em vez de pegar uma pedra por vez, pega-se duas, depois três e, assim, sucessivamente — o que vai criando maior dificuldade. Se o jogador deixar a pedrinha cair ou mover as peças erradas no chão, ele perde e cede a vez a um adversário.

Benefícios: promove o desenvolvimento da coordenação motora fina, ao exigir que a criança sincronize o movimento de lançar, buscar e segurar as pedrinhas; aprimora os reflexos e estimula as habilidade de foco e concentração, além de ensinar, na prática, sobre controle de força, ritmo e noções de tempo e gravidade.

Veja também: Como melhorar a concentração infantil com leitura

12. Telefone sem fio

Meninos brincando de telefone sem fio

Ótima pedida para festas infantis, essa é uma das brincadeira antigas que mais rende boas risadas! E o melhor: não é necessário nenhum objeto ou pré-requisito para participar — as crianças devem apenas se reunir, formando uma roda ou sentando uma ao lado da outra.

Como brincar: o primeiro participante cria uma frase e fala bem baixinho no ouvido de quem está ao seu lado. Esse ouvinte repassa o que conseguiu entender para o próximo e, assim, sucessivamente. Quando a mensagem chega ao último participante da roda, ele deve dizê-la em voz alta para todos ouvirem. O ponto alto e mais engraçado do jogo é perceber como a frase vai sendo modificada ao longo do caminho de acordo com o que cada um entende, geralmente terminando de forma muito diferente daquela dita pelo primeiro jogador.

Benefícios: além de ser uma excelente ferramenta de socialização, a atividade ajuda a desenvolver a atenção auditiva, o foco, a concentração e a memória das crianças, exigindo que elas fiquem em silêncio para compreender e reter a mensagem antes de repassá-la adiante.

13. Stop (ou adedonha)

Crianças brincando de stop ou adedonha

Conhecida em algumas regiões como “Adedonha” ou “salada de frutas”, essa é uma brincadeira clássica de conhecimentos gerais e vocabulário que desafia a velocidade de pensamento dos participantes. Ideal para crianças um pouco mais velhas ou adolescentes, a preparação do jogo é muito simples: requer apenas caneta e papel para cada jogador — e muita criatividade!

Como brincar: antes de começar a brincadeira, os jogadores desenham uma tabela no papel e definem juntos as categorias da rodada (como nome, animal, cor, fruta, objeto, cidade/estado/país, carro, profissão etc.). Em seguida, sorteiam uma letra do alfabeto. Depois que a letra é definida, todos devem preencher as colunas o mais rápido possível com palavras que comecem com a letra sorteada. O primeiro a completar todas as categorias grita “Stop!”, e os demais participantes devem soltar as canetas imediatamente. Na hora de ver a pontuação de cada um, palavras únicas valem 10 pontos; palavras repetidas por mais de um jogador valem 5 pontos; se ninguém mais preencheu aquela categoria, a única pessoa que completou ganha 15 pontos; respostas em branco ou incorretas não valem nada. Ganha quem acumular o maior número de pontos ao final das rodadas.

Benefícios: atua como um excelente exercício para crianças já alfabetizadas, desenvolvendo a memória, a agilidade mental e o raciocínio rápido sob pressão; expande o vocabulário e os conhecimentos gerais de forma lúdica; auxilia na prática da escrita e da ortografia correta; além de promover a socialização e o senso de competição saudável entre os pequenos.

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14. Jogo da velha

Crianças brincando de jogo da velha

O jogo da velha é um dos passatempos mais antigos e populares do mundo, conhecido pela sua simplicidade e por proporcionar partidas rápidas e dinâmicas. Ideal para ser jogado em duplas, é uma das brincadeiras antigas que não exige uma grande preparação, basta um pedaço de papel e uma caneta — ou até mesmo um giz, para brincar em uma lousa, ou um graveto para riscar o chão — e a diversão já pode começar!

