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A jabota poliglota

Era uma vez uma jabota: parou para se refrescar na beirinha de um igarapé. Mal sabia ela que ali havia um jacaré, pronto para dar o bote!

Resenha literária

A jabota chegou no igarapé e deu de cara com um jacaré pronto para fazê-la de almoço. Mas, ei! O que o jacaré não sabia era que aquela cascuda não era uma jabota qualquer… E, como falava jacarês, ela rapidamente propôs uma disputa no cabo de guerra! Enquanto pensava em como faria para vencer uma prova de força tão desigual, eis que apareceu uma onça, com muita fome também, já querendo logo mandar a jabota para o bucho. Mas a danadinha que também falava oncês, tinha uma ideia melhor…

A surpreendente e divertida fábula recontada por Denilson Baniwa fala tanto da importância de saber lidar com aqueles que são diferentes de nós, quanto do valor de conhecer outras línguas, especialmente aquelas que formam o nosso país e vão muito além do português. Até porque, mesmo a língua portuguesa pode apresentar variações, influenciadas pela região do país, sua cultura e tradições, e também pela maneira de falar de cada comunidade, família e indivíduo.

As ilustrações de Sophia Pinheiro são vívidas e coloridas como a floresta, seus animais e plantas, com cores e padrões que remetem às pinturas indígenas dos povos originários do Brasil. No final do livro, um presente: tanto a narrativa quanto as informações sobre o autor, a ilustradora e referências que deram origem ao livro estão escritas em baniwa, uma língua aruaque falada pelo autor e os membros de sua comunidade, localizada no Amazonas. Vale a pena apresentar para os seus pequenos.

Sobre Denilson Baniwa

Nascido em Barcelos, uma comunidade no interior do Amazonas, Denílson Baniwa é indígena do povo Baniwa. Artista visual, publicitário, curador, escritor e ativista pelos direitos dos povos originários, ministra palestras, cursos e oficinas em formatos diversos. Já teve seu trabalho exposto em grandes instituições, como a Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Rio de Janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a Pinacoteca de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo, dentre outros. No exterior, expôs na Bienal de Sydney, na Austrália.

Baniwa foi vencedor do Prêmio Pipa em 2019, indicado em 2019 e 2021, e selecionado em 2021. Foi o curador de exposições no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Getty Museum, em Los Angeles, Estados Unidos.

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Sobre Sophia Pinheiro

Nascida em Goiânia, Sophia Pinheiro é artista e pensadora visual, cineasta e educadora popular. Atua em áreas diversas, como audiovisual, educação, artes visuais, gênero, sexualidade, dentre outros. Doutora em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro, e Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás.

Seus trabalhos já foram expostos em vários estados brasileiros, e também no exterior, em países como Argentina, Paraguai, Espanha, Portugal e Alemanha. 

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Informações técnicas

ISBN: 9786557173572

EAN: 9786557173572

Páginas: 32

Dimensões e acabamento

0.5 × 21.2 × 21.2 cm

Peso: 140 g

Acabamento: Brochura

Competências gerais BNCC

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