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MAIS COM MAIS DÁ MENOS

Texto: Bartolomeu Campos de Queirós

Ilustração: Marcelo Drummond, Marconi Drummond

Editora: RHJ
Um caminho de reflexão sobre os valores da nossa sociedade, com um texto profundo de Bartolomeu C. de Queirós. Vamos somar essa história e dividir nossas experiências?
SINOPSE
Foto do resenhista Lucélia Souza
por Lucélia Souza

Se desde pequeno temos mãos longas somente aptas a receber, tornamos a nossa existência focada em acumular e desejar tudo que é alheio, conjugando sempre verbos como juntar, somar, guardar, multiplicar, querer; e nunca verbos como dividir, compartilhar. Dessa forma, o resultado da soma dos verbos é sempre mais com mais igual a menos. Menos amigos, menos brincadeiras e menos felicidade.

Nesse texto reflexivo e profundo de Bartolomeu Campos de Queirós, acompanhamos o desenvolver de um menino, que “penteava o cabelo para trás para não reparti-lo”. Muitos admiravam o seu empenho em guardar e preservar suas coisas, e o fato de que sempre queria somar e multiplicar, o que todos os adultos engrandeciam, pois ele se tornaria um homem de sucesso e era um exemplo na família e na escola. 


E cada vez que era elogiado, mais vaidoso ele ficava e mais sonhava em ter.  Nunca estava feliz. Estava sempre atento para todos os objetos que seus olhos alcançavam. Era seu desejo trazer, para dentro de si, tudo que estava fora. Quanto mais conseguia, mais guardava.


Em uma escrita poética e política, usando a metáfora matemática da operação de sinais, o escritor explora a valorização demasiada da posse e do ter na sociedade. E como podemos nos perder nos anseios de tudo querer e como isso afeta a nossa visão de mundo e as relações com as pessoas ao nosso redor.


Em seus guardados possuía brinquedos não brincados, roupas não usadas, livros não lidos. Possuía nenhum amigo. O que mais sentia era inveja, ciúmes, despeito. Só se aborrecia ao descobrir o que os outros possuíam, e ele ainda não.


Para acompanhar esse texto profundo e intenso, os irmãos Drummond em um projeto gráfico e ilustrações modernas e instigantes, trazem os símbolos de acumulação de nossa sociedade com objetos citados no texto, dando a eles mais sinais de acumulação e posse... como uma mala, com outra mala dentro; um guarda roupa, com objetos dentro, tudo muito hermeticamente fechado.

Pare um pouco a sua rotina, sente-se, leia esse livro e reflita se é possível vislumbrar algum dia em que mais com mais dará mais!

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 9+
Ano: 2011
País: Brasil
ISBN: 9788571532618
DIMENSÕES E ACABAMENTO
31 cm x 18.4 cm x 0.4 cm
Peso: 299 g
Páginas: 32
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Empatia e cooperação, Responsabilidade e cidadania, Trabalho e Projeto de Vida
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se emocionar
GÊNEROS
Realismo crítico, Crônica, Prosa poética
ASSUNTOS
Família, Egoísmo, Poder, Inveja, Cobiça, Ciúme, Escola, Relações Humanas, Dinheiro, Riqueza, Disciplina, Avareza, Coletividade, Esperança, Ética, Caráter moral, Capitalismo, Opressão, Sociedade, Educação dos filhos
SOBRE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS
Foto do autor Bartolomeu Campos de Queirós
Bartolomeu Campos de Queirós foi um importante escritor da literatura brasileira, escrevendo para uma faixa de leitores entre a criança e o jovem adulto, leitores sonhadores ávidos de lirismo. Suas obras são caracterizadas principalmente por reminiscências de infância, onde a vida simples e pacata se multiplica entre as relações com os parentes, a proibição de sair à rua para brincar, as crenças religiosas, a melancolia de uma felicidade alcançada só à força das miudezas, do mar distante, da solidão tão cheia de dúvidas, das imagens que brotam da palavra literária.
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SOBRE MARCELO DRUMMOND
Possui graduação em Design Gráfico pela Universidade do Estado de Minas Gerais , e doutorado junto ao programa "Estudios Avanzados en Producciones Artísticas" da Universidad de Barcelona, Espanha, cujo objeto analisa a gráfica vernácula brasileira.
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SOBRE MARCONI DRUMMOND
Natural de Itabira, Marconi Drummond é artista gráfico e artista plástico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Desde 2006, é curador do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, cidade onde vive e trabalha. Assinou inúmeros projetos curatoriais e expografias, entre elas Ptyx: o poeta fala ao menino que conversa com o poeta, em comemoração ao centenário do escritor Carlos Drummond de Andrade. Foi diretor da escola de arte da fundação Ouro Preto. Em parceria com o irmão Marcelo Drummond, assinou numerosos projetos editoriais, quase todos ligados a instituições culturais.
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