Capa Palavra cigana

Palavra cigana

Eles, os ciganos, possuem importantes raízes que se estendem desde o local de onde partiram, e deitam sementes de mistério e maledicência, intrigantes flores e perfumados frutos, por onde passam.

Resenha literária

A música e o amor, mais as crenças particulares, a força, os medos, o altruísmo poderiam ser ingredientes de qualquer narrativa, como nestes contos ciganos que mesclam cenas e falas comuns a histórias de muitos lugares do mundo. Por aqui e ali, surgem rapazes e velhos, belas jovens, lances de sorte, astúcia e sabedoria, objetos mágicos... Estes contos de caráter folclórico podem funcionar como um testemunho de que os ciganos fazem parte de uma sociedade organizada por eles mesmos, sublinham laços de parentesco que vêm do passado e alimentam um futuro tão breve com as oportunidades do presente. O cigano precisa andar atento e agir. Imediatamente.

Assim, a primeira história começa com um personagem, o belo e sábio Vásya, que deixa para trás a riqueza e o conforto de casa no intuito de viver o mundo; não falta a ele um toque de Ulisses e Malasartes, permitindo-se passar por tolo, sujo e humilde. Logo assistiremos ao rapto de Rosa no dia de seu casamento, algo bem ao gosto das narrações orientais; o final feliz não se encerrará em um castelo, mas está nos caminhos abertos à frente de ambos.

Com uma prosa rápida, numa linguagem bastante sonora para leitura em voz alta, os outros cinco contos contam das habilidades de uma cigana ler a sorte, ou melhor, as entrelinhas da vida; de um homem e seu precioso violino; de um morto que retorna a fim de ajudar um desconhecido que lhe prestara um favor; de um ingênuo gigante e, por fim, de São Jorge que quase cai do próprio cavalo! Os personagens deste livro tornam-se sinônimo dos vários jeitos de ser cigano, faces quase sempre observadas com desconfiança e alguma admiração. Para acompanhar as seis narrativas, as ilustrações se apresentam numa colagem de desenhos, fotos, notas de dinheiro, mapas, letras etc. como o imaginário múltiplo cigano, alinhavado de cores e referências.

Sobre Florencia Ferrari

Florencia Ferrari nasceu em Córdoba, na Argentina, e com seis meses de vida mudou-se para São Paulo com a família. Durante o mestrado, estudou as representações dos ciganos na literatura, ocupando-se, depois, da realização de uma etnografia com ciganos Calon, doutorando em antropologia pela Universidade de São Paulo.

Seu livro Palavra cigana recebeu o selo Altamente Recomendável da FNLIJ, na categoria reconto, em 2005. Fundou, em 2016, a editora Ubu.

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Sobre Stephan Doitschinoff

Nascido em São Paulo, Stephan Doitschinoff é um artista múltiplo que desenvolve vários trabalhos em áreas como pintura, vídeo, escultura, instalações e performances diversas. Foi considerado artista revelação pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 2009 e já realizou exposições em lugares como o Irish Museum of Modern Art, na Irlanda, o Museum of Contemporary Art San Diego, nos Estados Unidos, dentre outros.

Autodidata, desenhou capas de discos para bandas de rock alternativo e indie rock, como Polara e Save the Day, dos Estados Unidos, além de colaborar com revistas inglesas e brasileiras. Seu primeiro trabalho em literatura para crianças e jovens foi o livro Palavra cigana que conquistou o Prêmio Jabuti de Ilustração.

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Informações técnicas

ISBN: 9788550403519

EAN: 9788550403519

Páginas: 88

Dimensões e acabamento

0.7 × 17 × 23.9 cm

Peso: 255 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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Gêneros

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