
Disco-pizza
- Texto: Maria Rita Kehl, Laerte Coutinho
- Editora: Boitatá
A imaginação de Gil salva seu Natal! Uma caixa de pizza e o pisca-pisca esquecido se transformam numa grande aventura, com alienígenas e tudo mais.
Resenha literária
A família de Gil não tinha o costume de celebrar o 24 de dezembro. Enquanto a cidade toda reluzia, o garotinho sentia-se bastante entediado, desejando que alguma coisa diferente acontecesse nas noites do Natal... e ele mesmo fez a magia acontecer. Olhou para a caixa de pizza vazia e viu o quanto ela lembrava um disco voador. Alvoroçado, correu às bugigangas guardadas, resgatou um pisca-pisca que sua avó havia utilizado no ano anterior para enfeitar a casa. Com brilho nos olhos, grampeador, uma tampa de pote de queijo, fita adesiva e, claro, a caixa de pizza e as luzinhas. Estava pronta a invenção: um disco-pizza.
Gil correu para a janela e arremessou a espaçonave. Ficou olhando para ver onde o brinquedo acabaria se estatelando no chão... no entanto, não houve nenhum pouso forçado ou acidente: a nave arremeteu para o alto e voltou para dentro do apartamento do menino.
Olhe, não se preocupe em buscar lógica nessa história! Do disco-pizza, saíram pequenos alienígenas que deram um jeito de levar Gil num passeio pelas ruas até entrarem na pizzaria da esquina a fim de absorver o cheiro de todas as pizzas. Em troca, o chefe da tripulação concedeu ao menino o poder de realizar seus desejos na véspera de Natal ao longo de cinco anos.
É certo que as festas e comemorações religiosas são diferentes e diversas, de acordo com a crença e a cultura dos povos e sociedades contemporâneas. Porém, há algo que permeia todas as infâncias: o faz de conta. Sorriso de criança é diretamente proporcional às porções de alegria e de magia que ela recebe, ou cria. E que dupla compõe esse livro! Texto da psicanalista e escritora Maria Rita Kehl e ilustrações da Laerte, duas referências do saber e da criticidade reunidas para falar à infância.
Sobre Maria Rita Kehl

É psicanalista, com graduação em psicologia (USP). Mestra em Psicologia Social (USP) e Doutora em Psicanálise (PUC-SP), é escritora e jornalista. Foi editora do Jornal Movimento, um dos mais importantes veículos da imprensa alternativa durante a Ditadura, e participou do grupo que criou o jornal Em Tempo, em 1978. Além de atender pacientes em psicanálise desde 1981, escreveu para diversos meios de comunicação e publicou vários livros, entre os quais: "Ressentimento" (Editora Casa do Psicólogo, 2004); "Deslocamentos do Feminino", tese de doutoramento (1997) editada desde 1998, com terceira edição a sair pela Editora Cosac e Naifi. "O tempo e o cão - atualidade das depressões" com o qual recebeu o Jabuti do Ano em 2010, na categoria de não-ficção; Também em 2010 recebeu o Prêmio Direitos Humanos do governo federal na categoria "Mídia e Direitos Humanos". Em 2011 publicou "18 Crônicas e mais algumas". Em 2013 recebeu o prêmio do "Movimento Humanos Direitos" (MHuD), no Rio de Janeiro, por seu capítulo sobre camponeses e indígenas no relatório da Comissão da Nacional da Verdade.
Sobre Laerte Coutinho

Nascida em São Paulo, em 1951, Laerte é uma cartunista, chargista e quadrinista brasileira, considerada uma das mais importantes do país. Estudou Comunicação e música na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, mas não chegou a concluir o curso. Participou de inúmeras publicações fundamentais, como O Pasquim, e colaborou com revistas como Veja e IstoÉ, além de jornais como Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.
Dentre seus personagens mais marcantes, estão os Piratas do Tietê e Overman, além das tirinhas Los Três Amigos, em parceria com os grandes Angeli e Glauco.
Informações técnicas
ISBN: 9786589900061
EAN: 9786589900061
Páginas: 36
Dimensões e acabamento
0.5 × 19.1 × 22 cm
Peso: 150 g
Acabamento: Brochura
Competências gerais BNCC
Tipos de leitura
Gêneros
Assuntos
Ah, que pena!
Este título está esgotado
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