O sonho de Borum - Capa provisória

O sonho de Borum

Borum quer muito ganhar um presente do pajé: uma bela e imponente flecha. Mas, para isso, será preciso compartilhar com todos um de seus sonhos. O que fazer quando ele não se lembra de nada?

Resenha literária

Cruquerré — nome do menino Borum em sua aldeia — ouviu o pajé dizer que lhe daria um presente belo e importante: uma flecha grande e colorida, com a ponta branca e longa, feita por um grande guerreiro muito tempo atrás. Era a mais linda que o menino já tinha visto e, não bastasse isso, ainda por cima era mágica, com o poder de conceder coragem e sabedoria a quem a possuísse.

Para receber o tão desejado presente, tudo o que o menino precisava fazer era contar a todos da aldeia um sonho. Apenas isso. Parece fácil, não é mesmo? E seria, se não fosse um pequeno problema: Borum nunca lembrava de nenhum sonho que já tinha tido na vida! Repleto de ansiedade e preocupação, o menino se põe a matutar. Quando um pequeno mico-leão-dourado o visita, ele dorme e, durante o cochilo, algo muito esperado acontece…

Ao nos guiar pela história e pelos sonhos de Borum, Edson Krenak — filho do povo Krenak — traz para o texto a vivência, suas lembranças pessoais e a oralidade de sua comunidade, das margens do Rio Doce.

A tradição dos ritos de passagem indígenas atravessa o livro inteiro, um jeito potente e simbólico de contar a transição da infância para a vida adulta, e de lembrar que, mesmo sem tanta clareza ou certeza sobre o caminho, nos dispomos a seguir adiante. Nas ilustrações de Mauricio Negro, onças, araras, micos-leões-dourados e o próprio Rio Doce ganham cor e presença própria, quase como personagens da jornada de Borum.

Sobre Edson Krenak

Graduado em Letras Português-Espanhol pela Universidade Federal de São Carlos, e mestre pelo Programa de Estudos Literários da UFSCar, onde pesquisou literaturas ameríndias, Edson Krenak é ativista, escritor e acadêmico. Pesquisador do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais, é descendente e parte do povo krenak, cujos ancestrais indígenas viveram às margens do Rio Doce, em Minas Gerais.

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Sobre Mauricio Negro

Artista gráfico, ilustrador e escritor brasileiro, colaborou com mais de cem livros de escritores nacionais e estrangeiros ao longo de mais de vinte anos de carreira. Participou de diversas exposições e catálogos no Brasil e também no exterior. Faz monotipias, colagens e pirogravuras.

É membro do conselho diretor da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), e já recebeu diversos prêmios e certificações, como o White Ravens, o NOMA, o prêmio Jabuti, entre outros. Há mais de vinte anos coordena o Negro Design Studio na elaboração de projetos no segmento editorial, audiovisual e sociocultural.

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Informações técnicas

ISBN: 9786588437650

EAN: 9786588437650

Páginas: 32

Dimensões e acabamento

0.3 × 21 × 24 cm

Peso: 140 g

Acabamento: Brochura

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