Ler o que gosta é tão importante quanto a leitura escolar e deve ser incentivado

Seu filho sempre foi do tipo amante de livros, que não ia para a cama sem ouvir uma história, mas, com o tempo, e com a carga de leitura e lições da escola, acabou deixando o hábito de ler o que gosta de lado. Esse cenário surpreende muitos pais e familiares, entretanto, pode ser mais comum do que se pensa. Afinal, desde pequenos introduzimos as crianças a uma lógica muito funcional e performativa de mundo, em que o tempo deve ser destinado, prioritariamente, a atividades que tenham um efeito direto, a ações que “servem para alguma coisa”.

É por isso que, mesmo dentro de casa, muitos pais acabam incentivando as crianças a se dedicarem aos estudos e leituras escolares, e vão se esquecendo daquelas leituras gostosas em família. No entanto, há uma série de razões para estimular filhos e filhas a abrirem espaço para ler por prazer. Veja a seguir algumas delas que o Clube Quindim separou:

Ao ler o que gosta, a criatividade da criança é estimulada

Já repetimos por aqui algumas vezes que ler obras literárias de qualidade traz uma série de benefícios para o desenvolvimento das crianças, e mesmo para os mais velhos. Entrar em contato com a literatura estimula a criatividade bem como a capacidade de pensar criticamente, o que é vital para aqueles que estão em fase de construir opiniões e consolidar visões de mundo. Além disso, essas são competências que serão essenciais diante dos desafios que as novas gerações enfrentarão. Assim, ler nunca é demais, e as obras apresentadas fora da escola podem enriquecer ainda mais esse processo na vida dos pequenos.

Formação de hábitos

A leitura estimulada pela escola, em alguns casos, pode ser associada a uma mera obrigação. Para criar filhos leitores, que levem o hábito da leitura pelo resto da vida, é preciso que eles encarem ler como fonte de prazer, e não só como fonte de conhecimento ou como ferramenta para o desenvolvimento de competências. Eis mais um motivo que reforça a importância de incentivar a criança a ler o que gosta, como passatempo.

Favorecer a escolha

Quando ler não é obrigação, oferece-se a possibilidade de se escolher um gênero, um autor e principalmente uma trama que a criança deseja conhecer. O gênero do horror ou da ficção científica, por exemplo, nem sempre estão entre as indicações frequentes das escolas, mas costumam ser muito populares entre os jovens leitores e podem fazer parte das leituras realizadas em tempo de lazer.

Ampliação de repertório

Durante a infância e a adolescência, quando é mais fácil consolidar o hábito da leitura, é essencial construir um repertório ampliado, com obras de vários estilos, gêneros e temáticas – o que é mais fácil de se conquistar quando a leitura escolar é complementada em casa, buscando títulos, obras e perfis diferentes daqueles que integram a indicação pedagógica.

Ler o que gosta forma vínculos

Outro hábito importante e que deve ser mantido é o da leitura compartilhada. Quando lemos com a criança, há uma troca de afeto e, além disso, é uma oportunidade para conversar e conhecer opiniões e angústias da criança. Segundo estudos como a pesquisa Retratos da Leitura, esse afeto é também essencial para despertar na criança o amor pela literatura e pelas histórias, além de ter o poder de criar memórias inesquecíveis desses momentos gostosos em família.

A leitura pode gerar tranquilidade

Criar o hábito da leitura à noite pode ajudar crianças e jovens a terem um sono mais tranquilo e é uma ótima opção para substituir o tempo de interação com as telas, que, ao contrário, têm sido associadas com uma má qualidade do sono. Só excelentes razões para incentivar a leitura em casa!

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