Capa Bisa bia, bisa bel

Bisa Bia, Bisa Bel

Bel é uma garota que atravessa várias gerações e aprende lições para a vida inteira. Tudo por meio da imaginação. Ela ouve a voz que vem de dentro.

Resenha literária

O clássico de Ana Maria Machado, publicado originalmente em 1981, é considerado um fenômeno literário pela quantidade de prêmios, traduções, exemplares vendidos e emoções provocadas nos mais diversos leitores. A escritora relata que a história surgiu da saudade que sentia de suas avós, sentimento que transbordou na forma de Bel, uma garotinha curiosa que ensaia a igualdade entre os gêneros, questiona os padrões de comportamento e olha para o futuro com precaução.

Enquanto a mãe de Bel organiza gavetas e caixas, encontra um registro importante para a família, a fotografia antiga de Beatriz, a bisavó de Bel. A garota se encanta com o achado, o adota para si, o emoldura e passa a levá-lo consigo aonde quer que vá. Bel desenvolve muitas conversas com a sua bisa. E elas se tornam amigas, ainda que discordem de vários assuntos, como, por exemplo, como deve se comportar uma menina da idade dela: “Ah, menina, não gosto quando você fica correndo desse jeito, pulando assim nessas brincadeiras de menino!” Sérgio, amigo de Bel também acha que há coisas que só os meninos podem fazer, assoviar é uma delas. Isso a irrita tanto!!

Bia é uma bisavó diferente das outras conhecidas pelas crianças. Ela não tem cabelos brancos, e é uma criança como Bel. As semelhanças físicas chamam muito a atenção de quem vê a fotografia. E como seria uma bisavó do futuro? A voz misteriosa surge para dar esta resposta e mostrar que não há limites para a criatividade e a imaginação humanas.

Passado, presente e futuro correm como um rio dentro de Bel. Ela é o encontro das mulheres que já se foram com aquelas que estão por vir. Bel é o enlace de vidas pelo simples direito de ser quem é, com o próprio sobrenome, assinando suas legítimas palavras.

Esta edição recebe ilustrações coloridas e divertidas de Mariana Newlands.

Sobre Ana Maria Machado

Em 2019, Ana Maria Machado comemorou 50 anos de carreira literária. Graduada em Letras, lecionou na UFRJ e na PUC-RJ e iniciou sua trajetória de escritos para crianças por meio de pequenos textos publicados na revista Recreio.

No período da ditadura militar, Ana Maria Machado integrou o movimento de resistência dos professores. Em 1969 foi presa, e em janeiro de 1970 partiu para o exílio na Europa. Atuou como jornalista na revista Elle de Paris e no serviço Brasileiro da BBC de Londres. Ana Maria Machado lecionou Língua Portuguesa na Sorbonne. Estudou na École Pratique des Hautes Études, e defendeu sua tese doutoral em Linguística e Semiologia orientada por Roland Barthes. Retornou ao Brasil em 1972 e trabalhou como jornalista no Correio da Manhã, no Globo e no Jornal do Brasil. Seu primeiro livro infantil Bento que Bento é o Frade foi publicado em 1977 e na companhia das publicações de Ruth Rocha, inaugurou uma nova forma de literatura destinada às crianças brasileiras.

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Sobre Mariana Newlands

Designer gráfica, ilustradora e fotógrafa amadora. Cursou Desenho Industrial na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Design Gráfico e Computação Gráfica na Parsons School of Design, em Nova York.

Mestre em literatura pela PUC-RJ, trabalhou nos departamentos de criação de sites da Rede Globo, Globo.com e TIMnet como designer, arquiteta da informação e coordenadora da equipe criativa de interface. Faz projetos gráficos de livros para adultos e ilustra títulos para crianças, além de desenvolver pesquisas com gravuras, ilustrações e experimentações fotográficas utilizando câmeras analógicas antigas.

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Informações técnicas

ISBN: 9788516055622

EAN: 9788516055622

Páginas: 80

Dimensões e acabamento

0.5 × 15.8 × 22.9 cm

Peso: 200 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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