Capa do livro O menino que perguntava

O menino que perguntava

Um menino com dúvidas, interesses e inúmeras perguntas sobre a vida, aqui vem nos mostrar como a essência da infância pode permanecer a mesma, ainda que mudem os tempos.

Resenha literária

“Vocês não gostam que eu faça perguntas, gostam?” Esta é a chave que resume o sentimento do garoto curioso, cheio de dúvidas e questionamentos, protagonista da narrativa deste livro. O desejo de compreender a si mesmo, às outras pessoas e o mundo é tamanho que ele não consegue se conter e pergunta tudo, o tempo todo, deixando família, professoras e amigos um tanto endoidecidos. A história, contada pelo mestre Ignácio de Loyola Brandão, é um relato bastante divertido, inspirado em sua própria infância no interior de Araraquara nos anos 1940. E como pode esta narrativa ter tanto em comum com as crianças de hoje, em realidades totalmente diferentes?

A resposta para essa pergunta parece conter a própria essência da infância: a necessidade de compreender, de não aceitar respostas prontas como verdadeiras e de duvidar até mesmo do que parece ser mais do que certo, fazendo até mesmo com que alguns adultos que cercam o menino fiquem embaraçados e nervosos... em parte, porque não sabem as respostas para tantas perguntas; ou porque pararam, eles mesmos, de perguntar.

Se ficam evidentes as diferenças entre as infâncias de 1940 e de hoje, igualmente conseguimos reconhecer nos personagens comportamentos e pensamentos presentes também nas crianças contemporâneas. Um exemplo é o personagem Zezé Crespo, que esconde sua gentileza e bondade sob uma capa de valentia e crueldade para que não pareça fraco e vulnerável diante dos colegas. Toda a relação do personagem principal com as professoras também é muito interessante. Há uma certa impaciência delas com tantas perguntas, ao mesmo tempo em que compreendem e incentivam o desejo do menino pelo saber. E vale destacar a figura do avô como uma das facetas do autor: alguém que lê muito e compreende que para fazer perguntas cada vez melhores é preciso continuar perguntando, sempre.

As ilustrações de Mariana Newlands são um deleite, dando um ar retrô às páginas do livro e ajudam a contar a história desse menino que todos já tivemos dentro de nós e que, com sorte, agora podemos ter ao nosso lado.

Sobre Ignácio de Loyola Brandão

Nascido em Araraquara, foi para São Paulo em 1957, onde trabalhou como repórter e editor em importantes revistas. Sua estreia na literatura aconteceu em 1965, com o livro de contos Depois do Sol. De lá para cá, sua produção literária só cresceu, e já são mais de 40 títulos publicados, de romances, contos, crônicas, infanto-juvenis, teatro, e até livros de viagem.

Entre os mais conhecidos estão o polêmico Zero, que esteve proibido nos tempos da ditadura militar, Não Verás País Nenhum, Bebel Que a Cidade Comeu, Dentes Ao Sol, Cadeiras Proibidas, O Homem Que Odiava Segunda-feira, O Beijo Não Vem da Boca, O Anônimo Célebre, A Altura e a Largura do Nada e O Menino Que Vendia Palavras em 2007.

Este livro ganhou o Prêmio Fundação Biblioteca Nacional como o Melhor Infantil de 2007. Depois foi considerado O Melhor Livro de Ficção em 2008 (Jabuti). Recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo Conjunto da Obra, conferido pela Academia Brasileira de Letras em 2016.

O escritor fez roteiros para filmes, teve livros adaptados para teatro e até para o balé. Viveu na Itália e na Alemanha, tem livros traduzidos para o inglês, espanhol, alemão, italiano, húngaro, checo, coreano do sul. É um dos curadores do Clube de Leitura Quindim e também membro da Academia Brasileira de Letras.

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Sobre Mariana Newlands

Designer gráfica, ilustradora e fotógrafa amadora. Cursou Desenho Industrial na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Design Gráfico e Computação Gráfica na Parsons School of Design, em Nova York.

Mestre em literatura pela PUC-RJ, trabalhou nos departamentos de criação de sites da Rede Globo, Globo.com e TIMnet como designer, arquiteta da informação e coordenadora da equipe criativa de interface. Faz projetos gráficos de livros para adultos e ilustra títulos para crianças, além de desenvolver pesquisas com gravuras, ilustrações e experimentações fotográficas utilizando câmeras analógicas antigas.

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Informações técnicas

ISBN: 9788574067919

EAN: 9788574067919

Páginas: 84

Dimensões e acabamento

0.7 × 20.5 × 20.5 cm

Peso: 240 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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