Capa Alberta e o pássaro azul

Alberta e o pássaro azul

Alberta afasta de si amizades e amores devido ao seu egocentrismo, e aprende a duras penas o quanto dói a partida de alguém especial.

Resenha literária

Alberta tem dificuldade em manter amizades, mas não compreende a razão dos outros a evitarem, afinal, é bonita, simpática, inteligente, segundo sua família. O que ela não dá conta é que tende sempre a querer fazer as coisas do seu jeito, sem dar espaço para os outros se manifestarem. Ao conhecer Teobaldo repete seu comportamento, afasta-o de sua vida, o que lhe causa profunda dor.

Cristina Mutarelli compartilha com o público uma metáfora singela e doída sobre solidão, tristeza, frustração e a necessidade de transformação que as crianças passam ao longo de seu desenvolvimento. Banhadas pelas linguagens de seus familiares, cada criança responderá em seus relacionamentos a partir dos significantes herdados, principalmente na primeira infância. No caso da protagonista, foi necessária uma grande frustração – que partiu seu coração – para que se recolhesse à solidão em busca de respostas.

A partir do texto, Anita Prades cria uma proposta de ilustrações e projeto gráfico que conta duas narrativas, uma na parte de cima, com a passarinha, e outra na parte inferior do livro, na qual aparece uma menina, ambas com as mesmas características. O que faz com que, ao longo da leitura, a identidade de Alberta fique suspensa.

Nesta história não há um desfecho feliz para a protagonista, o que casou muito bem com a ideia de "aprender a lidar com as frustrações". Na verdade, as autoras entregam nas mãos dos leitores o final da narrativa: o que acontece com Alberta após a partida de Teobaldo? Será que ela repensará suas atitudes?

Sobre Cristina Mutarelli

Nascida e criada em São Paulo, Cristina Mutarelli é atriz, escritora, diretora de teatro, artista plástica e professora de interpretação, além de atuar também como figurinista. Estudou cinema na USP e também teatro em Nova York e em Paris.

Representou vários personagens na TV: a tia Marli no programa O Mundo da Lua, na TV Cultura; Zoraide, uma mãe meio maluca na novela Caras e Bocas, de Walcyr Carrasco, na TV Globo; e a mãe de um cachorro na peça Vida de Cachorro, de Flavio de Souza. Ilustrou o livro Era uma vez La Fontaine, de Katia Canton (DCL Difusão Cultural do Livro). 

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Sobre Anita Prades

Anita Prades é artista visual formada em Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 2015). Mora em São Paulo, onde trabalha desenvolvendo pesquisas em diversas linguagens artísticas, com especial destaque para a ilustração infantil e o design editorial.

Ilustrou alguns livros de outros autores, como Cadê o pintinho e Os incomodados que se mudem, de Márcia Leite, Alberta e o pássaro azul, de Cristina Mutarelli e O coração de plástico, de Lido Loschi.

Em 2019, Anita ilustrou seu primeiro livro autoral, chamado Fio de Rio, cujas ilustrações foram selecionadas para a Bienal de Bratislava de 2023. É colaboradora permanente do Instituto Emília, uma plataforma digital voltada para a atualização e difusão de conhecimento sobre os temas do livro e da leitura.

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Informações técnicas

ISBN: 9788578161996

EAN: 9788578161996

Páginas: 28

Dimensões e acabamento

0.5 × 14 × 32 cm

Peso: 140 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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