Capa Brincar de livro

Brincar de livro

Livros podem oferecer diversas experiências. Leituras diferentes a partir de suas histórias, e também pela interação e experimentação com o livro-objeto. O protagonista desta história cria múltiplas possibilidades a partir de sua imaginação.

Resenha literária

Em um livro, cabem todas as histórias possíveis de serem criadas. E, com elas, de serem vivenciadas a partir da leitura. Mas o livro não é só a sua narrativa, mas também o objeto que permite interações e experimentações. A liberdade com que as crianças brincam com o livro faz parte do processo de desenvolvimento do hábito de leitura e é possível que elas leiam, principalmente as menores, de um jeito diferente do que os adultos esperam.

Nesta história contada por imagens, acompanhamos um garoto que brinca com o livro e cria várias possibilidades para o objeto, que pode ser uma casa, um barco e até uma ave. Mesmo quando o livro deixa de ser o brinquedo e a mãe senta com o filho para realizar uma leitura compartilhada, a contação transporta o garoto para outro lugar. 

Por meio das imagens, é possível perceber que o menino se vê no boneco com que brinca junto ao livro. O boneco está com uma blusa azul e ele com uma rosa e, nas ilustrações que representam a sua imaginação, a criança aparece com a mesma blusa do garoto que a imagina, apesar de ser o boneco que está simulando as ações.

Após essas interações com o livro, o menino começa a colocar no papel as suas histórias, indicando que a sua produção é estímulada pela leitura. As ilustrações, feitas em tons pastéis, nos transportam para a imaginação da criança e fazem com que o leitor pense em outras possibilidades de criação com o objeto.

Por se tratar de um livro-imagem, é ainda mais possível que haja entendimentos distintos entre leitores. Cada pessoa tem uma bagagem individual de cultura e vivência que, em contato com o livro, imprime a sua percepção particular a partir do que é lido. Em cada leitura, há pelo menos uma possibilidade de livro.

Sobre Emília Nuñez

Graduada em direito pela Universidade Federal da Bahia, Emília Nuñez fez MBA em Gestão de Negócios e trabalhou por mais de dez anos na área de Recursos Humanos. Em 2016, lançou seu primeiro livro, A Menina da Cabeça Quadrada, e criou o Projeto Mãe que Lê. Com seu irmão Eduardo, criou a editora Tibi.

O Projeto Mãe que Lê busca incentivar a leitura e formar uma grande comunidade de famílias leitoras. Além de sua obra de estreia, lançou diversos títulos voltados para crianças e adultos, sempre com o propósito de tornar a infância mais leve, feliz e repleta de significado. É vencedora do Prêmio Jabuti pela obra Doçura, ilustrado por Anna Cunha, na categoria infantil.

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Sobre Anna Cunha

Nascida em Belo Horizonte (MG), a ilustradora é graduada em Artes Plásticas pela UEMG e pós-graduada em Ilustração pela EINA – Universitat Autònoma de Barcelona. Em seu percurso profissional, passou por agências de design, pela oficina tipográfica do Gutenberg Museum, na Alemanha, e pela editora alemã Hermann Schmidt Verlag, especializada em publicações de design.

Já ilustrou mais de 30 livros para editoras brasileiras e estrangeiras. Recebeu os prêmios FNLIJ, AEILIJ e Northern Lights. Teve diversos títulos selecionados para o Catálogo de Bolonha, foi finalista do Prêmio Jabuti e O vestido de Afyia figurou entre os 25 melhores livros infantis de 2020, na lista do New York Times.

Recebeu menção honrosa no Prêmio João-de-Barro, na categoria Livro Ilustrado, e esteve entre os 10 ilustradores brasileiros selecionados para a Bienal de Ilustração de Bratislava em 2019 e 2021.

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Informações técnicas

ISBN: 9788593083044

EAN: 9788593083044

Páginas: 32

Dimensões e acabamento

0.9 × 20.3 × 20.1 cm

Peso: 260 g

Acabamento: Capa-dura

Competências gerais BNCC

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Gêneros

Assuntos

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