
A pior senhora do mundo
- Texto: Francisco Hinojosa
- Ilustração: Rafael Barajas
- Tradutores: J. R. Penteado
- Editora: SESI-SP
Com um tempero exagerado, aqui vemos a caricatura ridícula da pior senhora do mundo e outras pessoas que se tornam cruéis com os filhos, autoritárias com todos e fatalmente solitárias na vida.
Resenha literária
Na mesma linha de personagens que nos causam horror, medo ou vergonha, vamos encontrar, neste livro, a pior senhora do mundo que é habilmente pintada com exagero nas palavras do escritor mexicano Francisco Hinojosa e no desenho de Rafael Barajas. Sem papas na língua nem economia nos traços, no melhor espírito da sátira bem-humorada, A Pior é uma péssima mãe e uma vizinha desagradável. Ninguém a pode suportar! A Pior tem dentes pontiagudos, unhas grandes e afiadas, olheiras profundas, mal educada, grosseira, fumando charuto e calçando botas de bico fino, quem vai gostar de sua companhia? Ela pode parecer uma mulher pouco inteligente... ou seria a tremenda de uma astuta?
Neste conto, com sabor de parábola pantagruélica, vemos uma caricatura ridícula a respeito de pessoas que se tornam cruéis, autoritárias e igualmente solitárias na vida. Não há uma só personagem que possa detê-la, mas somente a união de todos os moradores da cidade de Turambul. Eles empregam a estratégia de uma lógica às avessas, dizendo o quanto A Pior é adorável e poderia fazer coisas piores: em vez de beijinhos, pontapés, em vez de afagos, murros e uma bifa na orelha. Ai! Este é um recurso bastante empregado em histórias para crianças latino-americanas e também brasileiras, ao final dos anos mais enclausurados nas décadas entre 1970 e 1990. Embora tenha sido escrita em 1992, a narrativa sobre a pior senhora do mundo nos mostra que ela ainda caminha pesadamente por aí com a intenção de nos tirar o sossego. E as ilustrações do livro dão muito bem conta de mostrar que se trata de uma narrativa de crítica aos maus hábitos. Afinal, de pequenino se torce o pepino!
Sobre Francisco Hinojosa

Francisco Hinojosa é poeta, contista e narrador. Estudou língua e literaturas hispânicas, na Universidade Nacional Autônoma do México, e tem dedicado maior parte do tempo a entreter e ensinar crianças e jovens. Destacando-se como um dos autores mais influentes da literatura infantil em língua espanhola, Hinojosa recebeu diversas bolsas, prêmios e indicações: em 1984, com o livro La vieja que comia gente, uma adaptação de contos de espanto, teve seu nome incluído na Lista de Honra do IBBY; conquistou o Prêmio Nacional do Governo Aberto San Luis Potosí 1993, por Cuentos héticos; em 1995, o reconhecimento do Banco del Libro (Venezuela) com duas obras Un semana em Lugano e Repugnante pájarraco y otros regalos; em 1998 o Prêmio para Melhor Livro Estrangeiro para Crianças, na Colômbia, e foi o embaixador da Feria Internacional del Libro Infantil y Juvenil – FILIJ 2015. Francisco Hinojosa igualmente se empenha em oficinas de criação em diversas cidades e outros países. A respeito de seu estilo, décadas atrás, o escritor brasileiro Marcos Rey comentou como o autor mexicano “sabe pintar o atual universo infantil e criticar o mundo adulto com olhos de menino pícaro e travesso, com humor, ironia e sarcasmo”.
Sobre Rafael Barajas

Rafael Barajas Durán é pintor, cartunista, caricaturista, ativista político de esquerda, escritor e ilustrador de livros para crianças, também conhecido pelo pseudônimo El Fisgón. Filho de uma catalã emigrada depois da Guerra Civil Espanhola e de um médico psicanalista, Barajas estudou arquitetura até os vinte anos ao descobrir sua vocação para defender ideias através de imagens e mensagens ligeiras, satíricas e sarcásticas.
Entre diversos importantes reconhecimentos, estão o Prêmio Manuel Buendía de Imprensa Jovem 1987, o Prêmio Constantino Escalante 1996, oferecido pelo Club de Periodistas, o Prêmio Nacional de Jornalismo do México 1999, a Bolsa Guggenheim, entre 2002-2003, e o La Catrina, da Feira Internacional do Livro 2010.
Sobre J. R. Penteado

J. R. Penteado é o pseudônimo de Rodrigo de Faria e Silva, escritor, tradutor e editor, com mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP). Penteado atua no mercado editorial com tradução e adaptação de livros juvenis e roteiro de histórias em quadrinhos. Como autor, tem 12 títulos publicados, dentre eles Em busca de um caminho, A saga do iconoclasta Zé Ferino, Canto do mar, Mathabarata e O mago.
Traduziu cerca de 10 obras e como editor respondeu pela publicação de mais de mil livros, grande parte deles à frente das editoras do Sesi e do Senai, ambos em São Paulo. Recebeu 12 Jabutis, foi 13 vezes reconhecido pelo melhor livro do ano pela FNLIJ e tem mais de 50 selos de altamente recomendável também pela FNLIJ.
Informações técnicas
ISBN: 9788582059005
EAN: 9788582059005
Páginas: 64
Dimensões e acabamento
0.7 × 20 × 25 cm
Peso: 275 g
Acabamento: Brochura
Competências gerais BNCC
Tipos de leitura
Gêneros
Assuntos
Ah, que pena!
Este título está esgotado
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