Capa O rabo do gato

O rabo do gato

Olhe a imagem da capa: por que o sapo tá tão animado, esfregando as palmas das mãos olhando o gato raiado de olhos estáticos? Onde anda o rabo do gato?

Resenha literária

Será mesmo que o hábito faz o monge, como diz o velho provérbio popular? Nesta fábula ilustrada, cuja moralidade é realmente o riso, vamos conhecer um sapo que um dia encontrou um rabo de gato e foi logo ficando com ele, amarrando-o à cintura. Veio o tatu que logo concluiu que sapo, com rabo de gato, é gato! Mas um gato do mato marrom rajado de preto logo apareceu e o diálogo... ficou enrolado, o batráquio desconfiado. Que animal ele era, quem poderia ser, tendo ele conseguido um rabo listrado?

Com frases com jeito de trava-língua e desenhos que mostram os personagens como dentro de um palco, na maioria das páginas, este pequeno livro ilustrado brasileiro tem uma grande história para contar. Uma história que é a revolução da linguagem gráfica dos livros para crianças, na década de 1980, juntamente a outros títulos da coleção Gato e Rato, destinada originalmente a leitores em processo de aquisição do código escrito. No entanto, não se deixe enganar por uma aparente simplicidade: a narrativa de Mary França está em perfeita sintonia com os desenhos de Eliardo, com extremo ritmo e jogos verbais como a aliteração e a assonância que lidam com as repetições sonoras de consoantes e vogais, em combinações ligeiras, rumorejando humor, de modo a agradar ao ouvido das crianças e ao mesmo tempo força-las à distinção das letras. E no final adivinhe a onomatopeia do sapo coaxando quem ele é... Já as ilustrações bastante sintéticas causam impacto, pelo tamanho dos personagens que surgem na abertura das páginas; também oferecem uma riqueza de recursos estilísticos da imagem: diferentes texturas, listras, hachuras, padrões em bolinhas pretas ou brancas, olhos e bocas, patas e mãozinhas que conversam sem parar cena a cena.

Sobre Mary França

Mary França nasceu em Santos Dumont, Minas Gerais, em 1948. Estreou na literatura infantil em 1973 com o livro O menino que voa. Cinco anos depois, em parceria com seu marido Eliardo, viria publicar os primeiros títulos da famosa coleção Gato e Rato, unindo narrativas breves, bem humoradas e cativantes a ilustrações de grande vigor comunicativo. 

Mary França também adaptou diferentes contos de matrizes populares brasileiras, além das histórias de Hans Christian Andersen. Tem mais de 300 títulos publicados para o público infantil, que vem conquistando e ajudando a formar gerações de leitores apaixonados por seu trabalho.

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Sobre Eliardo França

O nome de Eliardo França parece mesmo inseparável de sua esposa, Mary França, uma vez que o casal ajudou a revolucionar a linguagem gráfica e narrativa dos livros para crianças no Brasil dos anos 1980, através da coleção Gato e Rato, apresentando irresistíveis ilustrações a par de um texto bastante ágil e sonoro. Sua estreia se deu, no entanto, com O rei de quase-tudo, obra de 1974 que conquistara prêmios antes mesmo de seu lançamento no mercado nacional, recebendo menção honrosa no Concurso Paz na Terra, promovido pela FNLIJ em 1972 e, uma vez publicada, viajaria à Eslováquia, agraciada com a menção honrosa durante Bienal de Ilustração de Bratislava – BIB 1975; no ano seguinte, receberia outra menção honrosa concedida pelo IBBY no Congresso realizado em Atenas, na Grécia; esse mesmo título esteve presente na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 1978, e veio-lhe o reconhecimento da Unesco, em 1979, com o primeiro lugar na categoria “Livro para um Mundo Melhor”, além de festejado com vários selos de ‘Altamente Recomendável’ e quatro vezes eleito como O Melhor para Criança – FNLIJ 1974, 1979, 1985 e 1986.

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Informações técnicas

ISBN: 9788508172795

EAN: 9788508172795

Páginas: 16

Dimensões e acabamento

0.2 × 22 × 19 cm

Peso: 70 g

Acabamento: Grampeado

Competências gerais BNCC

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