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O MENINO E O PINTO DO MENINO

Texto: Wander Piroli

Ilustração: Lelis

Editora: SESI-SP
Divisor de águas da literatura infantil brasileira, Wander Piroli ensina quão tênue é o fio que separa os textos e os sentimentos entre adultos e crianças.
SINOPSE
Foto do resenhista Peter O' Sagae
por Peter O' Sagae

Tudo começa quando Bumba ganha um pintinho de sua professora. Voltando para casa na companhia da mãe, logo sentimos quanto podem ser diferentes a vida de uma criança e a ideia da infância, resguardada nos limites de um jardim escolar. Bumba, para manter o frágil presente, precisa escondê-lo sob a roupa — abafa os insistentes pios do animalzinho e o salto do coração de ambos, enquanto vão pelas ruas da cidade, fazem uma viagem de ônibus, adentram a portaria do prédio em que mora. O menino e o pinto sufocam. O mundo é feito de constrangimentos. É tensa a travessia. Nem mesmo a mãe quer permitir que o pinto de plumagem amarela e macia venha com o filho...

Importante texto da literatura infantil brasileira, O menino e o pinto do menino, de Wander Pirolli, foi escrito em 1972 e publicado em livro em 1975, imediatamente dividindo a opinião do público e especialistas. A ambiguidade no título traz uma pequena dose de travessura sobre o sentido literal ou figurativo do que seja o pinto do menino, uma estratégia para chamar a atenção do leitor e fazê-lo, na medida do possível, descobrir as dobras da narrativa.

Num plano, trata-se de uma história de alegria e angústia que inaugurou a tendência do realismo cotidiano na literatura para crianças, em um estilo conciso, às vezes seco, do escritor mineiro. A trama esconde um drama muito terno, comovente: as emoções do menino pulsam nos leitores frente aos demais personagens. Contudo, é também uma história a respeito das injunções sociais e da falta das liberdades: proibido criar um animal de estimação, obedecer as convenções, o condomínio, o horário extenso e exaustivo de trabalho, enfim, um cotidiano que oprime, quando o que precisaria ter lei não tem, enquanto tem o que não precisava. O pinto, o menino, a mãe e o pai do menino vivem todos lágrimas e sonhos.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 9+
Ano: 2017
País: Brasil
ISBN: 9788550406107
DIMENSÕES E ACABAMENTO
20 cm x 13 cm x 0.5 cm
Peso: 200 g
Páginas: 48
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Autoconhecimento e autocuidado, Empatia e cooperação, Responsabilidade e cidadania, Conhecimento
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se emocionar
GÊNEROS
Realismo crítico, Conto, Realismo cotidiano
ASSUNTOS
Família, Paternidade, Maternidade, Preocupação, Mãe, Amor pelos animais, Morte, Tristeza, Trabalho, Cidade, Brasil, Sofrimento, Liberdade, Moradia e habitação, Pai, Convivência social, Cuidados, Ditadura militar, Animal de estimação, Bicho de estimação, Ditadura, Sociedade, Cidades brasileiras, Prédio, Apartamento
SOBRE WANDER PIROLI
Foto do autor Wander Piroli
Nasceu na Lagoinha, bairro periférico da capital mineira. Formou-se em Direito, mas atuou por pouco tempo em causas trabalhistas. Como jornalista, trabalhou em várias redações de Belo Horizonte entre os anos de 1950 e 2000, consagrando-se como um dos maiores cronistas de seu tempo.Lançou seu primeiro livro em 1966, A mãe e o filho da mãe, depois, publicou contos, crônicas, alguns especialmente dedicados a crianças e jovens. Lançando o olhar sobre as mazelas da periferia mineira.
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SOBRE LELIS
Foto do autor Lelis
Ilustrador e quadrinista, atua no jornal Estado de Minas, com trabalhos publicados no Brasil, França e Sérvia. Começou a carreira de ilustrador em 1986, no jornal Diário de Montes Claros. Em seguida, trabalhou para os jornais O Norte, Estado de Minas e Folha de S.Paulo. Criou histórias em quadrinhos para as revistas independentes Graffiti 76% Quadrinhos e Legenda. Em 2001, publicou o álbum Saino a percurá. Em 2004, desenhou uma série de ilustrações sobre Ouro Preto, Congonhas, São João del Rei, Tiradentes e Diamantina, reunidas no livro Cidades do Ouro. Em 2009, publicou o álbum Últimos cartuchos, pela editora francesa Casterman. Pela mesma editora, publicou Guele Noire em 2015. Ainda em 2009, Lelis foi um dos autores selecionados para a antologia sérvia Stripolis, que reuniu histórias em quadrinhos de artistas da República Tcheca, Polônia, Canadá, EUA, Itália e Bélgica. Foi também incluído na segunda edição da coletânea canadense The Anthology Project (Lucidity Press), em 2011. Em 2019, ilustrou o álbum francês Popeye: Un Homme à la Mer, escrito por Antoine Ozanam.
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