Muitas vezes, quando os sentimentos e memórias transbordam, a melhor maneira de organizar os pensamentos é colocar toda essa bagagem emocional em palavras. Assim, aquele registro fica eternizado como uma lembrança escrita por uma versão sua que estava sentindo tudo aquilo.

Afinal, quem nunca teve um diário? Seja durante a infância, na adolescência ou em uma viagem, a escrita diarística é um meio de entender melhor a si mesmo. Quando nomeamos o que sentimos, passamos a enxergar tudo de uma forma diferente.

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Imagem do livro “A torre de água“, de Lote Vilma (Baião). Foto: Rodrigo Frazão.

E um diário pode ser várias coisas: relatos de viagem, registros que também são históricos, troca de cartas…Tudo isso atua como porta de entrada para universos pessoais, em uma tentativa de materializar no papel os mais complexos medos e devaneios.

Por isso, separamos seis obras que nos mostram a sensibilidade de livros escritos como diários para a literatura infantil! Os relatos em primeira pessoa vão prender a atenção das crianças do começo ao fim!

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Confira obras já entregues pelo Clube Quindim que também foram escritas como diários:

A torre de água
Autora: Lote Vilma
Editora: Baião

a torre de água

Abrir este livro é como abrir a porta de entrada para o universo íntimo de uma menina, que compartilha conosco seus pensamentos, anseios, sonhos, medos e dúvidas. Se pelo lado de fora ela está cercada por uma cidade cinzenta e sem graça, por dentro o que não faltam são detalhes ricos sobre sua personalidade e como enxerga o mundo.

Hoje eu vi um pica-pau
Escritor: Michal Skibinski
Ilustradora: Ala Bankroft
Editora: Baião

hoje eu vi um pica-pau

O que você viu durante as últimas férias de verão? Aqui, os registros de um menino em seu diário se misturam a um dos episódios mais marcantes da história da humanidade. Nos primeiros dias, os relatos são bastante comuns à vida de uma criança. Logo em seguida, acontecimentos triviais são atravessados pelo testemunho de um conflito bélico. “Começou a guerra”, escreve o garoto no dia 1 de setembro.

Leia também: A bibliodiversidade e os diferentes gêneros literários: muitas maneiras de contar histórias

diversidade de infâncias
Escritora: Gabriela Romeu
Ilustrador: Kammal João
Editora: Peirópolis

diário das águas

Conheça o diário poético de uma jornalista que percorreu diversos rios do nosso país e se encantou com a forma como vivem as populações ribeirinhas frente à transformação das águas, determinando o ritmo e o sentido de tudo ao redor. Uma obra preciosa para ampliar o nosso olhar e das nossas crianças para a diversidade de infâncias do país.

EuDeviaEstarNaEscola CapaTransparente e1748459272656
Autores: Muitas crianças moradoras de favelas da Maré
Editora: Caixote

eu devia estar na escola

Era dia de ir à escola. Era dia de consulta médica. Era dia de ir ao mercado. Mas, não deu. Naquele dia, também era dia de operação da Polícia Militar. A obra organizada por Ananda Luz e Isabel Malzoni traz uma série de trechos de cartas, registros diarísticos e desenhos de crianças moradoras das favelas da Maré, no Rio de Janeiro, que nos contam o que fazem em momentos de conflitos onde vivem.

Direto do Instagram: 8 livros para ter diálogos sem tabus com adolescentes

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aIncrivelExpedicaoDosRobos CapaTransparente e1757619521814
Escritora: Tat’ána Rubášová
Ilustrador:Jindřich Janíček
Editora: Solisluna

a incrível expedição dos robôs

Com uma estrutura narrativa que mistura registros em forma de diário e ilustrações de página inteira, este é um livro que fala sobre empatia, diferentes pontos de vista e variadas maneiras de ser e de existir. William e Meriwether embarcam numa jornada rumo a territórios desconhecidos, ao mesmo tempo em que vão descobrir e aprender muito sobre si mesmos.

O caderno vermelho da menina Karateca (escritora Ana Pessoa, ilustrador Bernardo Carvalho, editora SESI-SP).
Escritora: Ana Pessoa
Ilustrador: Bernardo P. Carvalho
Editora: SESI-SP

O caderno vermelho da menina Karateca

Não é um diário o caderno vermelho liso, 13×21 cm, 240 páginas em branco, pois escrever um diário é uma coisa muito chata — é o que pensa a menina Karateca. Às vésperas de completar 15 anos, ela comprou um caderno onde guarda suas observações científicas e os contos que inventa. O caderno lê o que ela escreve ou ele é o próprio autor?