Capa Minha dança tem história

Minha dança tem história

No ritmo do break, conhecemos a história de Bibói, um menino que explora sua identidade e gosta de ser quem é.

Resenha literária

A poesia de bell hooks tem a musicalidade de um hip hop com o ritmo do break. Entre as rimas, desponta o menino Bibói, revelando seus gostos e jeito de ser. O leitor conhece Bibói ao mesmo tempo em que a criança se autodescobre. Ele é uma pessoa do bem, tranquila e tem a sua beleza. Gosta de rimar, dançar, correr, abraçar e ficar quieto também.

A liberdade de Bibói em ser ele mesmo é um traço marcante dessa personagem. Não há vergonha em demonstrar sentimentos, abraçar ou chorar. Esse detalhe é significativo nesta obra, porque associa à imagem do menino características que a masculinidade tóxica cultural costuma afastar: a sensibilidade e a afetividade.

O nome "Bibói" parece ser uma referência ao título original da história, Be boy buzz, mas também pode remeter aos dançarinos do breakdance, os b-boys. Ambas sugestões de influência para o nome do garoto ampliam a compreensão da história e nos conectam ainda mais ao personagem e à narrativa sobre o que é ser menino, com todas as suas complexidades e possibilidades.

Sobre bell hooks

Gloria Jean Watkins, mais conhecida pelo pseudônimo bell hooks, foi uma autora, professora, teórica feminista, artista e ativista antirracista. hooks publicou mais de trinta livros e muitos artigos acadêmicos, apareceu em vários filmes e documentários, e participou de várias palestras públicas. O pseudônimo foi escolhido como homenagem à sua avó, Bell Blair Hooks, e é escrito em letra minúscula pela sua intenção de valorizar a coletividade e evitar o personalismo.

Sua carreira teve início em 1976 ensinando inglês e estudos étnicos na Universidade do Sul da Califórnia. Uma das influências de bell hooks foi a pedagogia crítica de Paulo Freire, como podemos ver em sua obra que reflete, principalmente, sobre questões relacionadas à raça, ao capitalismo e ao gênero.

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Sobre Chris Raschka

Ilustrador, escritor e violista americano, Chris Raschka nasceu na Pensilvânia e cresceu no subúrbio de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Sua mãe é austríaca, e uma parte da infância do ilustrador foi passada no país europeu.

Foi o representante americano indicado para receber a medalha Hans Christian Andersen em 2012, uma das mais importantes premiações em reconhecimento à obra literária infantil. Seu trabalho conta com mais de 40 títulos publicados. Ilustrou o livro A Pele que eu Tenho, de bell hooks, uma de suas obras mais conhecidas.

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Sobre Nina Rizzi

Escritora, tradutora, pesquisadora, professora e editora, Nina Rizzi é bacharel e licenciada em História pela UNESP e Mestra em Literatura Comparada pela UFC. Ela promove o "Escreva como uma mulher", um laboratório de escrita criativa com mulheres, e viajou por vários estados pelo Projeto Arte da Palavra do Sesc e outras instituições.

Tem poemas, textos e traduções publicados em diversas revistas, jornais, suplementos e antologias no Brasil, Argentina, Chile, México, Peru, Espanha, Portugal, Suécia, Moçambique e Angola. Integra a coletiva "Pretarau": Sarau Das Pretas - e é uma das articuladoras do Sarau da B1 (Fortaleza/ CE).

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Informações técnicas

ISBN: 9788575597132

EAN: 9788575597132

Páginas: 170

Dimensões e acabamento

0.6 × 17.6 × 20.2 cm

Peso: 165 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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