A manhã marrom - Capa 3D

A manhã marrom

Em meio às trivialidades do dia a dia, o novo regime começa a impor algumas regras absurdas. Não são mais permitidos cães e gatos que não sejam da cor marrom, jornais que questionaram isso foram fechados, e livros foram banidos. O que virá depois?

Resenha literária

Dois amigos vivem uma rotina aparentemente tranquila, com suas conversas despreocupadas e suas pequenas decisões comuns, enquanto um novo governo ascende ao poder e começa a criar algumas regras absurdas. Primeiro, os cães não podem mais ser de outra cor que não seja o marrom. Os diferentes precisam ser abatidos. Logo depois, foi a vez de fazer o mesmo com os gatos.

Os cientistas do Estado diziam que suas ninhadas eram menores, assim como a quantidade de comida ingerida por eles, e como a superpopulação era um problema real, não havia mais nada a fazer. Certo? Os jornais que questionaram esse e outros decretos fecharam — só sobrou um. O caminho natural foram os livros da biblioteca: editoras processadas, títulos banidos. O que virá a seguir?

A obra de Franck Pavloff foi publicada pela primeira vez em 1998 e segue mais atual do que nunca. O autor retrata com precisão a fragilidade dos regimes democráticos e como o autoritarismo não precisa de explosões nem de acontecimentos grandiosos para tomar o poder: basta que ninguém fale nada, aceitando pequenas imposições diárias para evitar problemas.

As ilustrações de Mariana Zanetti ampliam o desconforto provocado pela narrativa. A mistura de técnicas como desenho, recorte e colagem vai progressivamente expandindo o marrom a cada virar de página, reforçando no leitor a sensação de sufocamento e angústia que permeia toda a obra.

Em tempos de avanço da extrema direita ao redor do mundo, este é um título para ler junto e deixar as perguntas em aberto sobre o conformismo, sobre o que se cala por comodidade, e sobre o que acontece quando o silêncio vai longe demais.

Sobre Franck Pavloff

Escritor francês nascido em 1940, conhecido por sua atuação como poeta, romancista e ensaísta. Antes de se dedicar integralmente à literatura, trabalhou como educador social, experiência que influenciou fortemente seus textos, muitas vezes voltados para temas humanos, sociais e políticos.

Sua obra mais conhecida é A manhã marrom, um relato breve e contundente que se tornou referência ao tratar, de forma acessível, dos perigos do autoritarismo e da omissão diante de injustiças.

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Sobre Mariana Zanetti

Nascida em São Paulo, Mariana Zanetti é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e iniciou sua trajetória no mercado editorial em 2005. Desde então, já ilustrou mais de 30 livros, explorando diferentes técnicas e materiais em seu processo criativo. Seu trabalho ganhou destaque internacional ao participar de duas edições da Bienal de Ilustração de Bratislava e, no Brasil, foi finalista do Prêmio Jabuti em 2017, com as ilustrações para Macunaíma, de Mário de Andrade.

Além dos livros, Mariana também atua como professora, oferecendo cursos para crianças e adultos, e desenvolve trabalhos para outras áreas, como cartazes de cinema, revistas e jornais.

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Sobre Marcos Marcionilo

Editor e tradutor, com mais de 40 anos de experiência no mercado editorial, foi também curador do Prêmio Jabuti. Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), tem larga experiência em tradução com cerca de 80 obras traduzidas do francês, do inglês, do italiano e do espanhol. 

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Informações técnicas

ISBN: 9786589562221

EAN: 9786589562221

Páginas: 48

Dimensões e acabamento

1 × 15.8 × 22.4 cm

Peso: 150 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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