








Lúcia Hiratsuka pega uma linha em curva e vê uma coelha. Dois pingos com chapéu e surgem pinguins tímidos. Pimentas vermelhas que ganham asas e viram libélulas. É assim que a sensibilidade desta autora trabalha: com pincel, aquarela e o olhar de quem transforma o banal do cotidiano em poesia.
Aqui, acompanhamos um numerário diferente: as pinceladas de aquarela da autora se transformam diante de nossos olhos. Antes, uma mancha circular. Agora? Uma coelha que comeu cenouras demais! Antes, duas máscaras de teatro. Depois, dois bichos-preguiça curtindo uma tarde sonolenta ao acalanto da brisa. Assim vamos contando até dez, descobrindo formas, cores e detalhes que pedem para ser vistos de perto.
Com uma proposta sensível e poética, esta é uma obra para ler devagar, olhando junto. Cada página pede uma pausa e talvez uma pergunta: você viu a mesma coisa que eu?
