Capa Pinote, o fracote e Janjão, o fortão

Pinote, o fracote e Janjão, o fortão

Como vencer o autoritarismo e a força bruta? Descubra como o fraco Pinote consegue derrubar o valentão da turma usando apenas a inteligência.

Resenha literária

Janjão, um menino valentão, domina as brincadeiras e decide brincar com a sua turma de rei dos piratas. Ele é o rei e ordena seus colegas a fazerem tudo o que deseja. O grupo cede, mesmo contrariado, porque Janjão impõe medo e é brigão. Então, jogam pedra no cachorro e roubam as frutas do pomar do seu Manuel. Até brigam com a Juju para Janjão levar a bicicleta dela.

Quando Janjão conta piadas e obriga todos a rirem, o valentão percebe que Pinote é o único que não faz nada do que ele manda. Dessa forma, obriga o menino a rir da sua piada. Pinote diz que pode sorrir com a boca, o que leva Janjão a zombar dele, dizendo que se ri com a boca. Pinote indica que não riria com o pensamento, já que este era livre. Isso faz com que Janjão obrigue Pinote a rir em pensamento, mas logo entende que não tem como saber o que o colega pensa de verdade e isso o desmonta. 

A linguagem de quadrinhos de Alcy ajuda a instaurar a natureza do texto. Ao modo de uma charge, é uma denúncia contra os mais fortes e os balões de pensamento mostram que Janjão não é uma unanimidade. O interessante da história é perceber que não é com violência que se combate a violência, e que o pensamento crítico jamais poderá ser controlado pela força bruta. A narrativa instiga o leitor a querer ser mais como Pinote, que peita o valentão com inteligência e age de acordo com as suas convicções, do que como o restante do grupo que cede às ordens por medo. 

Sobre Fernanda Lopes de Almeida

Fernanda Lopes de Almeida nasceu no Rio de Janeiro e é formada em psicologia, profissão a qual dedicou 25 anos de sua vida. Começou a escrever histórias com sete anos de idade. Seu primeiro livro publicado, Soprinho, foi o vencedor do Prêmio Jabuti de melhor livro infantil em 1971. Sua avó paterna era a escritora Júlia Lopes de Almeida, uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras (ABL), e seu avô paterno era o poeta e jornalista Filinto de Almeida. Faleceu em dezembro de 2023, deixando um legado que marcou gerações de leitores.

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Sobre Alcy Linares

Começou a desenhar quando criança e seu primeiro trabalho com ilustrações foi aos 16 anos em anúncios de propaganda. Ingressou no curso de arquitetura e, nesse mesmo período, trabalhou como ilustrador em diversos jornais e revistas. Seus principais trabalhos foram publicados no Pasquim, Movimento, Versus, Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, Exame, Diário Popular, Senhor, Veja e Isto É. A partir de 1976, sua carreira se direciona à ilustração infantil, quando ilustrou pela primeira vez um livro infantil. Já realizou capas para os livros dos escritores Luis Fernando Veríssimo, Carlos Eduardo Novaes e Stanislaw Ponte Preta. É autor de vários livros, entre eles: O dia em que eu fiquei sabendo, Papai e mamãe estão se separando e Meio dia macaco assobia.

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Informações técnicas

ISBN: 9788508114344

EAN: 9788508114344

Páginas: 32

Dimensões e acabamento

0.3 × 22 × 19 cm

Peso: 110 g

Acabamento: Grampeado

Competências gerais BNCC

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