Capa O pinguim chamado Pinguim que tinha pé frio

O pinguim chamado pinguim que tinha pé frio

Para resolver um pequeno problema, o Pinguim acumula uma série de outras agruras. E quando pensamos que ele enfim poderá respirar aliviado... que pé frio!

Resenha literária

O Pinguim busca uma solução para aquecer os seus pés, ele sente muito frio. Primeiro tenta meias, mas não resolve, depois, um par de botas, que também não soluciona seu problema. O protagonista parece não ter muita sorte e acumula objetos e mais conflitos ao longo da narrativa.

A história é uma sucessão de escolhas equivocadas. Por último, Pinguim viaja para muito longe de sua casa, pensando em encontrar a grande solução para o seu problema na cidade solar do Rio de Janeiro, mas, o que ganha – mais uma vez – é um novo impasse.

Lollo investe gracejo nas imagens desse livro, tornando o personagem atrapalhado e hilário, mesmo quando está bravo.

O pinguim chamado Pinguim que tinha pé frio é uma metáfora sobre a prática do consumismo de jorrar necessidades às pessoas. Muitos de nós, comumente, caímos na armadilha capital de precisar ganhar mais dinheiro para ter acesso ao objeto que promete trazer felicidade, paz e até autoestima. É comum assistirmos ao marketing de empresas que associam seus produtos às faltas da existência humana, que sabemos, não têm fim.

À primeira leitura pode-se pensar que a personagem é uma grande vítima dos acasos, que ele não tem sorte na vida quando, na verdade, ele apenas colhe as consequências de suas escolhas. Não importa o caminho que se tome, haverá perdas e ganhos. Nesta história, o Pinguim não faz uma análise sobre a repetição dos seus atos, não se dá conta de que existe algo a ser reparado. A propósito, ganha-se muito quando há uma certa apropriação dos motivos pelos quais se encaminham nossos desígnios. 

E você, o que faria para aquecer os pés do Pinguim?

Sobre Jorge Chaskelmann

Jorge Chaskelmann escreveu O pinguim chamado pinguim que tinha pé frio quando tinha apenas 12 anos, em conjunto com sua mãe, a autora de livros infantis Blandina Franco, e seu padrasto, o ilustrador José Carlos Lollo, conhecidos por suas obras divertidas que já somam mais de 40 publicações.

Ainda que tenha sido seu único projeto de literatura infantil, a obra de Chaskelmann teve grande repercussão devido a seu humor e criatividade. O livro também foi selecionado para participar de um projeto de incentivo à leitura, sendo distribuído em diversas escolas públicas em todo o país. Atualmente o autor se dedica a área da Psicologia, na qual é graduado.

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Sobre Blandina Franco

A escritora nasceu na cidade de Barretos, mas se mudou com a família para São Paulo ainda pequena. Somando mais de trinta livros escritos, Blandina iniciou suas publicações para a infância após os quarenta anos. Entre as premiações, foi finalista por duas vezes ao prêmio Jabuti de melhor livro infantil e ganhou uma “Menção Honrosa Prémio Bologna Ragazzi Digital Award” na Feira de Bolonha.

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Sobre José Carlos Lollo

Desenhista, escultor, ilustrador e diretor de arte. Trabalhou nas mais importantes agências de propaganda do país e ganhou prêmios nacionais e internacionais. Como ilustrador tem mais de 60 livros, sendo que 50 deles fez junto com Blandina Franco nos últimos 10 anos. Seus livros com a Blandina já renderam dois prêmios Jabuti, uma Menção Honrosa na Feira de Bolonha, uma Menção Honrosa no Prêmio João-de-Barros e uma Seleção no Prêmio Selo Cátedra 10 da UNESCO.

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Informações técnicas

ISBN: 9788520429327

EAN: 9788520429327

Páginas: 40

Dimensões e acabamento

0.5 × 23 × 23 cm

Peso: 200 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

Tipos de leitura

Gêneros

Assuntos

Ah, que pena!

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