Chapeuzinho Vermelho, a Gata Borralheira, os três porquinhos, a Bela Adormecida e tantos outros contos clássicos são exemplos de que boas histórias vencem o tempo, atravessam gerações e ganham as mais variadas adaptações. É o caso dos livros infantis inspirados em narrativas tradicionais que já enviamos aos nossos assinantes e que, agora, selecionamos aqui para as famílias conhecerem com os pequenos.
Além de entreter e ressignificar narrativas, a leitura de adaptações permite o exercício da criatividade: não só dos autores que criam novas versões das histórias tradicionais, mas também dos leitores, já que são tirados da zona de conforto das tramas que já conheciam.
A seguir, confira diferentes versões das narrativas tradicionais que exploram outros pontos de vista, ressignificam contos populares e desconstroem personagens que são velhos conhecidos dos leitores. Vamos lá?
LIVROS INSPIRADOS EM CONTOS CLÁSSICOS JÁ ENTREGUES PELO CLUBE QUINDIM
Editora: DCL Difusão Cultural do Livro
Faixa etária: 3 a 5 anos
1. Este é o lobo
Presente em histórias como Os três porquinhos e Chapeuzinho Vermelho, o Lobo é conhecido por ser o vilão que ataca as personagens indefesas. Mas, nesta adaptação, com amizade e bom humor em poções salvadoras para o Lobo, conhecemos um novo lado desta personagem dos contos clássicos.
O autor Alexandre Rampazo brinca com o temível personagem, desconstruindo-o, de modo que o lobo mau, bem… não parece mais tão mau assim.
Veja também: 8 livros com o lobo mau que seu filho vai amar
Editora: Yellowfante
Faixa etária: 3 a 5 anos
2. Conte mais uma vez
Será que todo conto clássico, e mesmo as suas adaptações, são previsíveis? Talvez não! Este livro de Weberson Santiago faz com que princesas, príncipes, ogros, bruxas e dragões troquem de lugar várias vezes e mudem completamente o rumo da narrativa que conhecemos. Aqui, a princesa é quem salva o príncipe, um cavalo monta um dragão, uma bruxa é salva do alto de uma torre e assim vai.
Direto do Instagram: Entenda o que é o nonsense na literatura infantil
Editora: Pulo do Gato
Faixa etária: 6 a 12 anos
3. Perguntas inquietas
Em Perguntas Inquietas, Beatriz Martín Vidal também provoca o leitor sobre os contos de fadas clássicos, porém, apresentando algumas teorias discutidas por fãs dessas histórias, que atravessaram séculos sendo contadas até hoje.
Por exemplo: será que a madrasta sempre foi malvada ou tornou-se má com o tempo? O que será que a Bela Adormecida sonhou? Será que o Pequeno Polegar lembrou-se de suas irmãs? Estas e outras perguntas inquietas — e um tanto perturbadoras — são feitas ao longo das páginas.
Ilustradora: Taisa Borges
Editora: Peirópolis
Faixa etária: 9 a 12 anos
4. Cinderela do rio
Em Cinderela do rio, de Mafuane Oliveira e Taisa Borges, temos o mote original da história de Cinderela, mas com a trama adaptada para um cenário às margens de rios e a inserção de elementos da cultura popular brasileira.
De forma sensível e criativa, a obra incita reflexões sobre temas contemporâneos, como desigualdade social e a condição de crianças em situação de trabalho Brasil afora.
Veja também: 8 livros que retratam a diversidade de infâncias no Brasil
Ilustrador: Sergio García Sánchez
Editora: SESI-SP
Faixa etária: 9 a 12 anos
5. Chapeuzinho Vermelho
Sabe aquela Chapeuzinho cabisbaixa, introspectiva e insegura da versão tradicional dos contos clássicos? Pois é, pode esquecer. Na versão de Lola Moral e Sergio García Sánchez, temos uma ‘Chapeuzinho mais moderna’, conectada, com direito a um quarto num sótão, acompanhada de um gato chamado Flú e de uma avó mais sábia que a Enciclopédia Britânica!
Neste livro, a Chapeuzinho narra e protagoniza a própria história, e de cabeça erguida. E tem mais: de forma divertida, as demais personagens do conto original também foram repaginadas nesta versão contemporânea.
Ilustrador: Laerte Coutinho
Editora: Editora 34
Faixa etária: 9 a 12 anos
6. Felizes quase sempre
Será que príncipes e princesas realmente viveram felizes para sempre? Será que essa tal felicidade constante não se tornou cansativa? Essas e outras questões são parte desta obra que tira o leitor da zona de conforto e o provoca com novas possibilidades para os “finais felizes” dos contos de fadas.
Nesta versão, Antonio Prata e Laerte brincam com a imaginação dos leitores ao propor o pós-final feliz de diferentes personagens dessas histórias tradicionais.
Ilustradoras: Fernada Peralta, Hanna Gomes, Jess Vieira, Mayara Ferrão, Efe Godoy e Marcela Scheid
Editora: Biruta
Faixa etária: 9 a 12 anos
7. Sete contos que nunca me contaram
Nesta obra, a pesquisadora Susana Ventura e as ilustradoras reúnem contos de fadas que foram pensados, escritos e recontados por mulheres, dando autoria a narrativas conhecidas da cultura popular.
São oito histórias (isso mesmo, tem um bônus) escritas, entre os séculos XVII e XIX, e protagonizadas por mulheres que, ao contrário das narrativas tradicionais e até mesmo de algumas adaptações, não são nada passivas ou apáticas. Aqui, são elas que fazem acontecer!
Veja também: Como a literatura infantil pode ajudar a quebrar estereótipos de gênero

