Capa Gente, bicho, planta o mundo me encanta

Gente, bicho, planta: o mundo me encanta

Ana Maria Machado conta alegoricamente como a natureza se formou, numa briga da terra com ar, e alerta para os desequilíbrios que vira e mexe o homem provoca. Traz também outras histórias de pessoas que lutam para entender e auxiliar a vida no mundo.

Resenha literária

Esta é uma coletânea com três contos de Ana Maria Machado. Em cada história, um universo particular é aberto pela escritora e compartilhado com os leitores para falar um pouco de ciência e da humanidade imiscuída nas coisas do mundo. O livro teve sua primeira edição em 1984, com ilustrações de Walter Ono, e agora conta com as imagens mixadas digitalmente por Maurício Negro. Frase a frase, o texto une a narração com recursos da rima e do eco, resgatando o sabor de produções da escritora na pioneira revista Recreio, publicada continuamente de 1969 a 1981.

A primeira narrativa — “De pergunta em pergunta” traz um caso vivido por Thomas Huxley, cientista naturalista inglês, cujo nome a autora decidiu adaptar para a forma professor Tomás. No interior do país, em certa localidade rural, nada ia tão bem nem mal, não acontecia uma abundante riqueza nem a pobreza extrema, e essa estranha estabilidade se converte num mistério que o Huxley deve investigar. E o olhar arguto do professor descobre que existe uma relação íntima entre os hábitos da pequena sociedade e natureza: como os graus de parentesco e o número de casamentos influenciam a vida animal, vegetal e a economia.

No conto “Um problema chamado coiote”, repete-se a mesma preocupação a respeito do equilíbrio ecológico. Desta vez, o cenário é o faroeste americano e a luta dos criadores de ovelha para acabar com os predadores do rebanho; no entanto, ao diminuir o número de animais carnívoros, a população de roedores e outros herbívoros derrocaram com os pastos...

E, por fim, a última narrativa é “A briga da terra com o ar” que é uma alegoria sobre o processo de formação de nosso planeta, assumindo, então, o tom de um apólogo, dando desejos aos quatro elementos da natureza até surgir o bicho-homem.

Sobre Ana Maria Machado

Em 2019, Ana Maria Machado comemorou 50 anos de carreira literária. Graduada em Letras, lecionou na UFRJ e na PUC-RJ e iniciou sua trajetória de escritos para crianças por meio de pequenos textos publicados na revista Recreio.

No período da ditadura militar, Ana Maria Machado integrou o movimento de resistência dos professores. Em 1969 foi presa, e em janeiro de 1970 partiu para o exílio na Europa. Atuou como jornalista na revista Elle de Paris e no serviço Brasileiro da BBC de Londres. Ana Maria Machado lecionou Língua Portuguesa na Sorbonne. Estudou na École Pratique des Hautes Études, e defendeu sua tese doutoral em Linguística e Semiologia orientada por Roland Barthes. Retornou ao Brasil em 1972 e trabalhou como jornalista no Correio da Manhã, no Globo e no Jornal do Brasil. Seu primeiro livro infantil Bento que Bento é o Frade foi publicado em 1977 e na companhia das publicações de Ruth Rocha, inaugurou uma nova forma de literatura destinada às crianças brasileiras.

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Sobre Mauricio Negro

Artista gráfico, ilustrador e escritor brasileiro, colaborou com mais de cem livros de escritores nacionais e estrangeiros ao longo de mais de vinte anos de carreira. Participou de diversas exposições e catálogos no Brasil e também no exterior. Faz monotipias, colagens e pirogravuras.

É membro do conselho diretor da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), e já recebeu diversos prêmios e certificações, como o White Ravens, o NOMA, o prêmio Jabuti, entre outros. Há mais de vinte anos coordena o Negro Design Studio na elaboração de projetos no segmento editorial, audiovisual e sociocultural.

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Informações técnicas

ISBN: 9788526013704

EAN: 9788526013704

Páginas: 40

Dimensões e acabamento

0.3 × 20 × 26 cm

Peso: 190 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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