







Esta é a história de Gabriel. Tendo acabado de completar 60 anos, ele se vê às voltas com lembranças e pensamentos diversos que invadem suas madrugadas insones. Na sala de casa, nas estantes cheias de livros, estão também aqueles que ele mesmo escreveu. Sentado na poltrona tal qual um viajante (do tempo), ele folheia as páginas preenchidas com as palavras escritas por ele anos antes.
E ali, meio dormindo, meio acordado, Gabriel tem um encontro metafórico consigo mesmo enquanto criança. O que será que ele irá dividir do futuro com seu eu do passado? E o que o eu da infância conta sobre ele?
Gabriel é o nome do personagem através do qual o autor Sérgio Vaz nos leva nessa viagem de autorreflexão sobre sua vida e infância na periferia de São Paulo, de uma maneira que somente ele sabe como fazer: a mistura entre poesia e crítica social, com toda beleza e dureza que isso traz.
Um livro que toca profundamente o leitor adulto, mas que também desperta nos jovens a ideia de que nem mesmo o tempo, o envelhecimento, as dificuldades ou a distância são capazes de apagar alguns sonhos.

