Capa Um dia um rio

Um dia, um rio

Um poema dedicado ao Rio Doce e às vítimas da tragédia que derramou uma enxurrada de lama em seu leito, provocando um imenso impacto humano e ambiental em Mariana (MG). Uma denúncia em versos e imagens emocionantes.

Resenha literária

Um dia, um rio é um poema dedicado ao Rio Doce, uma denúncia em versos e imagens, uma obra dura e silenciosa que humaniza as manchetes de jornal, nos permitindo enxergar através das águas barrentas a perspectiva da natureza. As referências à morte e à destruição que estão em diversas páginas, nos peixes que carregam as crianças, nos trabalhadores e que se transformam em espinhas que vagam pelo leito de um rio que já não existe mais, não como antes. Vermelho, marrom, azul e branco dão os tons de sangue, morte, vida, silêncio, esperança, numa obra que nos permite refletir sobre os impactos do acidente na vida da população ribeirinha, dos animais e do ecossistema. 

Nessa obra com texto poético, o narrador é o Rio, um menino de pernas finas, gorro azul e branco na cabeça. É dele a história que se vai contar, é com ele que vamos empatizar, um rio menino carregando seu patinho de borracha e não uma notícia. Um rio menino que se depara com um gigante em forma de fábrica cuspindo água marrom, simbolizando a lama e a sujeira derramada pela grande empresa. O rio é um herói, já teve seus dias de glória nos quais abrigava igrejas, ouvia as lavadeiras, abrigava as crianças, acolhia os trabalhadores. Um dia, atacado pelo inimigo gigante, sucumbiu. Só que rio menino é elemento da natureza, que se recria, se renova e volta como uma fênix. Cada pedaço do livro conta uma parte da história, as folhas de guarda trazem fios de sangue e esperança, o início e o fim que desembocam na resiliência da natureza, na cura do tempo, na renovação de cada dia e no sistema vivo que somos, Doce pode voltar a ser rio.

Sobre Leo Cunha

Leo Cunha é escritor, poeta, cronista, tradutor e professor universitário aposentado do curso de jornalismo, além de ministrar diversos cursos de literatura infantil e escrita. Seus textos tem recebido incontáveis reconhecimentos com o prêmio Nestlé, João-de-Barro, FNLIJ e Jabuti, além de selos “Altamente Recomendável”, indicações da Revista Crescer e Cátedra 10 de Leitura.

Tem mais de 60 obras publicadas, além de contos e poemas que foram incluídos em antologias diversas. Traduziu mais de 30 livros de literatura infantil e juvenil, do inglês e do espanhol.

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Sobre André Neves

André Neves é escritor e ilustrador de livros infantis e juvenis. Nascido em Pernambuco, em 1973, iniciou a carreira publicando obras sobre a cultura do Nordeste e a realidade de personagens da região, como Seca e Mestre Vitalino, ambas de 2000.

André já ganhou diversos prêmios importantes, como o Jabuti, o Prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Açorianos e muitos outros. Dentre seus títulos mais conhecidos estão Manu e Mila, Tom, Malvina e A caligrafia de Dona Sofia.

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Informações técnicas

ISBN: 9788564974968

EAN: 9788564974968

Páginas: 32

Dimensões e acabamento

0.4 × 21.7 × 27 cm

Peso: 205 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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