Quando Caetano Veloso e Gilberto Gil escreveram “Divino, Maravilhoso” — eternizada na voz de Gal Costa —, eles nos deixaram um mantra: é preciso estar atento e forte. Principalmente quando olhamos com atenção para as raízes e as dores que moldam um povo.

Livros que nos lembram sobre a importância de não parar de nos questionar. Livro A manha marrom
Imagem do livro ‘A manhã marrom’, de Franck Pavloff e Mariana Zanetti | Foto: Rodrigo Frazão

Estar ciente dos acontecimentos que marcaram a história de nossa sociedade é, antes de tudo, uma forma de refletir, questionar e problematizar situações para que os erros do passado não voltem a se repetir.

Pensando nisso, convidamos as famílias a conhecerem 8 obras já enviadas pelo Clube Quindim que tratam de temas importantes da história da sociedade e que nos recordam sobre a importância de não parar de questionar desigualdades, violências, situações autoritárias e governos ditatoriais.

Clube Quindim

Conheça livros já enviados pelo Clube Quindim que nos recordam que vale questionar sempre!

Ordem (de Leusa Araujo)
Autora: Leusa Araujo
Editora: Barbatana
Faixa etária: 9 a 12 anos

Ordem

Esta é a história de Doca, um menino que cresceu durante os anos da ditadura militar no Brasil. Enquanto do lado de fora o cenário político é cruel e violento, vista por dentro sua infância é atravessada por silêncios, regras e “pequenos grandes” medos cotidianos. Doca não entende tudo o que vê, mas vê tudo.

O nome do moço (escritora Márcia Leite, ilustradora Bruna Lubambo, editora Joaquina)
Escritora: Márcia Leite
Ilustradora: Bruna Lubambo
Editora: Joaquina
Faixa etária: 3 a 12 anos

O nome do moço

Uma menina e sua mãe andam pela cidade quando, de repente, a criança avista um homem deitado na calçada, coberto por um plástico, somente com os pés para fora. Será que ele não tem uma casa? Não tem uma família? Qual será o nome dele? A criança tem muitas perguntas… Mas será que alguém tem as respostas?

EuDeviaEstarNaEscola CapaTransparente e1748459272656
Autores: Muitas crianças moradoras de favelas da Maré
Editora: Caixote
Faixa etária: 9 a 12 anos

Eu devia estar na escola

Era dia de ir à escola. Era dia de consulta médica. Era dia de ir ao mercado. Mas, não deu. Naquele dia, também era dia de operação da Polícia Militar. Esta obra traz uma série de trechos de cartas e desenhos de crianças moradoras das favelas da Maré, no Rio de Janeiro, que nos contam o que elas fazem nos momentos de incursão.

Cinderela do rio (autoras Mafuane Oliveira e Taisa Borges, editora Peirópolis)
Escritora: Mafuane Oliveira
Ilustradora: Taisa Borges
Editora: Peirópolis
Faixa etária: 9 a 12 anos

Cinderela do rio

Em algum lugar da Bahia, há muito tempo, viviam duas comadres: uma rica e outra pobre. Cada uma tinha uma filha chamada Maria. A mulher pobre trabalhava na casa da mulher rica, que insistentemente pedia para que ela lhe desse sua Mariazinha. Um dia, a menina é separada de sua mãe e é forçada a realizar trabalhos domésticos na casa da família rica.

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A manhã marrom (de Franck Pavloff e  Mariana Zanetti)
Escritor: Franck Pavloff
Ilustradora: Mariana Zanetti
Editora: Edições Olho de Vidro
Faixa etária: 9 a 12 anos

A manhã marrom

Dois amigos vivem uma rotina aparentemente tranquila, com suas conversas despreocupadas e suas pequenas decisões comuns, enquanto um novo governo ascende ao poder e começa a criar algumas regras absurdas. Não são mais permitidos cães e gatos que não sejam da cor marrom, jornais que questionaram isso foram fechados, e livros foram banidos. O que virá depois?

Direto do Instagram: Por que é importante conversar com as crianças sobre regimes ditatoriais?

PapaiVotouHitler CapaTransparente e1730206214163
Escritor: Didier Daeninckx
Ilustrador: Pef
Editora: Editora Cecerelê
Faixa etária: 9 a 12 anos

Papai, por que você votou no Hitler?

Aos cinco anos, Otto presencia uma discussão entre seus pais. Enquanto o pai acredita que Hitler é a única esperança para que a Alemanha se recupere da severa onda de desemprego e crise econômica que assola o mundo, sua mãe, grávida, se recusa a concordar. Nesta obra, o leitor acompanha o avanço do partido nazista na Alemanha e o início da Segunda Guerra Mundial a partir do ponto de vista de uma criança.

Crianças (María José Ferrada e María Elena Valdez)
Escritora: María José Ferrada
Ilustradora: María Elena Valdez
Editora: Pallas Míni
Faixa etária: 9 a 12 anos

Crianças

Este livro é dedicado à memória das crianças que desapareceram durante a ditadura militar chilena. Através de 34 poemas – cada um em homenagem a uma criança – as autoras imaginam detalhes de infâncias não vividas. Com muita sensibilidade, a obra serve como memória da violência política e, também, como um lembrete para nos questionar sobre os momentos de instabilidade da democracia que interromperam as infâncias.

Hoje eu vi um pica-pau
Escritor: Michal Skibinski
Ilustradora: Ala Bankroft
Editora: Baião
Faixa etária: 9 a 12 anos

Hoje eu vi um pica-pau

Em 1939, o polonês Michał Skibiński recebeu a tarefa de anotar suas férias para um exercício de caligrafia. Nos primeiros dias, os registros são bastante comuns à vida de uma criança em uma pacata Polônia. Entre trivialidades, porém, surge uma anotação diferente: no dia 1º de setembro, o garoto escreve: “Começou a guerra”. Agora, mais de 80 anos depois, os escritos de um menino de oito anos sobre o início da Segunda Guerra Mundial acompanham as pinturas de Ala Bankroft, que transformam o diário numa obra extraordinária e emocionante.