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A BICICLETA QUE TINHA BIGODES

Texto: Ondjaki

Ilustração: António Jorge Gonçalves

Editora: Pallas
O menino precisa criar uma boa história para vencer e ganhar o grande prêmio do concurso da Rádio Nacional de Angola: uma bicicleta colorida.
SINOPSE
Foto do resenhista Dauana Vale
por Dauana Vale

Ondjaki, escritor angolano, cria uma trama a partir de fatos históricos recentes de seu país. Num cenário de bairro, é possível perceber pinceladas da rotina de um povo atravessado por guerras e embates políticos, mas tudo à base de encanto, bom humor e senso de coletividade.

Um menino deseja muito ganhar o concurso promovido pela Rádio Nacional. A criança que escrever e enviar a melhor história leva para casa uma bicicleta colorida. Como não é bom em ficção, resolve pegar uma das ideias que o tio Rui guarda dentro de uma caixa. Mas não se trata de uma caixa qualquer. É praticamente um cofre de ideias do tio Rui, todas saídas cintilantemente do bigode deste sábio senhor. O protagonista, na companhia de seus amigos Isaura e JorgeTemCalma, arma o plano para fisgar este tesouro e finalmente se inscrever no concurso que tanto deseja.

Bem, o plano não sai lá como o combinado, mas o menino consegue realizar sua inscrição e nos aponta a beleza do processo, do caminho. A busca pelo que almejamos, por si só, tem um valor imenso.

Os diálogos com tio Rui são pura filosofia, ora carregados de riso, ora de reflexão:

- Tio Rui, os silêncios afinal servem pra quê?

- Para as pessoas estarem umas com as outras.

Enquanto o país está assolado por uma guerra, cada vez mais próxima de onde vivem, as personagens pulsam vida por todos os lados, riem de si mesmas, enobrecem a natureza, a infância, a velhice e as palavras sábias, ainda que lhes falte luz. A escrita de Ondjaki é metafórica e conduzida por um profundo respeito à cultura angolana. A edição brasileira mantém a grafia e o léxico do português de Ondjaki e anexa um glossário no final das páginas para que o leitor busque compreender o que quer dizer, por exemplo: bué, cambuta, masé, petromax.

A capa e as ilustrações são do artista António Jorge Gonçalves. Para Ondjaki muitos angolanos pobres continuam andando às escuras, por isso o Gonçalves fez cada abertura de capítulo com um fundo preto (seriam estrelas ou poeira de luz?). 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 9+
Ano: 2012
País: Angola
ISBN: 9788534704809
DIMENSÕES E ACABAMENTO
20.5 cm x 13.6 cm x 0.6 cm
Peso: 136 g
Páginas: 92
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Autoconhecimento e autocuidado, Empatia e cooperação, Responsabilidade e cidadania, Conhecimento, Repertório Cultural, Argumentação
PRÊMIOS
Prêmio FNLIJ - Literatura em língua portuguesa, Prêmio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se divertir, Para se emocionar
GÊNEROS
Novela, Realismo crítico, Realismo histórico, Realismo cotidiano
ASSUNTOS
Protagonismo negro, Empatia, Bicicleta, Amizade, Guerra, Amor pelos animais, Representatividade, Altruísmo, Escuridão, História Geral, Avó, União, Convivência, África, Vínculos Afetivos, Solidariedade, Rádio, Esperança, Sensibilidade, Sociedade
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO
Periódicos UFSC - Artigo
SOBRE ONDJAKI
Foto do autor Ondjaki
Ndalu de Almeida, nasceu em 1977 em Luanda, Angola. Poeta e escritor, iniciou seus estudos em Portugal na Universidade de Coimbra onde cursou sociologia, posteriormente de doutorando em estudos africanos na Itália. Além de escritor, também é ator e diretor, sendo sua obra mais famosa Oxalá cresçam pitangas - Histórias de Luanda.
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SOBRE ANTÓNIO JORGE GONÇALVES
Foto do autor António Jorge Gonçalves
Nascido 1964, em Lisboa, Portugal, António Jorge Gonçalves é cartoonista, performer visual, ilustrador, cenógrafo e professor português. Trabalhou no projeto de diversas novelas gráficas e colaborou com vários autores na criação de livros onde texto e imagem se relacionam de forma exploratória.Criou o projeto Subway Life, desenhando pessoas sentadas no Metro em 10 cidades do mundo. Semanalmente publica tirinhas políticas para o suplemento Inimigo Público, sendo alguns trabalhos publicados também nos jornais Le Monde e Courrier Internacional, e premiados no World Press Cartoon.
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