
Griso, o único
Ele é único, o último unicórnio e também o primeiro, em busca de seu semelhante, a companhia que o permita continuar existindo e percorrer paisagens no galope de nossa própria imaginação.
Escritor e ilustrador nascido em Brasília, o premiadíssimo Roger Mello é autor de livros para crianças e jovens, peças de teatro, além de realizar muitos outros trabalhos no campo das visualidades: revista, desenho animado, estamparia, design gráfico, direção de arte. É também ator e cantor de bossa nova. Ao longo dos anos, detém vários prêmios do Jabuti, da ABL, da UBE, estendendo o reconhecimento para a cena internacional, iniciando como o melhor livro do ano da Fondation Espace Enfants (Suíça), em 2002, pela obra Meninos do mangue; homenageado no Escale Brésil, do Salão do Livro de Montreuil (França), em 2005; Prêmio Hans Christian Andersen 2014, conferido a ele como ilustrador, pelo International Board on Book for Young Peope (IBBY) e, no mesmo ano, recebeu ainda o Prêmio Internacional Chen Bochui para melhor autor estrangeiro (China). Tem participado de feiras e exposições de sua obra em diferentes países, transformando o mundo em um lugar sem fronteiras para a expressão de seu carisma e livros.

Ele é único, o último unicórnio e também o primeiro, em busca de seu semelhante, a companhia que o permita continuar existindo e percorrer paisagens no galope de nossa própria imaginação.

Roger Mello é um dos raros artistas do livro e da literatura para crianças que une os extremos do mundo atual às arqueologias da palavra e da imagem, narrando a grande ventura dos homens em constituírem a História coletiva e suas histórias individuais.

Durante ditadura militar brasileira, Clarice joga livros no Lago Paranoá sem entender por que eles seriam responsáveis pelo desaparecimento de alguém. Ao mesmo tempo em que busca compreender os acontecimentos, a menina receia até mesmo pensar em voz alta.

Um homem se prepara para caçar um tigre e adicionar mais um animal à sua coleção. Mas durante essa narrativa de imagens algo nos surpreende, homem e tigre trocam de lugar, nos levando a refletir sobre quem caça e quem é caçado.

O que aconteceria se, um dia, os nossos objetos preferidos e esquecidos atravessassem a porta e batessem na casa do vizinho? Com quantos barulhos e embrulhos levamos a vida a contar?

A gente pode até tentar – inutilmente – mas nada está sob controle! Há o acaso, o extraordinário, o tombo, o vento, a chuva...

Brincando com o fio da história e a linha do tempo, Roger Mello conta e reconta as desventuras da Sorte e da Preguiça entre os meninos, os siris e toda vida mais que corre no mangue.