Capa Minha família Enauenê

Minha família Enauenê

Na aldeia indígena dos Enauenê-Nauê, os papéis sociais tão bem definidos fazem uma menina repensar o seu gênero por não se identificar com as atividades que as mulheres desempenham.

Resenha literária

Filha de uma antropóloga e de um cineasta indigenista, Rita Carelli passou um tempo de sua infância com a família na aldeia indígena do povo Enauenê-Nauê, no estado do Mato Grosso. Ela e o irmão ganharam pais e irmãos indígenas com os quais aprenderam seus papéis e tarefas. Rita achava muito mais divertido ser menino do que menina. Isso porque as meninas tomavam conta da comida e das crianças, enquanto os meninos brincavam, entravam no rio e subiam em árvores. Então, ela decidiu ser um... menino.

Contrariando uma das regras do grupo, atravessou o centro da aldeia, onde só os homens podiam andar, o que surpreendeu a todos. De forma sábia, a mãe indígena de Rita resolve a situação e a menina passa a fazer parte do grupo dos meninos. Mas só até um certo momento, quando ela vê a necessidade de ser reconhecida como menina novamente.

Nesta história autobiográfica, conhecemos a trajetória de uma menina em sua jornada de autoconhecimento e amadurecimento, a cultura e os costumes do povo Enauenê-Nauê e nos deparamos com questões de gênero. O que é ser menino e o que é ser menina? Até que ponto as culturas se assemelham ou se distanciam nessas definições?

A escrita de Rita Carelli enfatiza o respeito à diversidade cultural, principalmente em relação às concepções de gênero e aos papéis designados a cada um. Contudo, o ápice é o acolhimento à menina que migra pelos grupos a partir de seus gostos e necessidades, revelando tolerância e respeito ao indivíduo. As ilustrações misturam pintura e colagem em cores vivas com elementos da cultura do povo Enauenê-Nauê.

Sobre Rita Carelli

Rita Carelli nasceu em São Paulo, é atriz, diretora de cinema e de teatro, escritora e ilustradora de livros para crianças, tendo estreado na literatura para adultos com o romance Terrapreta (2021).

Em sua produção para o público infantil destacam-se sua colaboração na série Um dia na Aldeia, com três títulos e, entre eles Akykysia, o dono da caça contemplado o selo Altamente Recomendável da FNLIJ e a inclusão na lista do acervo White Ravens, da Biblioteca para a Juventude de Munique.

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Sobre Anabella López

Anabella López é uma artista argentina de coração brasileiro. Intensa não apenas nas pinceladas, Anabella nos arrebata com sua força nas cores, nos tons e mesmo no contraste das dimensões de elementos na página. Uma força que se pode dizer visceral. E, por mais que López dance com seus pincéis, traços e cores conforme a narrativa, é inegável sua marcante presença pessoal em cada obra, nos tons de preto e vermelho, sempre recorrentes, sempre muito intensos.

Nos elementos que remetem à arte mais primitivista, que associamos a referências africanas, podem ser mais claramente vistos em obras como A força da palmeira – ganhadora do Prêmio Jabuti de Melhor Ilustração de 2015. Anabella foi professora na Universidade de Buenos Aires e hoje ministra cursos por todo o Brasil.

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Informações técnicas

ISBN: 9788596016513

EAN: 9788596016513

Páginas: 48

Dimensões e acabamento

0.6 × 20.1 × 25.3 cm

Peso: 225 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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Ah, que pena!

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