Capa Tedio das Tardes Sem Fim

O tédio das tardes sem fim

As poéticas surpresas guardadas pelo tédio em tardes de ócio possuem poderes que vão muito além do encantamento pela beleza da simplicidade.

Resenha literária

Você, adulto cuidador, talvez lembre de um ou mais momentos na infância em que não tinha nada para fazer. Não era hora de ir para a escola, nem realizar tarefas, até mesmo as demandas de casa já haviam sossegado. Nesses momentos, o que você fazia? Espreitava insetos no quintal, rabiscava o barro com um graveto, adivinhava o formato das nuvens ou apenas olhava para o teto, quem sabe, acompanhando a dança das luzes dos carros refletidas pelo vidro da janela?

Muitos de nós tivemos essa oportunidade de viver plenamente momentos de ócio ou tédio como esses. É bem verdade que poderíamos até achar chato não ter nada para fazer, mas quantas histórias criamos, quantas situações imaginamos, quantas associações e descobertas fizemos justamente quando o nada preenchia nosso tempo e nossa mente?

Escrita em prosa poética, a crônica de Gaël Faye fala de uma infância vivida no Burundi, país da África Ocidental, numa época em que as telas não estavam facilmente disponíveis e, por esse motivo, a contemplação da vida é o que gastava as horas. As páginas são preenchidas da mais pura poesia, com muitas palavras diferentes e novas que vão enriquecer ainda mais o vocabulário do seu pequeno leitor.

As ilustrações de Hippolyte são de uma beleza absurda e bastante familiares: as cores, plantas e animais não são tão diferentes do que podemos encontrar em nosso país. A sobreposição das imagens do menino e da natureza vão se misturando para além das páginas como uma lembrança e um testemunho da riqueza de um mundo verdadeiramente experimentado por tão poucos de nós.

Este é um livro para abandonar de vez a ideia de que o tédio e o ócio são um castigo, e para dar lugar à compreensão daquilo que, de fato, oferecem: oportunidades incríveis de criar, transformar, conhecer e experimentar.

Sobre Gaël Faye

Nascido de mãe ruandesa e pai francês, mudou-se para a França aos 13 anos, quando o genocídio dos Tutsis no Burundi teve início. É autor, compositor e intérprete, e tornou-se conhecido ao redor do mundo com seu primeiro livro, chamado "Meu pequeno país" que venceu o mais importante prêmio na França em 2019, o Goncourt.

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Sobre Hippolyte

Filho de um agente de viagens e de uma agente de serviços humanitários, viajou ao redor do mundo conhecendo hotéis e o lado não tão glamuroso das cidades. Atuou como repórter de quadrinhos no Senegal, Congo e Ruanda, e registrou na obra La Fantaisie des Dieux o genocídio dos Tutsis. Tem mais de dez livros publicados.

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Informações técnicas

ISBN: 9788595711204

EAN: 9788595711204

Páginas: 28

Dimensões e acabamento

0.5 × 25 × 24.6 cm

Peso: 190 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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