Capa Um passarinho me contou

Um passarinho me contou

Duas senhoras marcam um encontro com a dona Morte, mas algo lhes ocorre e canta a dúvida do que parecia sacramentado. Viver ou morrer, eis a questão!

Resenha literária

O desejo pela vida é um movimento contínuo e instável. Há dias incríveis, outros mornos, e há aqueles em que nada faz sentido. Há, ainda, dias em que tudo isso ocorre quase que simultaneamente. Diante do furacão que é viver, como estamos de saúde mental? Duas senhoras falam ao telefone e combinam adiar um compromisso importante: o encontro com a dona Morte.

Berta explica para Isaltina que precisa reagendar o que haviam combinado, devido a um imprevisto em sua família. Por acaso, o passarinho Par Dal, cansado e com a metade da vida vivida, pousa na janela de Berta e ouve toda a conversa. Aflito e sem saber o que fazer, canta. O mais alto e melhor que pode, até tocar a senhorinha. Os dias seguem e depois é Isaltina quem precisa desmarcar o encontro, para grande alívio de sua amiga.

As duas velhinhas, na casa dos oitenta anos, acham que os ciclos de vida já poderiam dar por encerrados, não havia mais grandes motivos para prolongarem os seus dias por aqui. Mas surge o canto do passarinho (até alpiste Berta comprou para ele!), e, sem passe de mágica e com sensibilidade, as amigas reveem as pequenas atividades do dia a dia. Par Dal, a ponto de dar um nó, leva o fio de lã rosa, bicado de uma almofada de dona Berta, até a casa de dona Isaltina, que fica surpresa com mais uma visita do passarinho cantor. Isaltina segura uma das pontas do fio rosa, a outra ponta está na casa de Berta. Uma linha pulsante como a corrente sanguínea une as amigas, que, ainda cansadas de existir, reencontram-se com a vontade de viver. Par Dal é a própria passagem do tempo: cansado, desgastado, depenado, mas, em movimento. O tempo, de fato, não para. A vida, essa moça misteriosa, insiste. 

Sobre Jorge Miguel Marinho

Jorge Miguel Marinho nasceu no Rio de Janeiro, vindo morar em São Paulo, cidade onde iniciou sua carreira literária. Cursou Letras e fez Mestrado em Literatura pela Universidade de São Paulo, ministrando oficinas, além de ter atuado como professor do Instituto Vera Cruz no curso superior de formação de escritores. Ao longo dos anos, colecionou uma série de prêmios como FNLIJ, APCA, Jabuti, HQ Mix, destacando, entre suas obras Te dou a lua amanhã (1997) e Lis no peito: um livro que pede perdão (2005).

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Sobre Flávio Pessoa

Flávio Pessoa atua como ilustrador há mais de 20 anos. Publicou em diversas editoras, com destaque para a adaptação do conto A Cartomante para quadrinhos (Zahar Editora), e as ilustrações do livro infantil Um passarinho me contou (Edições de Janeiro), que mereceu o selo Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. 

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Informações técnicas

ISBN: 9788567854175

EAN: 9788567854175

Páginas: 48

Dimensões e acabamento

0.6 × 20.3 × 25 cm

Peso: 260 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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Ah, que pena!

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