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TREM DE FERRO

Texto: Manuel Bandeira

Ilustração: Gian Calvi

Editora: Global
De infinitas maneiras podemos fazer um trem. Que seja brinquedo, alegria, lamento, paisagens vistas ou sonhadas, com palavras, imagens e inconfundíveis sons...
SINOPSE
Foto do resenhista Peter O' Sagae
por Peter O' Sagae

Quem foi que inventou o trem? Um jesuíta belga que presenteou o imperador chinês com um carrinho movido a vapor, um militar francês ou um engenheiro inglês? E o trem para quê serve, senão para brincar ou carregar munição, fazer avançar a revolução industrial, redesenhar paisagens, unir pessoas — e até mesmo dividir a aventura da própria literatura em antes e depois da locomotiva?

Entre nós, a primeira viagem de trem rolou no tempo de Dom Pedro II e, passados uns setenta anos, a força e a velocidade dos trens conquistariam lugar especial no modernismo brasileiro. Em todas as três artes: Tarsila do Amaral pintou uma série de quadros inspirados em comboios e estações, como Estrada de Ferro Central do Brasil (1924); Villa-Lobos compôs a toccata O Trenzinho do Caipira, para a famosa suíte das Bachianas Brasileiras No. 2 (1933); e Manuel Bandeira nos deu os versos do "Trem de Ferro", com a publicação da antologia Estrela da manhã (1936), em uma tiragem de apenas cinquenta exemplares com o financiamento de cinquenta amigos do autor.

Hoje o poema é uma peça chave da literatura brasileira para leitores de todas as idades e gerações. É comum ter atenção logo aos primeiros versos: café com pão, café com pão, imitando o próprio som da máquina pondo-se em marcha, num comecinho de manhã... e a voz mesma da locomotiva reclamando da lentidão, pois precisa de muito fogo, muita força para ver tudo o que é bicho e povo na sua frente fugindo. O trem de ferro fala a língua correta do povo, ao mesmo tempo que descortina o cenário de suas viagens, mas o trem de ferro também traz lembranças de perrengues com oficiais do Estado, do beijo molhado da menina de vestido verde e da saudade que tem do sertão... Ora, o trem de ferro não é só a máquina, ele é o brasileiro que precisa de muita força para levantar e trabalhar.

Com as ilustrações de Gian Calvi, o poema transformou-se em um livro que evoca a viagem da infância: é um colorido trem de brinquedo que atravessa o campo, a cidade, a praça, o porto, as economias tão diferentes da indústria e do carrinho de milho, os meios de transporte reais e imaginários, a inclusão, o futuro, para terminar num explosivo céu vermelho.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 0-2, 3-5, 6-8, 9+
Ano: 2013
País: Brasil
ISBN: 9788526018501
DIMENSÕES E ACABAMENTO
22 cm x 27.6 cm x 0.2 cm
Peso: 140 g
Páginas: 20
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Autoconhecimento e autocuidado, Empatia e cooperação, Responsabilidade e cidadania, Repertório Cultural, Trabalho e Projeto de Vida
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se divertir, Para se emocionar
GÊNEROS
Poesia
ASSUNTOS
Trabalho, Ócio, Tempo livre, Brasil, Costumes antigos, Viagem, Meios de transporte, Brinquedo, Trem, Cidades brasileiras, Poesia, Poesia Social, Cotidiano rural
SOBRE MANUEL BANDEIRA
Foto do autor Manuel Bandeira
Poeta, professor de literatura, tradutor, crítico literário e da arte, este é Manuel Bandeira. Integra a Geração de 22 que fez acontecer a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. Na segunda noite do evento, seu poema “Os Sapos” foi lido por Ronaldo de Carvalho, entre vaias e gritos da plateia, por tratar-se de uma provocação crítica aos poetas parnasianos que, até então, dominavam o gosto literário do público brasileiro. Sua estreia nas letras brasileira deu-se com A cinza das horas (1917) e encerraria com a publicação de Estrela da vida inteira (1968), totalizando onze livros de poesia, além de outros volumes de prosa que compreende crônica, história da literatura e breves ensaios. Os temas mais correntes em sua produção poética são o pessimismo, a morte e também o erotismo, os pequenos revezes da vida cotidiana descrita com certo descaso e um humor corrosivo.
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SOBRE GIAN CALVI
Foto do autor Gian Calvi
Gianvittore Calvi, conhecido como Gian Calvi, foi um ilustrador italiano radicado no Brasil em 1949. Trabalhou como consultor de organismos internacionais para criação dos materiais educativos. Coordenou o curso-oficina "Vejo as coisas de outro jeito" de criatividade em comunicação para autores, ilustradores, educadores. Tem trabalhos realizados na America Latina para UNICEF, UNESCO, Banco Mundial, BID, PNUD e Secretarias de Educação e Desenvolvimento Socioambiental em diversos países.
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