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O PEQUENO PATACHU

Texto: Tristan Derème

Ilustração: André Hellé

Editora: Piu
Talvez a infância contenha pouca coisa para ser lembrada, se não temos um tio como o tio Felipe, para acreditar em nossas histórias e resolver escrevê-las.
SINOPSE
Foto do resenhista Peter O' Sagae
por Peter O' Sagae

Já se passou muito tempo, desde o tempo que as crianças costumavam ganhar rotineiramente um apelido devido a uma característica física ou após uma peripécia dentro de casa ou na cozinha, por exemplo, comendo toda a massa para fazer bomba de creme. No entanto, é desta maneira que somos apresentados ao curioso e sonhador Patachu, um garoto de seis anos que um dia comeu toda a massa de manteiga, farinha, água e ovo, e fora logo ameaçado que, se repetisse a artimanha mais uma vez, seria devorado por toda gente!

Patachu mora em um sítio nos arredores de Paris, tem uma galinha chamada Clitenestra e um gato, o Clodomiro, que ele adora puxar pelo rabo. Sonha com tigres, cavalos, elefantes e gostaria muito que as árvores das cidades dessem frutos doces. Mas o principal é ter o Filipe, um tio jornalista que, afinal, é o narrador dos breves casos e memórias do menino. Assim, antes de ser uma aventura que se desenrola num fôlego só, temos aqui uma série de cenas que funcionam como um álbum de fotografias, revelando o jeito de ser Patachu.

As histórias foram publicadas em 1929, com o título original Patachou, petit garçon, e trata de ser uma miscelânea de reflexões, descrição do cotidiano e fragmentos de poesia. Já as ilustrações de André Hellé apareceriam em uma edição de 1932, empregando poucas cores em suas litografias

De tal modo, os leitores contemporâneos podem adivinhar que é muito mais o universo adulto que se deixar encantar e encharcar-se por uma visão gentil e pueril da existência. Os textos foram concebidos num período entre guerras e decanta as águas da Escola da Fantasia francesa, da qual Tristan Derème foi um dos fundadores. Como um exemplo do realismo mágico europeu na literatura para crianças, muitos especialista também apontam que Patachu é uma das principais e prováveis inspirações para Antoine de Saint-Exupéry compor seu O Pequeno Príncipe, de 1944. Mas é Patachu, com seu sabor adocicado com um bolinho ou leite de amêndoas com flor de laranjeira, quem nos faz acreditar que há por aí um professor Noel, que se pode cavalgar nas costas de um esturjão, que o Clodomiro, o gato filósofo, crescerá e será um tigre... que mia!

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 9+
Ano: 2017
País: França
ISBN: 9788593660047
DIMENSÕES E ACABAMENTO
23 cm x 17.5 cm x 0.4 cm
Peso: 300 g
Páginas: 56
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Autoconhecimento e autocuidado, Empatia e cooperação, Responsabilidade e cidadania, Trabalho e Projeto de Vida, Argumentação
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se divertir, Para se emocionar
GÊNEROS
Conto, Realismo cotidiano, Realismo mágico
ASSUNTOS
Brincadeiras, Infância, Animais reais e imaginários, Curiosidade, Mundo interior, Fantasia, Imaginação
SOBRE TRISTAN DERÈME
Foto do autor Tristan Derème
Tristan Derème é um poeta e escritor francês que viveu muitos anos em Paris, onde desenvolveu atividades literárias, em paralelo aos trabalhos de cobrador de impostos ou à carreira política como secretário deputados após a Primeira Guerra Mundial. Foi um dos fundadores de École Fantaisiste, em 1912, porém os conflitos que abalaram o país também diminuíram o interesse e a expectativa dos leitores por mundo composto de fantasia e sonhos infantis.
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SOBRE ANDRÉ HELLÉ
Foto do autor André Hellé
André Hellé é o pseudônimo de André Laclôtre, um pintor e decorador francês que também foi litógrafo, ilustrador e criador de brinquedos para crianças, do mais inovadores. Colaborou para diversos jornais, de 1899 a 1937, além da prensa para jovens e pequenos leitores, como La Joie des enfants e Le Jeudi de la jeunesse. Unindo seu talento para a imagem em diálogo com outras artes, o balé, a música, o teatro e o libreto, vale destacar as publicações de La Boîte à joujoux, a partir da música de Claude Debussy (1913), French Toys (1915), Alphabet de la Grande Guerre: por les enfants de nos soldats (1917), Fables de La Fontaine (1922), L’Arche de Noé (1925), L’Enfant et les sortilèges, do balé de Maurice Ravel (1925), Le Tour du monde en 80 pages (1927), Pin pon d’or: comptines, formulettes, berceuses, rondes, ritournelles (1939) etc.
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