Teko Hypy a origem do mundo Capa 3D

Teko Hypy a origem do mundo

Como surgiu o universo? Todo mundo já se fez essa pergunta. A resposta, no entanto, não é única. Depende de muitas crenças e ancestralidades. Aqui lemos a história da cosmogonia mbyá-guarani.

Resenha literária

Não havia nada além da escuridão, Nhanderú Tenondé e Nhande Xy Ete surgiram. Sem sol para iluminar, eles caminhavam se guiando apenas pela luz do próprio coração. Nhanderú Tenondé, o pai verdadeiro, criou a linguagem, na qual está contida a alma, e depois criou aqueles que cuidariam da alma do nosso povo: quatro divindades sem umbigo, nascidas de maneira inexplicável, e acompanhadas por um ser feminino parceiro, assim como Nhande Xy Ete acompanhava Tenondé.

Depois surgiriam Nhamandú Ru Hete, o sol, Tupã Ru Hete, a divindade das águas, das chuvas e dos trovões, Karaí Ru Hete, a divindade da chama e do fogo solar, e Jakairá Ru Hete, que é a bruma, a neblina e a fumaça do cachimbo que inspiram as lideranças espirituais. E depois? Foram criados os seres humanos.

Com ilustrações de Patrícia Ferreira Pará Yxapi e Sophia Pinheiro em cores luminescentes, em fundo preto, este livro traz a narrativa mbyá-guarani contada por três pessoas da mesma família — Ariel Ortega Kuaray Poty, Leandro Kuaray Mimbi e Patrícia Ferreira Pará Yxapy — que vivem na aldeia Ko’enju, no Rio Grande do Sul. Do mesmo que o texto é apresentado em duas línguas, também as imagens a quatro mãos retratam a natureza e as divindades nas formas típicas dos povos originários.

Uma obra preciosa para apresentar às crianças a verdadeira variedade de nossas raízes, sem esquecermos que o Brasil não foi “descoberto” pelos portugueses, mas invadido, violado e transformado, silenciando as vozes daqueles que aqui já habitavam.

Sobre Ariel Ortega Kuaray Poty

Artesão, cineasta e pensador mbyá-guarani, é pai de Dionísio Werá Poty. Dedica-se ao cinema desde 2007 e já dirigiu muitos filmes. A transformação de Canuto (2023) foi premiado no International Documentary Film Festival, em Amsterdã (Holanda), e no Festival

de Gramado. Atualmente mora na Tekoa Koe’ju, em São Miguel das Missões.

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Sobre Leandro Kuaray Mimbi

Professor graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais, é pai da Kerexu e da Jaxuka e mora no Rio de Janeiro. Atualmente leciona na escola indígena da Aldeia Mbya Guarani Ka’aguy Hovy porã, em Maricá, e é professor de guarani na UFF. Faz mestrado em educação pela UERJ.

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Sobre Patrícia Ferreira Pará Yxapy

Professora, realizadora audiovisual, curadora, roteirista e mãe do Dionísio Werá Poty. Em sua filmografia fala da resistência, fronteiras, caminhadas, território, espiritualidade e do modo de vida mbyá-guarani, enfatizando o protagonismo feminino. Mora na aldeia Tekoa Koe’ju, em São Miguel das Missões, onde leciona desde 2006. É uma das conselheiras da Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas e cursa graduação em língua, arte e literatura na UFMG.

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Sobre Sophia Pinheiro

Nascida em Goiânia, Sophia Pinheiro é artista e pensadora visual, cineasta e educadora popular. Atua em áreas diversas, como audiovisual, educação, artes visuais, gênero, sexualidade, dentre outros. Doutora em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro, e Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás.

Seus trabalhos já foram expostos em vários estados brasileiros, e também no exterior, em países como Argentina, Paraguai, Espanha, Portugal e Alemanha. 

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Informações técnicas

ISBN: 9786557174753

EAN: 9786557174753

Páginas: 48

Dimensões e acabamento

0.6 × 21 × 21 cm

Peso: 195 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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