Em 2024, de acordo com dados divulgados pelo Portal da Transparência, cerca de 91 mil crianças não tiveram o nome do pai em seu registro de nascimento. Esse número mostra uma realidade de muitos lares brasileiros, onde a ausência paterna marca a vida das crianças.
Há, na contramão desse dado, felizmente, um movimento social recente em que observamos homens que buscam justamente um paternar presente — muitas vezes, diferente do que teve em sua própria infância. São indivíduos que estão empenhados em repensar os padrões tóxicos das gerações anteriores, que tentam compreender as bases de uma parentalidade mais saudável e criam uma relação cunhada no vínculo e afeto com os filhos.
Estes pais diversos, mas muito presentes têm seu próprio jeito (de ser e de cuidar). Há aqueles cuja rotina é mais agitada, os mais modernos, os pacientes, os desconstruídos e até os que são pai-avô. O fator em comum entre todos é o carinho, o cuidado, o amor que têm pelos pequenos.
E pensando nessas diferentes paternidades, listamos oito livros infantis que apresentam esta figura em diferentes contextos, cada qual com seus desafios de parentalidade. Vamos conferir?
Veja uma lista com 8 livros que retratam a rotina de pais diversos:
Ilustradores: Odilon Moraes, Natália Gregorini e Gustavo Nascimento
Editora: Baião
PAI CORRIDO
Em Delivery, Tino Freitas, Odilon Moraes, Natália Gregorini e Gustavo Nascimento apresentam três histórias de pais diversos com ofícios e realidades diferentes. Um deles é executivo, outro é entregador de aplicativo, e o terceiro, pescador. O que eles têm em comum é o desejo de serem cuidadores participativos na vida de seus filhos. Esta é uma narrativa para repensar a paternidade, o afeto e as maneiras de se fazer presente no dia a dia das crianças.
Ilustrador: Odilon Moraes
Editora: Caixote
Avô-pai coruja
O pai da mamãe, de Cristiana Gomes e Odilon Moraes, nos leva para passar um dia na praia com o vovô e sua neta. Neste passeio, conhecemos a figura carinhosa deste avô, que, entre uma brincadeira e outra, conta suas lembranças à menina, cria novos hábitos e reafirma seu amor pela criança.
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Ilustrador: Sergio Mora
Editora: WMF Martins Fontes
Pai moderno
Em seu livro, Daniel Nesquens e Sergio Mora apresentam um pai que carrega na pele histórias que viveu e que inventou. Mas, na narrativa, quem conta essas aventuras é seu filho, um garoto que vive numa mescla de nostalgia e melancolia ao rememorar os momentos vivenciados com seu pai, que vai embora um dia, sem avisar. Aqui, somos convidados a dialogar sobre a ressignificação da presença por meio do ato de contar histórias.
Ilustradora: Ionit Zilberman
Editora: Ciranda na Escola
PAI desconstruído
Em O menino, o pai e a pinha, conhecemos uma dupla que tem rotina e passatempos estabelecidos: os dois colecionam pinhas. Em um dia ruim, em que nenhum deles estava bem, o pai acabou pisando em uma delas, quebrando a pinha. Isso magoa o garoto, mas o pai entra numa jornada sobre lidar com o erro e com o desencontro. Uma narrativa que nos lembra sobre repensar nossas escolhas diante da frustração e como isso afeta nossos filhos.
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Editora: Jujuba
Pai paciente
Em Mas papai…, Marianne Dubuc e Mathieu Lavoie nos apresentam um papai gorila que inicia a jornada da hora de descanso com seus macaquinhos. Está tudo pronto, mas será que os filhotes vão descansar rapidamente? Esta história nos faz refletir sobre a paciência e o cuidado presentes no ato de paternar.
Editora: VR Vergara & Ribas
Pai aventureiro
Mais uma indicação da nossa lista de pais diversos, na obra Meu pai era um cara legal, um garotinho vai nos apresentando seu pai aventureiro. Não se sabe se realmente este pai viveu tudo o que ele relata ou se não passa da sua imaginação. Todavia, ao longo das páginas, ele vai refletindo e contrastando versões deste pai. Será que esta figura, como ele conhece em casa (sério, zeloso nos cuidados, atento aos detalhes), já foi mais descontraído? Será que saía com frequência? Ficava acordado até tarde? Só lendo para descobrir!
Editora: Boitatá
Pai cuidadoso
No livro As mãos do meu pai, conhecemos, por meio do relato de um filho, um pai que, com suas grandes mãos, lhe cuidou, aqueceu e o guiou até que ele crescesse e desse seus próprios passos.
Nesta história, somos convidados a refletir sobre a força do cuidado, dos vínculos criados e fortalecidos com a doação de tempo e atenção… A obra nos conduz por uma narrativa espiral, em que se inicia com um filho que relembra os cuidados, mas que, com o passar do tempo, também os retribui na velhice do pai.
Ilustrador: Sydney Smith
Editora: Pequena Zahar
PAI ACONCHEGO
Em Eu falo como um rio, de Jordan Scott e Sydney Smith, temos um pai que auxilia o filho em sua jornada com as palavras, que insistem em não querer sair da boca. Nos dias difíceis, é apenas a sensibilidade deste pai que acolhe as angústias do garoto permitindo-o encontrar no borbulhante rio, o seu jeito de falar. Uma narrativa sobre amor, acolhimento e aconchego.
