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CHAPEUZINHO AMARELO

Texto: Chico Buarque

Ilustração: Ziraldo

Editora: Autêntica
Não era uma vez, mas era a Chapeuzinho Amarelo. Neste texto bem conhecido da literatura para crianças, muitos significados se lançam do livro para fora, para aprendermos um jeito de levar e refazer a vida.
SINOPSE
Foto do resenhista Peter O' Sagae
por Peter O' Sagae

Em 1977, Chico Buarque visitou a terra dos contos de fadas e de encantamento com a canção João e Maria, uma valsinha com ares românticos que fala de muitas coisas, a propósito de tudo parecer uma brincadeira de criança, num quintal, no tempo do agora-eu-era-herói. No entanto, é preciso ler as dobras, o desejo de brincar = viver em liberdade, o que significa uma inesperada partida e como se proteger de uma noite que não tem mais fim... A data de um texto ou de um livro é importante para lermos a linha da narrativa e do contexto.

Na mesma época, Chico deveria estar também trabalhando nos versos de Chapeuzinho Amarelo que logo mais conquistaria, com as ilustrações de Donatella Berlendis, o selo “Altamente Recomendável” da FNLIJ, em 1979 – Ano Internacional da Criança. A história escarafuncha o medo do medo do medo que uma menina sente por um lobo que talvez nem exista: um lobo que nunca se vê deve mesmo morar do outro lado da montanha, num buraco da Alemanha, lembrando-nos dos contos coletados pelos irmãos Grimm. Lidando com rimas e jogos semânticos da palavra, a chapeuzinho aqui não tem nada de vivo ou vermelho, tem uma aparência pálida e encolhida, não brincava, também não falava nada pra não engasgar, sua infância amarela era uma lista de negativas à vida.

Até que, um dia, a sombra e o carão do lobo apareceu diante dela. É isso o que dá pensar, sonhar, esperar pelo lobo. Porém o inesperado acontece... De tanto berrar seu nome para provar que era uma figura para termos medo, o lobo se esvazia no eco das sílabas e vira bolo. A menina devora o próprio medo? Não, ela prefere bolo de chocolate e passa a transformar tudo o que limita a sua vontade de brincar = viver, desconstruindo a imagem, o conceito, o discurso por trás das coisas. Tantos anos já passados do lançamento do livro, agora com ilustrações do Ziraldo que dá cabelos arco-íris à menina do chapéu amarelo, quem será nosso juiz, como anda nosso juízo, quem faz as leis para a gente ser feliz?

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 0-2, 3-5, 6-8, 9+
Ano: 2017
País: Brasil
ISBN: 9788551301821
DIMENSÕES E ACABAMENTO
20.4 cm x 22.5 cm x 0.6 cm
Peso: 600 g
Páginas: 36
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Comunicação, Autoconhecimento e autocuidado, Empatia e cooperação, Conhecimento, Repertório Cultural, Argumentação
PRÊMIOS
Láurea Altamente Recomendável FNLIJ
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se divertir
GÊNEROS
Álbum ilustrado, Poesia, Conto de Fadas, Reconto
ASSUNTOS
Brincadeiras, Infância, Superação, Medo, Lobo, Animais reais e imaginários, Liberdade, Aparência, Trocadilho, Intertextualidade, Transformação Pessoal, Releitura, Desconstrução, Chapeuzinho Vermelho, Protagonismo infantil
SOBRE CHICO BUARQUE
Foto do autor Chico Buarque
Um dos maiores nomes da música popular brasileira, desde que lançou seu primeiro disco em LP e, aos dezoito anos, ganhou um Festival com a canção A banda, Francisco Buarque de Hollanda ou apenas Chico é não apenas compositor e cantor, mas também dramaturgo, ator e escritor. No campo das letras, conquistou três vezes o Prêmio Jabuti com os romances Estorvo (1992), Budapeste (2004) e Leite derramado (2010), foi eleito Livro do Ano em 1992 e ganhador do Prémio Camões em 2019, pelo conjunto de sua obra.
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SOBRE ZIRALDO
Foto do autor Ziraldo
Cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro. É o criador do personagem de quadrinhos infantil “O Menino Maluquinho”. Foi um dos fundadores da revista humorística “O Pasquim”. Formou-se em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais, em 1957 e no mesmo ano foi trabalhar na revista O Cruzeiro, publicação de grande prestígio na época. Em 1960 lançou a revista em quadrinhos: A Turma do Saci Pererê, a primeira feita por um só autor e a primeira feita em cores no Brasil. Em 1963 ingressou no Jornal do Brasil. Em 1964 lançou a revista O Pasquim, da qual participavam diversos críticos do regime militar, como os cartunistas Jaguar e Henfil. Em 1969, Ziraldo lançou seu primeiro livro infantil FLICTS. Em 1980, lançou o livro O Menino Maluquinho, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil. O livro foi adaptado para o teatro, televisão, quadrinhos, videogames e cinema. As obras de Ziraldo já foram traduzidas para diversos idiomas e publicadas em revistas conhecidas internacionalmente, como a inglesa Private Eye, a francesa Plexus e a americana Mad. Em 2008, Ziraldo recebeu o VI Prêmio Ibero Americano de Humor Gráfico Quevedos. O prêmio recebido pelo cartunista deveu-se à importância social e artística do autor. Ziraldo é autor de mais de 130 livros.
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