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O gambá que não estava

Um pequeno gambá era o animal mais feliz da floresta. Um dia, um grupo de pessoas confundiu seu sorriso com uma expressão tristonha e o que aconteceu depois você nem pode imaginar…

Resenha literária

Se o sol estivesse brilhando, um pequeno gambá sorria para o sol. Se fosse a vez de a lua brilhar, ele sorria para a lua. Se nada estivesse brilhando, ele também sorria para o nada mesmo, pois era genuinamente uma criatura satisfeita e muito contente.

Um dia, o gambá estava pendurado de cabeça para baixo no galho de uma árvore, com um grande sorriso aberto, quando um grupo de pessoas passou por ali. Elas confundiram seu sorriso com uma expressão de tristeza e, mesmo o gambá repetindo de novo e de novo que era, sim, muito feliz, aquelas pessoas não acreditaram e resolveram levá-lo para a cidade.

O gambá foi ao cinema e até a uma discoteca. O gambá que era muito feliz, começou a refletir sobre as pessoas e tudo o que estava vivendo, passou a sentir-se triste, muito triste e, enfim, a expressão de seu rosto mudou.

A narrativa atemporal de Frank Tashlin (lançamento exclusivo do Clube Quindim) é uma daquelas fábulas que abre as portas para refletir sobre uma infinidade de temas, como a intolerância, os riscos e consequências de tirar conclusões precipitadas, bem como a importância de estabelecer limites próprios, respeitando os outros e nossas características individuais, como a introversão. Ainda que escrita e ilustradas em 1950, não deixe de observar com atenção as páginas ricamente desenhadas, pois elas guardam muitas informações sobre os personagens e o que realmente aconteceu com o gambá e as pessoas da cidade.

Sobre Frank Tashlin

Frank Tashlin, nasceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, mas viveu a maior parte de sua infância em Nova Iorque, onde na adolescência iniciou a trabalhar com animações nos primeiros estúdios da cidade. Posteriormente, mudou-se para Hollywood, onde escreveu e realizou curtas de animação para diversos estúdios.

Após um período, deixou a animação e começou a escrever roteiros para os Irmãos Marx, Lucille Ball, entre outros, e deu início também a sua carreira no cinema, trabalhando com grandes nomes da época como Jerry Lewis, Bob Hope e Red Skelton.

Em 1946, escreveu O urso que não Era, um livro que sempre descreveu como sendo muito especial para si, e depois disso outros dois: The Possum That Didn't (1950) e The World That Wasn't (1951). Para além da trilogia, Tashlin publicou ainda mais dois livros, chamados Como o Circo Aprendeu a Sorrir, em 1949, gravado em disco por Spike Jones, e Como Criar Cartoons, em 1952.

Animador, cartunista, escritor, ilustrador e diretor de obras voltadas especialmente para o público infantil. É mais conhecido por seu trabalho nas séries Looney Tunes e Merrie Melodies, para a Warner Bros.

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Sobre Dani Gutfreund

Possui formação em Pedagogia pela PUC-SP, Mestrado em Literatura Contemporânea Inglesa pelo Goldsmith's College, da Universidade de Londres, e especialização em Tradução pela City University, também de Londres.

Trabalhou como professora de educação infantil e ensino fundamental, foi correspondente de arte da revista Tablado, de Brasília, e da Terra Magazine. Participou de Enquanto Tempo e Sala de Leitura, exposições na Oficina Oswald de Andrade.

Colabora com a editora Livros da Matriz, entre outras, e é mestranda na FAU-USP. É autora de Olha lá a Ana!, publicado em 2015 pela MOVpalavras. É, também, uma das gestoras do Lugar de Ler - espaço paulista destinado a cursos, oficinas e eventos em artes, que conta com uma biblioteca para consulta.

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Informações técnicas

ISBN: 9783061734435

EAN: 9783061734435

Páginas: 64

Dimensões e acabamento

0.7 × 13.5 × 20.8 cm

Peso: 130 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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