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ABARÉ

Texto: Graça Lima

Ilustração: Graça Lima

Editora: Paulus
Um garoto indígena vive aventuras na companhia de seus amigos da floresta. Da contemplação ao perigo, ele nunca está sozinho.
SINOPSE
Foto do resenhista Dauana Vale
por Dauana Vale

No Brasil, segundo o Senso de 2020, há 7.103 localidades indígenas. Nelas, há povos diversos com seus costumes e leis particulares. Entre eles há alguns princípios semelhantes, como o respeito à natureza e aos animais, o que vemos transbordando neste livro-imagem composto por Graça Lima.

Na página dupla que abre a primeira cena da história, está um garotinho indígena no meio da floresta. À primeira vista, podemos pensar que se trata de um episódio triste, pois ele está, aos nossos olhos, sozinho entre as árvores, numa terna paleta de cores verdes com marrom. Para nosso engano, é apenas sua travessia entre um abaré e outro até chegar à contemplação do nascer do sol, que também é seu abaré – abaré significa amigo na língua tupi-guarani.

Ao mergulhar com o boto, o protagonista torna-se mais um integrante do rio, entre tantos peixes. Na fantasia que a obra transmite, a bravura e o conhecimento do garoto sobre o comportamento dos animais é tão natural que ele é capaz de convencer um jacaré a refazer sua rota e deixar sua caça para depois. Engraçado é como ele se diverte quando encontra um bando de macacos: pula, salta, imita os bichos com humor... até surgir um grande perigo! É a feroz onça-pintada que chega, os assusta e os ameaça com presas e rugido aterrorizantes! Mas só até o garoto se recordar do que precisa fazer para colocar a bichana pra correr. Fauna, flora e criança reunidas, brincantes e antagônicas mas entrelaçadas no meio em que vivem. Pertencentes a uma só natureza.

Bem, o dia do garotinho é mesmo repleto de emoções. E ele conta tudo isso aos seus ao retornar à tribo, de frente para a fogueira, banhado pela lua.

A autora cria uma aquarela para cada cena, na tentativa de nos aproximar do que de fato é a exuberância da floresta. Nesta edição, ao final, relata a origem da ideia do livro e nos questiona: “E o seu abaré? Quem ou o que é?”.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 0-2, 3-5
Ano: 2009
País: Brasil
ISBN: 9788534930222
DIMENSÕES E ACABAMENTO
20.5 cm x 20.5 cm x 0.3 cm
Peso: 147 g
Páginas: 40
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Autoconhecimento e autocuidado, Conhecimento, Repertório Cultural
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se divertir
GÊNEROS
Livro-imagem, Conto
ASSUNTOS
Cultura indígena, Brincadeiras, Amizade, Natureza, Jacaré e crocodilos, Animais, Floresta, Fauna, Fantasia, Moradia e habitação, Comunidade indígena, Aldeia, Imaginação
SOBRE GRAÇA LIMA
Foto do autor Graça Lima
É considerada uma das maiores ilustradoras brasileiras. Formada em Comunicação Visual pela Escola de Belas Artes da UFRJ e fez o Mestrado na PUC-Rio. Ganhou vários prêmios com seu trabalho, entre eles os da FNLIJ Prêmio Luis Jardim, Prêmio Malba Tahan, Prêmio O Melhor para o Jovem e muitos Altamente Recomendável. Foi indicada entre os finalistas para o prêmio Jabuti muitas vezes e recebeu em 1982, 1984 e 2003 este prêmio na categoria de ilustração. Fora do Brasil recebeu quatro vezes a Menção White Ravens da Biblioteca de Munique na Alemanha. Alguns de seus trabalhos já viajaram por outros países e foram publicados em catálogos Internacionais como o Catálogo de Ilustradores da Feira de Barcelona, na Espanha; o da Feira de Frankfurt, na Alemanha, o Catálogo da Feira da Brastslávia; e o Catálogo Brazil a Bright Blend of Colours, feito pela FNLIJ para divulgar o trabalho dos ilustradores brasileiros. Também atua como professora de Metodologia Visual na Escola de Belas Artes da UFRJ.
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