Capa O homem que foi um mapa

O homem que foi um mapa

Quimera foi um antigo povoado de pescadores e ainda hoje guarda muitos segredos. Lá viveu Hipotálamo, nunca ouviu falar? Séculos se passam e suas histórias são reescritas e mapeadas, tão imensas são a imaginação e a História construídas pela humanidade.

Resenha literária

Após perder um olho, uma perna, uma mão – só um instante para eu conferir se foi só isso mesmo... sim, foi isso – Hipotálamo recebe alguns tostões e uma medalha de bronze em nome dos seus serviços prestados ao império de Micróbio e volta para casa. Passada uma vida inteira em combate, o guerreiro teria todo o tempo do mundo. Agora, ele poderia velejar em seu barco, olhar pela janela, andar pelas ruas, conversar, contemplar, ter dúvidas e encontrar tesouros.

Após presenciar uma cena em que Arquimedes demonstra toda a sua inteligência, Hipotálamo decide se tornar também um homem muito sábio e se dedica a isso. Descobre o ponto de apoio que moverá o mundo, mas não é levado a sério pelo mestre. Derrotado, pede pelo seu fim, deixando o seu cachorro amarelo desolado. Faz falta aos pescadores de sua vila e, pouco a pouco, suas mensagens e memória se espalharam por outros povoados. E em Quimera, cada dia mais pessoas buscam o lugar com uma mensagem divina. Era tanta gente em busca desse tesouro que foi preciso construir um labirinto para protegê-lo. Com o passar do tempo, e de tantas histórias recriadas a respeito do labirinto, poucos sabiam a sua verdadeira origem. Até que a força da natureza se ergue sobre Quimera, e arrasta o labirinto e os segredos de Hipotálamo para sempre da face da Terra.

Bem, acontece que, muitos, muitos anos depois, um grupo de monges decide recolher as histórias sobre Quimera e as reunir em um livro. E uma das histórias que gostavam muito é a do homem que conseguiu fugir da cidade antes de seu fim trágico, com o mapa do labirinto em mãos, que depois foi tatuado nas costas dos gêmeos Hércules e Íficles, para que alcançassem o melhor lugar do mundo.

É uma história sem fim. Professores buscam respostas, querem experimentar esse mistério, fazem apontamentos que nos fazem crer que de fato, tudo está interligado, e que o mundo, com todas as diferenças e distâncias, é um só. No livro, há muitas histórias verdadeiras e lendárias, todos temos um pouco de inventor, filósofo, herói e louco!

Sobre Ignacio Padilla

Graduado em Comunicação (Universidad Iberoamericana), com Mestrado em Literatura Inglesa (Universidade de Edimburgo) e Doutorado em Filosofia em Literatura Hispano-Americana (Universidade de Salamanca). No início dos anos 1990, Padilla trabalhou como diretor editorial da publicação latino-americana da revista Playboy , ao mesmo tempo em que escrevia sua coluna, "El baúl de los cadáveres", na revista literária mexicana Sábado. Em 1996, Padilla se juntou a amigos de longa data e colegas escritores Jorge Volpi, Eloy Urroz , Pedro Ángel Palou García e Ricardo Chávez Castañeda , que apresentaram coletivamente uma proposta baseada em sua crítica literária e opiniões pessoais sobre a literatura mexicana e latino-americana. Essa crítica literária, uma reação ao boom latino-americano , ficou conhecida como o Manifesto do crack e foi apresentada como um meio para os autores mexicanos encontrarem sua própria voz e escreverem além do realismo mágico . Padilla publicou romance, ensaio, infantil, pelos quais recebeu vários prêmios literários.

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Sobre Rafael Barajas

Rafael Barajas Durán é pintor, cartunista, caricaturista, ativista político de esquerda, escritor e ilustrador de livros para crianças, também conhecido pelo pseudônimo El Fisgón. Filho de uma catalã emigrada depois da Guerra Civil Espanhola e de um médico psicanalista, Barajas estudou arquitetura até os vinte anos ao descobrir sua vocação para defender ideias através de imagens e mensagens ligeiras, satíricas e sarcásticas.

Entre diversos importantes reconhecimentos, estão o Prêmio Manuel Buendía de Imprensa Jovem 1987, o Prêmio Constantino Escalante 1996, oferecido pelo Club de Periodistas, o Prêmio Nacional de Jornalismo do México 1999, a Bolsa Guggenheim, entre 2002-2003, e o La Catrina, da Feira Internacional do Livro 2010.

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Sobre Fernando Paz

É tradutor e ator. Como tradutor, atua no segmento de dramaturgia teatral, romance e histórias em quadrinhos. Colaborou com as editoras Sesi-SP, Comix Zone, Novo Século, FTD e com a organização Palhaços Sem Fronteiras – Brasil. Traduziu 17 peças teatrais encenadas no Brasil e em Portugal, mais de 50 álbuns de histórias em quadrinhos e 7 romances infantojuvenis.

Recebeu três vezes o Selo FNLIJ Altamente Recomendável de Tradução/Adaptação com trabalhos de tradução e revisão de tradução. É tradutor de francês e inglês, e bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo.

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Informações técnicas

ISBN: 9788582058442

EAN: 9788582058442

Páginas: 84

Dimensões e acabamento

0.7 × 14 × 19 cm

Peso: 120 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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Assuntos

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