Como brincar: o primeiro passo é desenhar uma grade com duas linhas verticais cruzando duas linhas horizontais, formando nove quadrados vazios (semelhante ao símbolo de “hashtag” nos telefones e teclados). Cada jogador escolhe um símbolo, tradicionalmente um “X” ou um “O” (círculo). De forma alternada, cada participante desenha o seu símbolo em um dos espaços vazios da grade. O objetivo é conseguir alinhar três símbolos iguais, seja na horizontal, seja na vertical ou na diagonal. Se todos os espaços forem preenchidos e ninguém conseguir formar a linha, dizemos que “deu velha”, ou seja, a partida terminou empatada.

Benefícios: estimula o raciocínio lógico e o pensamento estratégico, pois a criança precisa planejar suas próprias jogadas ao mesmo tempo em que antecipa e tenta bloquear os movimentos do adversário; desenvolve a atenção visual e a noção espacial ao analisar as possibilidades na grade; e ensina, de maneira rápida, a tomar decisões e a lidar de forma construtiva com vitórias, derrotas e empates.

15. Pular elástico

Crianças brincando de pular elástico

Pular elástico é uma das brincadeira antigas mais dinâmicas, excelente para os pequenos gastarem bastante energia! Tudo começa com um bom pedaço de elástico (daqueles de costura mesmo, com um nó nas pontas). Para brincar, são necessários ao menos três participantes ou duas cadeiras para esticar o material, caso a criança esteja brincando sozinha.

Como brincar: duas crianças ficam em pé, frente a frente, com o elástico esticado ao redor dos tornozelos, formando uma espécie de retângulo. O terceiro participante — que é quem vai, de fato, pular o elástico — deve se posicionar no centro ou nas laterais e começar a realizar saltos e movimentos combinados (como pular com os dois pés dentro do elástico, um pé dentro e outro fora, pisar em cima das tiras ou cruzar o elástico). Tudo isso acontece ao som de alguma música que os pequenos podem cantar, assim como na brincadeira de pular corda, que vimos acima. Se a criança conseguir concluir a sequência sem tropeçar, o grau de dificuldade aumenta: o elástico sobe para a altura dos joelhos, depois para as coxas, cintura… Se o participante que está pulando errar a coreografia ou enroscar o pé, ele perde a vez e troca de lugar com um dos colegas que está segurando o elástico.

Benefícios: promove um intenso trabalho de coordenação motora ampla, equilíbrio e agilidade devido aos diferentes tipos de saltos; estimula o ritmo e a memória ao exigir que a criança decore as sequências de movimentos; fortalece a musculatura das pernas, promovendo a saúde física de maneira divertida.

16. Mímica

Crianças brincando de mímica

E se o assunto são as brincadeiras antigas, esta aqui não pode faltar! Mímica é um clássico jogo de adivinhação que sempre garante boas risadas, seja entre crianças, seja entre os adultos. É uma atividade simples, que pode ser praticada em pequenos grupos e em qualquer lugar — basta dar asas à imaginação e improvisar com o corpo!

Como brincar: os participantes podem apenas combinar qual será a categoria de cada desafio ou, para deixar mais organizado, escrever nomes de animais, profissões, personagens de desenhos animados, títulos de filmes infantis etc. em pedaços de papel e colocar em um pote. Uma vez definidas as equipes, uma criança seleciona um papel e deve representar a palavra sorteada para os colegas usando apenas gestos, expressões faciais e movimentos do corpo. A regra principal não pode ser quebrada: é proibido falar, murmurar ou emitir qualquer tipo de som! Os outros jogadores devem adivinhar o que está sendo encenado antes que um tempo limite, como um minuto, por exemplo, termine. Vence o grupo que acertar mais vezes.

Benefícios: estimula a criatividade e a comunicação não verbal; desenvolve a consciência corporal, auxiliando os pequenos a lidarem com a timidez e a ganharem autoconfiança para se expressar em público; amplia o vocabulário por meio das palavras sorteadas e promove o trabalho em equipe, a cooperação e a socialização entre os participantes.

Veja também: A importância do brincar para o desenvolvimento infantil

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ESTANTE QUINDIM

Conheça 3 livros, já enviados pelo Clube Quindim, que inspiram momentos de brincadeira através da leitura entre as crianças:

LivrodoBotao CapaTransparente e1727463866231
O livro do botão, de Sally Nicholls e Bethan Woollvin

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Ao longo do rio, de Magnus Weightman

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Quem mora neste livro?, de Ana Matsusaki