Capa O homem que lia as pessoas

O homem que lia as pessoas

Esse livro é uma declaração de amor do filho para o pai. De quem está tateando as letras e as palavras para aquele que sensivelmente lê o mundo, as pessoas.

Resenha literária

João Anzanello Carrascoza chega mais perto ainda dos seus leitores ao narrar as memórias de uma bonita relação entre pai e filho. O garoto, durante a semana, ia à escola e ficava em casa com a mãe, que dividia a atenção entre a criança, a casa, o trabalho na Biblioteca Municipal e os calhamaços dos romances que vivia a ler. O pai, motorista de ônibus, era responsável por uma linha em outra cidade, só estava com a família nas folgas – tempo especial para minutos de aprendizagem, pequenas e grandes aventuras.

O narrador faz perpassar por sua memória passeios, lanches, fuga dos bandidos, defesa dos ciganos e até um incrível jogo do Corinthians! São muitos momentos marcantes na companhia de seu pai, que está sempre atento ao que se passa ao seu redor e principalmente, atento às pessoas. Olhando os gestos e feições das pessoas, o pai pode saber o que se passa. E se importa com todas elas, ainda que desconhecidas. O filho tenta aprender a fazer o mesmo. Não é nada simples, mas crê que poderá conseguir.

Eis também um pai que suspende o que compreendemos por certo e errado, como no dia em que decide pular o muro da escola para jogar futebol na quadra. Uma quadra todinha para os dois. A melhor aula de futebol da vida!

Esse pai, um homem que gosta de fazer surpresas para a família, certo dia chega e diz que vai mudar de emprego, e que finalmente estará mais próximo dos seus, dormindo todas as noites em casa. Seria um sonho? O garoto entende que “(...) a felicidade é uma coisa inesperada.”. No entanto, a tristeza também.

São de Nelson Cruz as ilustrações que compõem essa novela. Desenhos que nos remetem mesmo a outro tempo e aguçam o nosso desejo de viajar, ainda que sem sair de casa. 

Sobre João Anzanello Carrascoza

Escritor, com diversos livros publicados e premiados, Carrascoza é um dos maiores representantes da literatura brasileira contemporânea. É graduado em Publicidade e Propaganda pela Escola de Comunicações e Artes (1983), com Mestrado (1999) e Doutorado (2003) em Ciências da Comunicação (USP), onde é professor da disciplina Redação Publicitária desde 1990. É também docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (SP), com pós-doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014). Participou do programa de escritores residentes da Ledig House (EUA), Château de Lavigny (Suíça) e Sangam House (Índia). É autor dos romances que compõem a Trilogia do adeus, além de diversos livros de contos, entre os quais Dias raros, O volume do silêncio, Aquela água toda e Catálogo de perdas. Suas histórias foram traduzidas para o bengali, croata, espanhol, francês, inglês, italiano, sueco e tâmil. Recebeu três vezes o prêmio Jabuti (CBL), três vezes o prêmio da Fundação Nacional do Li4vro Infantil e Juvenil (FNLIJ), duas vezes o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), além dos internacionais Radio France (RFI, Paris) e White Ravens (Library Munich, Alemanha).

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Sobre Nelson Cruz

Artista plástico, chargista, escritor e ilustrador, possui um traço bastante característico do cartum e da charge jornalística, oferecendo em sua ilustração ângulos sempre drásticos e dramáticos que dirigem o olhar do leitor. Desde 1998 ilustra para o mercado editorial. Em 2002, foi indicado ao prêmio Hans Christian Andersen de ilustração e, em 2004 e 2012, foi indicado para a Lista de Honra do IBBY, International Board on Books for Young People, ambas as indicações pela FNLIJ, seção brasileira do IBBY.

Em 2012, os originais do livro Alice no telhado, de sua autoria, participaram, junto com ilustradores de vários países, da exposição Tea with Alice, homenagem aos 150 anos do livro Alice no país das maravilhas, no Museu de História de Oxford, Londres. A mesma exposição foi montada na Fundação Gulbenkiam, em Lisboa. Vem recebendo diversos prêmios, tanto em texto quanto em ilustração, nos certames do Jabuti e da FNLIJ.

Em 2024, Nelson Cruz foi o representante brasileiro do Prêmio Hans Christian Andersen de ilustração, tendo se tornado finalista da premiação.

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Informações técnicas

ISBN: 9788541810098

EAN: 9788541810098

Páginas: 96

Dimensões e acabamento

1 × 12 × 19 cm

Peso: 160 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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Gêneros

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