Capa O rei de quase-tudo

O rei de quase-tudo

Olha o retrato do rei no medalhão! Olha ele olhando para trás, para o passado, para a contramão de quase tudo que representa o movimento da leitura...

Resenha literária

Dentro do livro, o Rei de Quase-Tudo vai de lá pra cá com o dedo indicativo duro. Ele tinha exército e muito ouro, queria todas as terras e os exércitos do mundo, queria ouro que os cofres já não chegavam guardar... Porém, continuava um reizinho incompleto! Quis as flores, os frutos e os pássaros, quis também as estrelas e o próprio sol.

Quem disse que tendo flores poderia o rei guardar o perfume? E tendo os frutos todos como prender o sabor? Tendo pássaros, o canto escapava das grades da gaiola, tendo as estrelas e o sol, escapavam-lhe o brilho, a luz, o calor. O rei permanecia o Rei de Quase-Tudo...

Um dos mais importantes livros ilustrados da literatura infantil brasileira, a obra de Eliardo França tem colecionado uma série de prêmios, desde 1972, como a menção honrosa do concurso Paz na Terra, participando de mostras internacionais (Grécia, Eslováquia, Alemanha), o reconhecimento da Unesco como um Livro para um Mundo Melhor e vários selos de “Altamente Recomendável” da FNLIJ até meados da década de 1980. O Rei de Quase-Tudo é um conto acumulativo da família das fábulas e parábolas, trazendo claramente uma moralidade leve e verdadeira sobre o desejo irrefreável de posses que muitas vezes desperta nas crianças, tanto quanto nos soberanos que deixam seus reinos mais pobres e tristes. Quando aprendemos a compartilhar, vivendo o gosto e a beleza pelas coisas imateriais, tudo é uma palavra que denota um sentimento de satisfação.

Sobre Eliardo França

O nome de Eliardo França parece mesmo inseparável de sua esposa, Mary França, uma vez que o casal ajudou a revolucionar a linguagem gráfica e narrativa dos livros para crianças no Brasil dos anos 1980, através da coleção Gato e Rato, apresentando irresistíveis ilustrações a par de um texto bastante ágil e sonoro. Sua estreia se deu, no entanto, com O rei de quase-tudo, obra de 1974 que conquistara prêmios antes mesmo de seu lançamento no mercado nacional, recebendo menção honrosa no Concurso Paz na Terra, promovido pela FNLIJ em 1972 e, uma vez publicada, viajaria à Eslováquia, agraciada com a menção honrosa durante Bienal de Ilustração de Bratislava – BIB 1975; no ano seguinte, receberia outra menção honrosa concedida pelo IBBY no Congresso realizado em Atenas, na Grécia; esse mesmo título esteve presente na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 1978, e veio-lhe o reconhecimento da Unesco, em 1979, com o primeiro lugar na categoria “Livro para um Mundo Melhor”, além de festejado com vários selos de ‘Altamente Recomendável’ e quatro vezes eleito como O Melhor para Criança – FNLIJ 1974, 1979, 1985 e 1986.

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Informações técnicas

ISBN: 9788526016002

EAN: 9788526016002

Páginas: 24

Dimensões e acabamento

0.3 × 25 × 24.8 cm

Peso: 150 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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Ah, que pena!

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