Capa O rei do manacá

O rei do Manacá

Um garotinho, as lembranças do pai, as dores da mãe, sua incursão à escola e os desafios do apaixonar-se, numa linguagem poética e incomum.

Resenha literária

Maurício era um garoto de “Nove Nobres Anos” muito conhecedor da natureza e atento às pessoas e ao meio em que vive. Ao acordar, gostava de colher frutas no quintal, e eram tantas!

Com pouca idade já havia experimentado uns sofreres, como o relacionamento conturbado de seus pais. Os motivos das brigas não lhe eram claros, mas sabia que algo grave se passava, até o dia em que seu pai vai embora para nunca mais voltar. E foi preciso oferecer sorriso e força para sua mãe que se havia numa tristeza sem fim.

É dado então um novo desafio à vida do garotinho: ir à escola. Ele não queria de jeito nenhum. Achava que já sabia de tudo, o que mais a escola poderia lhe oferecer? Mesmo contrariado, segue para o seu primeiro dia de aula, o que não foi das missões mais fáceis. Há um momento em que, de tanto a professora falar, Maurício fica com a cabeça cheia demais e se sente muito diferente dos outros.

Mas há também encantamento em sua experiência na escola. Ele se apaixona. Primeiro, por todas as garotas. Depois, por uma delas em especial. E, enfrentando chacotas dos outros meninos-Rei, Maurício, que também tinha sua majestade, recita versos à sua princesa e lhe conquista.

A linguagem escolhida pelo narrador é uma prosa poética, entrelaçando as cenas com os pensamentos do protagonista. São muitas as lembranças e fortes são aquelas em que envolvem seu pai, ora um tenebroso que grita, ora um afago que faz até febre amornar. O texto é de André Moura com ilustrações de Alê Abreu, que apostou nas personagens e alguns objetos em preto e branco, e em toda a natureza e a imaginação bem coloridas.

Sobre André Moura

Escritor e crítico literário, André Moura tem doutorado em Letras pela PUC-Rio, e mestrado em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Especialista em Literatura Infantil e Juvenil também pela UFRJ, André Moura atua na área de leitura e literatura infantil e juvenil desde 1995, com ênfase em Teoria Literária, Leitura, Linguagem e Literatura Comparada. Dedica-se à pesquisa em literatura infantil e à formação de leitores.

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Sobre Alê Abreu

Animador e diretor de cinema, ainda na adolescência estudou desenho animado no MIS - Museu da Imagem e do Som, na cidade de São Paulo. Seu primeiro filme, Sírius foi concebido aos 21 anos, baseado na história de um menino de rua e uma estrela. Na sequência, veio Espantalho, vencedor de 12 prêmios, entre eles o de melhor animação nacional do AnimaMundi 98 no Rio de Janeiro e em São Paulo, e alguns desenhos para publicidade, revistas e livros. Graduado em Comunicação. Seu primeiro longa-metragem para o cinema foi "Garoto Cósmico", que também foi adaptado para livro.

Alê Abreu é membro-fundador da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB) e membro da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA). Em 2014, seu longa O menino e o mundo (2013) recebeu o Crystal Awards – prêmio máximo no mais importante festival de animação do mundo, o Festival de Annecy, na França, e em 2016, concorreu ao Oscar de melhor longa-metragem de animação. 

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Informações técnicas

ISBN: 9788561695354

EAN: 9788561695354

Páginas: 32

Dimensões e acabamento

0.4 × 20.5 × 27.5 cm

Peso: 170 g

Acabamento: Grampeado

Competências gerais BNCC

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Gêneros

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