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O HOMEM QUE FOI UM MAPA

Texto: Ignacio Padilla

Ilustração: Rafael Barajas

Tradutores: Fernando Paz

Editora: SESI-SP
Quimera foi um antigo povoado de pescadores e ainda hoje guarda muitos segredos. Lá viveu Hipotálamo, nunca ouviu falar? Séculos se passam e suas histórias são reescritas e mapeadas, tão imensas são a imaginação e a História construídas pela humanidade.
SINOPSE
Foto do resenhista Dauana Vale
por Dauana Vale

Após perder um olho, uma perna, uma mão – só um instante para eu conferir se foi só isso mesmo... sim, foi isso – Hipotálamo recebe alguns tostões e uma medalha de bronze em nome dos seus serviços prestados ao império de Micróbio e volta para casa. Passada uma vida inteira em combate, o guerreiro teria todo o tempo do mundo. Agora, ele poderia velejar em seu barco, olhar pela janela, andar pelas ruas, conversar, contemplar, ter dúvidas e encontrar tesouros.

Após presenciar uma cena em que Arquimedes demonstra toda a sua inteligência, Hipotálamo decide se tornar também um homem muito sábio e se dedica a isso. Descobre o ponto de apoio que moverá o mundo, mas não é levado a sério pelo mestre. Derrotado, pede pelo seu fim, deixando o seu cachorro amarelo desolado. Faz falta aos pescadores de sua vila e, pouco a pouco, suas mensagens e memória se espalharam por outros povoados. E em Quimera, cada dia mais pessoas buscam o lugar com uma mensagem divina. Era tanta gente em busca desse tesouro que foi preciso construir um labirinto para protegê-lo. Com o passar do tempo, e de tantas histórias recriadas a respeito do labirinto, poucos sabiam a sua verdadeira origem. Até que a força da natureza se ergue sobre Quimera, e arrasta o labirinto e os segredos de Hipotálamo para sempre da face da Terra.

Bem, acontece que, muitos, muitos anos depois, um grupo de monges decide recolher as histórias sobre Quimera e as reunir em um livro. E uma das histórias que gostavam muito é a do homem que conseguiu fugir da cidade antes de seu fim trágico, com o mapa do labirinto em mãos, que depois foi tatuado nas costas dos gêmeos Hércules e Íficles, para que alcançassem o melhor lugar do mundo.

É uma história sem fim. Professores buscam respostas, querem experimentar esse mistério, fazem apontamentos que nos fazem crer que de fato, tudo está interligado, e que o mundo, com todas as diferenças e distâncias, é um só. No livro, há muitas histórias verdadeiras e lendárias, todos temos um pouco de inventor, filósofo, herói e louco!

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 9+
Ano: 2016
País: México
ISBN: 9788582058442
DIMENSÕES E ACABAMENTO
18.8 cm x 13.2 cm x 0.6 cm
Peso: 90 g
Páginas: 84
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Comunicação, Autoconhecimento e autocuidado, Empatia e cooperação, Responsabilidade e cidadania, Conhecimento, Repertório Cultural, Trabalho e Projeto de Vida
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se emocionar
GÊNEROS
Novela, Narrativa de aventura
ASSUNTOS
Nonsense, História Geral, Filosofia, Disparates, Absurdo, Piratas, Humildade, Exageros, Ideias, Conhecimento, Sátira, Tontos e sabichões, Arquimedes, Invenções, Personalidades históricas, Vaidade, Soberba, Verdade, Mentira, Idade Antiga, Cidades lendárias
SOBRE IGNACIO PADILLA
Foto do autor Ignacio Padilla
Graduado em Comunicação (Universidad Iberoamericana), com Mestrado em Literatura Inglesa (Universidade de Edimburgo) e Doutorado em Filosofia em Literatura Hispano-Americana (Universidade de Salamanca). No início dos anos 1990, Padilla trabalhou como diretor editorial da publicação latino-americana da revista Playboy , ao mesmo tempo em que escrevia sua coluna, "El baúl de los cadáveres", na revista literária mexicana Sábado. Em 1996, Padilla se juntou a amigos de longa data e colegas escritores Jorge Volpi, Eloy Urroz , Pedro Ángel Palou García e Ricardo Chávez Castañeda , que apresentaram coletivamente uma proposta baseada em sua crítica literária e opiniões pessoais sobre a literatura mexicana e latino-americana. Essa crítica literária, uma reação ao boom latino-americano , ficou conhecida como o Manifesto do crack e foi apresentada como um meio para os autores mexicanos encontrarem sua própria voz e escreverem além do realismo mágico . Padilla publicou romance, ensaio, infantil, pelos quais recebeu vários prêmios literários.
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SOBRE RAFAEL BARAJAS
Foto do autor Rafael Barajas
Rafael Barajas Durán é pintor, cartunista, caricaturista, ativista político de esquerda, escritor e ilustrador de livros para crianças, também conhecido pelo pseudônimo El Fisgón. Filho de uma catalã emigrada depois da Guerra Civil Espanhola e de um médico psicanalista, Barajas estudou arquitetura até os vinte anos ao descobrir sua vocação para defender ideias através de imagens e mensagens ligeiras, satíricas e sarcásticas. Entre diversos importantes reconhecimentos, estão o Prêmio Manuel Buendia de Imprensa Jovem 1987, o Prêmio Constantino Escalante 1996, oferecido pelo Club de Periodistas, o Prêmio Nacional de Jornalismo do México 1999, a Bolsa Guggenheim, entre 2002-2003, e o La Catrina, da Feira Internacional do Livro 2010.
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