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O URSO QUE NÃO ERA

Texto: Frank Tashlin

Ilustração: Frank Tashlin

Tradutores: Dani Gutfreund

Editora:
Frank Tashlin, mestre da animação norte-americana, traz a possibilidade de crianças e adultos se divertirem e refletirem sobre identidade, as diferentes nuances do olhar do outro e sua influência sobre nós por meio da leitura de O URSO QUE NÃO ERA.
SINOPSE
Foto do resenhista Lucélia Souza
por Lucélia Souza

A revoada dos gansos em direção ao sul e o cair das folhas amareladas dos galhos indicam que o inverno se aproxima e é chegada a hora de um urso que se preze hibernar. Foi em uma terça-feira que o Urso encontrou uma gruta para se instalar e ali caiu no sono. No dia seguinte, quarta-feira, a floresta foi tomada por uma multidão de homens munidos de mapas, sondas, cartografando todos os espaços em cima e ao redor da gruta. Depois, escavadeiras, tratores, serras, machados e muito mais homens chegaram. Construíram uma fábrica em cima da gruta onde o Urso adormecia. E, embaixo de um dos prédios da fábrica, bem lá no fundo da gruta, o Urso acordou, pestanejou, bocejou e arregalou os olhos: onde estava a floresta, a grama, as árvores e as flores? Assustado e desorientado, o Urso surgiu no meio da fábrica. Passou despercebido aos olhares dos operários que apressados e frenéticos trabalharam ininterruptamente. Foi quando o chefe notou:

- Ei você ai, volte ao trabalho!

- Eu não trabalho aqui. Sou um urso!

Afirmações e argumentos não são suficientes para convencer o chefe, o diretor-geral, o terceiro vice-presidente, o segundo vice-presidente, o primeiro vice-presidente e tão pouco o presidente da fábrica. Para todos eles, era apenas uma desculpa, de “um homem bobo que precisava fazer a barba e usava um casaco felpudo”, para não trabalhar. E foi assim que, meses após meses, ele trabalhou em uma grande máquina até a fábrica fechar e todos os operários retornaram para suas casas. E o urso, para onde retornaria após ter sua vida e seu habitat modificados? Sozinho, ele precisou encontrar seu caminho, seu lugar de pertencimento e buscar a reafirmação de sua identidade. Nesta fábula original de 1946, o clássico cartunista, roteirista e diretor de desenhos como Pernalonga, Patolino e Gaguinho, Frank Tashlin, traz o encantamento para o leitor, de todas as idades, a partir de inúmeras camadas e possibilidades de interpretação: Seja por meio do texto, de sua disposição nas páginas ou das ilustrações (atenção aos detalhes!) com seu traço inconfundível, irônico e cheio de nonsense. A construção de nossa identidade é um processo social que necessita da validação do outro. O Urso de Frank Tashlin nos conduz a incontáveis leituras proporcionando diversão e ao mesmo tempo tecendo irônicas reflexões sobre reconhecimento, identidade, as diferentes nuances do olhar do outro, como isso afeta nossas vidas e tantos outros assuntos possíveis (sociais, ecológicos e porque não, econômicos).

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 6-8, 9+
Ano: 2018
País: Estados Unidos
ISBN: 9788575596388
DIMENSÕES E ACABAMENTO
20.6 cm x 13.2 cm x 0.8 cm
Peso: 128 g
Páginas: 60
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Comunicação, Autoconhecimento e autocuidado, Trabalho e Projeto de Vida
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se divertir
GÊNEROS
Álbum ilustrado, Fábula e história de animais, Livro sem idade
ASSUNTOS
Nonsense, Humor, Trabalho, Animais, Floresta, Identidade, Aceitação, Estações do Ano, Escolhas, Autoritarismo, Autoimagem, Absurdo, Desmatamento, Urso, Sobrevivência, Pertencimento, Compromissos
SOBRE FRANK TASHLIN
Foto do autor Frank Tashlin
Frank Tashlin, nasceu em Nova Jersey, mas viveu a maior parte de sua infância em Nova Iorque, onde na adolescência iniciou a trabalhar com animações nos primeiros estúdios da cidade. Posteriormente se muda para Hollywood, onde escreve e realiza curtas de animação para diversos estúdios. Após um tempo retira-se da animação e começa a escrever roteiros para os irmãos Marx, Lucille Ball, entre outros, e a também inicia sua carreira no cinema, trabalhando com grandes nomes da época como: Jerry Lewis, Bob Hope e Red Skelton.Em 1946 escreve O urso que não Era, um livro que sempre descreveu como sendo muito especial para si. Seguiram-se mais dois The Possum That Didn't (1950) e The World That Wasn't (1951). Para além desta trilogia, Tashlin publicaria ainda mais dois livros: Como o Circo Aprendeu a Sorrir, em 1949, gravado em disco por Spike Jones, e Como Criar Cartoons, em 1952.
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