Capa Tá tudo bem, neném!

Tá tudo bem, neném!

Algo estranho está acontecendo na vida do neném. Estranhas criaturas andam rondando a sua rotina. Quem são esses desconhecidos que ao se revelarem ganham a simpatia do bebê e do leitor?

Resenha literária

Algo estranho está acontecendo na vida do neném. Estranhas criaturas andam pegando suas coisas, sentando-se em seu troninho, brincando com seus brinquedos e nadando em sua banheira. Quem são esses desconhecidos que tomaram conta de sua rotina? Seres fantásticos que podem assustar, mas, quando vistos mais de perto, ganham a simpatia do neném e do leitor.

Para conhecer o mundo, o bebê usa seus sentidos. Entretanto, como ainda não reconhece muitas formas, cores ou objetos, é a partir do que observa que ele tenta dar conta da realidade que o cerca. Um emaranhado de tecidos pode ser um monstro e um brinquedo de cabeça para baixo na banheira é assustador. O bebê se assusta ao ver aquilo que não conhece e coloca na caixinha do medo, até que algo de conhecido desse objeto lhe seja revelado. 

É esse o principal assunto de Tá tudo bem, neném!, escrito e ilustrado por Emmanuelle Houdart. O conto de repetição apresenta as diversas encarnações do medo do bebê que brinca de esconde-esconde com os objetos de sua rotina. Se essa brincadeira é tão prazerosa é porque o bebê realmente acredita que o objeto sumiu e seu reaparecimento lhe soa como mágica.

Apesar do medo inicial, as criaturas são representadas com traços maternais e doces. Ou seja, ao se aproximar, a criança reconhece nelas seu ente mais próximo, a mãe, encontrando nelas traços familiares e desmistificando-as. A sereia embala o bebê enquanto ele toma sua mamadeira, o dragão veste tênis e joga bola com ele, o diabinho recebe o papel higiênico e o coelho tem o olhar terno. 

Se nas primeiras páginas duplas a criatura ainda é desconhecida é porque a criança ainda está escondida, com medo do que pode surgir. O ser se revela, quando o bebê se aproxima, passando a se relacionar com ela. Para que isso aconteça, é necessário que a criança veja o todo e não apenas uma parte. A mesma ludicidade que faz com que o bebê transforme uma caixa de papelão em um navio a faz acreditar que um pedaço de sapato escondido atrás da cortina é um jacaré. E é com essa capacidade imaginativa da criança (para alegria e para o medo) que a autora joga neste livro divertido e encantador. 

Sobre Emmanuelle Houdart

Emmanuelle Houdart é uma ilustradora premiada de livros infantis. Formou-se na Escola de Belas Artes de Sion e também na Escola Superior de Artes Visuais de Genebra. Desde 1996 vem atuando como pintora e ilustradora, bem como figurinista e designer têxtil.

Tem cerca de dez livros de sua autoria já publicados, e vinte títulos que contam com suas ilustrações. Seu trabalho foi publicado, reconhecido e premiado em diversos países ao redor do mundo, incluindo França, Itália, México, Alemanha e outros. Ganhou o prêmio Bologna Ragazzi na categoria Ficção, em 2005, pela obra Monstres malades.

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Sobre Fabio Weintraub

Formado em Psicologia pela Universidade de São Paulo, mesma instituição onde se doutorou em Letras, Fabio Weintraub é poeta, crítico literário e tradutor. Além de livros lançados em Cuba e Portugal, teve poemas publicados no México e nos Estados Unidos.

Coordenou a coleção de poesia brasileira Janela do Caos e participou por mais de uma década do grupo Cálamo, núcleo de pesquisa e criação poética ligado à Casa Mário de Andrade.

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Informações técnicas

ISBN: 9788541807395

EAN: 9788541807395

Páginas: 40

Dimensões e acabamento

20.4 × 13.4 × 0.5 cm

Peso: 231 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

Tipos de leitura

Gêneros

Assuntos

Ah, que pena!

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