Capa Meu pai era um cara legal

Meu pai era um cara legal

Um menino conta (ou imagina?) como era a vida do pai antes de ele ser pai — até que era um cara legal. Mas por que será que deixou de fazer tantas coisas de que gostava?

Resenha literária

Antes de se tornar pai, o personagem desta história teve uma banda de rock, divertia-se andando de moto por aí. Enfim, era um cara descolado, que sabia curtir a vida. Pelo menos é isso que o filho imagina. E ele se pergunta porque o pai teria parado de fazer todas essas coisas e se tornado uma pessoa séria.

A narrativa é contada a partir do ponto de vista de um menino que observa o pai realizando atividades cotidianas, como arrumar e limpar a casa, ou cuidar do filho. Ao mesmo tempo, ele conta sobre como a vida do pai era interessante antes de ele nascer. Esta comparação é narrada por páginas duplas intercaladas que mostram o pai no presente e no passado em posições muito parecidas, mas realizando atividades completamente diferentes. Essa similaridade entre as ilustrações incentiva o leitor a ir e voltar várias vezes — na página e no tempo — como num jogo de sete erros, para ver o que permaneceu e o que mudou. A certa altura, pai e filho saem de casa e vão passear no parque. Não por acaso, as páginas que ilustram a intensa interação que se desenrola entre pai e filho a partir daí não têm texto verbal. O passeio, as brincadeiras e a proximidade entre pai e filho ajudam o menino a resolver o mistério desse homem que na verdade nem é tão sério assim, e até faz o filho passar um pouquinho de vergonha.

Um livro que conta a visão de um menino sobre o pai e, por consequência, da paternidade. Um olhar delicado e sem preconceitos sobre essa relação essencial à vida das crianças e sobre a vida adulta.

Sobre Keith Negley

Keith Negley cresceu em uma pequena cidade do estado norte-americano do Wisconsin e hoje vive perto de Bellingham, em Washington. Formou-se no Milwaukee Institute of Art and Design e fez mestrado na School of Visual Arts em Nova York.

Já publicou diversos livros para crianças e em 2016 foi um dos finalistas da medalha Kate Greenaway, prêmio britânico que reconhece as melhores ilustrações em livros para crianças. Seu trabalho como ilustrador já foi publicado em diversos jornais e revistas, como o The New York Times e a revista New Yorker; além de capas de livros e discos.

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Sobre Thaíse Costa Macêdo

Filha de pais maranhenses e nascida em terras paulistas, cresceu num lar em que a cultura nordestina sempre imperou. Quando criança, acostumou-se a ter seus traços físicos de ascendência indígena confundidos com traços orientais. Assim, compreendeu a importância do não apagamento social dos povos nativos, por isso, hoje, faz questão de lembrar e ressaltar suas ancestralidades.

Graduou-se em Comunicação na USP e especializou-se em literatura infantil e juvenil. Também se formou atriz pelo INDAC Escola de Atores. Além de traduzir literatura para crianças, é editora há mais de 15 anos, tendo exercido esse trabalho em diversas casas editoriais, dentre elas Ática, Edições SM, Moderna e VR.

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Informações técnicas

ISBN: 9788550700960

EAN: 9788550700960

Páginas: 40

Dimensões e acabamento

0.5 × 22.9 × 26.9 cm

Peso: 225 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

Tipos de leitura

Gêneros

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Ah, que pena!

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