Capa Os olhos cegos dos cavalos loucos

Os olhos cegos dos cavalos loucos

Para o garoto, eram apenas bolas de gude. Para seu avô, a graça da vida. Uma história-confissão emocionante sobre família, culpa e arrependimento.

Resenha literária

O premiado escritor Ignácio de Loyola Brandão revira o baú da memória para contar uma passagem de sua infância e pedir perdão ao avô já falecido, confirmando que escrever também é uma forma de falar. Durante as férias, a casa de José Maria e vovó Branca ficava repleta de netos, brincadeiras e invencionices. Férias no interior! Férias na casa de um avô carpinteiro que adorava fazer brinquedos para as crianças, de um avô que também mantinha um segredo: pequenas bolas (de gude?) guardadas numa caixa vermelha. Ninguém poderia pegá-las, e isto era uma lei. Um dia, no entanto, elas desapareceram da caixa...

O avô adoece de tristeza e as crianças só desejam saber o motivo de tamanho apego por aquelas bolinhas de vidro. Um dos netos, em especial, o narrador desta história, quer compreender tudo e principalmente encontrar uma maneira de consertar seu erro e repor as bolinhas na caixa.

É tia Margarida quem revela toda a história do Circo de Cavalinhos de Pau do José Maria, uma ideia considerada inicialmente absurda, mas trouxe sorriso às crianças e fez muitos adultos embarcarem na fantasia com o brinquedo instalado no centro da vila. Tornou-se um verdadeiro carrossel de emoções, porém ameaçado por olhos invejosos ou inconsequentes. E, na caixa vermelha, restou, por toda uma vida, a lembrança do tempo em que mais pulsou o coração daquele homem. Todo o brilho e também os desencantos da vida estavam materializados naquelas bolinhas de vidro. Quem as tivesse pego deveria ser responsabilizado e punido pela perda da alegria do avô?

A prosa de Loyola Brandão é acompanhada pelas ilustrações de Alexandre Rampazo. Bem, é ler para se aventurar também e construir as próprias respostas. Sentir saudade de vô e de vó, ou de alguém que te olhou nos olhos e te abraçou com ternura.

Sobre Ignácio de Loyola Brandão

Nascido em Araraquara, foi para São Paulo em 1957, onde trabalhou como repórter e editor em importantes revistas. Sua estreia na literatura aconteceu em 1965, com o livro de contos Depois do Sol. De lá para cá, sua produção literária só cresceu, e já são mais de 40 títulos publicados, de romances, contos, crônicas, infanto-juvenis, teatro, e até livros de viagem.

Entre os mais conhecidos estão o polêmico Zero, que esteve proibido nos tempos da ditadura militar, Não Verás País Nenhum, Bebel Que a Cidade Comeu, Dentes Ao Sol, Cadeiras Proibidas, O Homem Que Odiava Segunda-feira, O Beijo Não Vem da Boca, O Anônimo Célebre, A Altura e a Largura do Nada e O Menino Que Vendia Palavras em 2007.

Este livro ganhou o Prêmio Fundação Biblioteca Nacional como o Melhor Infantil de 2007. Depois foi considerado O Melhor Livro de Ficção em 2008 (Jabuti). Recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo Conjunto da Obra, conferido pela Academia Brasileira de Letras em 2016.

O escritor fez roteiros para filmes, teve livros adaptados para teatro e até para o balé. Viveu na Itália e na Alemanha, tem livros traduzidos para o inglês, espanhol, alemão, italiano, húngaro, checo, coreano do sul. É um dos curadores do Clube de Leitura Quindim e também membro da Academia Brasileira de Letras.

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Sobre Alexandre Rampazo

Em se tratando de livro ilustrado, o paulistano Alexandre Rampazo é um dos artistas brasileiros mais premiados da atualidade. Formado em Design pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, atuou em diversas áreas das artes visuais, mas atualmente se dedica às narrativas literárias para a infância.

Escreveu e ilustrou Orbitar, Coisas para deslembrar, O que é que isso é?, Imensamente pequeno, Eustáquio, o mágico magnífico, Um belo lugar, Pinóquio – O livro das pequenas verdades, A história do pássaro e o realejo, Se eu abrir esta porta agora…, Aqui, bem perto, A cor de Coraline, Este é o Lobo entre outros. Ilustrou, também, textos de outros autores e tem por volta de 70 livros editados.

No Prêmio Jabuti, já teve por 9 vezes obras finalistas e 3 livros vencedores. É Hors Concours do Prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil tendo recebido esta premiação em 6 oportunidades. No Prêmio Biblioteca Nacional foi laureado com 2º e 3º lugar e ainda recebeu o Premio Fundación Cuatrogatos; selos “Altamente Recomendável” FNLIJ; Troféu Monteiro Lobato; selos Cátedra Unesco e tem obras no clube de leitura ODS da ONU.

Participou da 26th Biennial of illustrations Bratislava, seus livros estão nas listas “30 melhores livros infantis – revista Crescer” e tem obras selecionadas para o catálogo IBBY/FNLIJ’s Selection Bologna Children’s Book Fair. Seus livros foram publicados no Brasil, América Latina e Europa.

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Informações técnicas

ISBN: 9788516093495

EAN: 9788516093495

Páginas: 64

Dimensões e acabamento

0.6 × 21.6 × 25.5 cm

Peso: 250 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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