A narrativa mostra a infância inocente de um menino que se deixava encantar pelo que era sutil e pequeno, encontrando alegria e contentamento na gota, na semente, na pedra e no bosque perto de casa. O tempo passou e ele não resistiu ao chamado da cidade grande. Conquistou terraços, escalou degraus, correu ruas, mas não sabia mais onde estava o menino contente. Procurou em toda parte. Depois de muito buscar, resolveu investigar no único lugar onde não havia olhado ainda: do lado de dentro.
Nesta espécie de parábola filosófica, cruzando símbolos e simplicidades, o homem não é um ser separado da natureza. A essência interior que o jovem busca, em si mesmo, também está nos rios, nas montanhas e em toda a natureza.
A obra de João Xu é poética e conversa diretamente com todos nós que já nos despedimos das nossas infâncias e também com aqueles que começam a viver agora esse processo. Suas ilustrações são fundamentais para contar também essa história que ecoa em cada coração que já esqueceu, ainda que momentaneamente, a verdade sobre quem se é.