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VIAGENS DE GULLIVER

Texto: Jonathan Swift

Ilustração: Thomas Morten

Tradutores: Luis Reyes Gil

Editora: Autêntica
Imagine um lugar onde tudo o que você diz sobre o seu país é tomado muito a sério. Certamente, você está em Lilliput. Agora pense em outro lugar onde tudo o que você disser entra e sai pelos ouvidos como fake news. Você estará em Brobdingnag!
SINOPSE
Foto do resenhista Peter O' Sagae
por Peter O' Sagae

Clássico da literatura inglesa, este romance de 1726 é um bom exemplo de como viajam as histórias por diferentes públicos, épocas, formatos e versões. A propósito das aventuras marítimas de um inquieto médico-cirurgião, o Sr. Lemuel Gulliver, a estranhos países distantes, a obra, ao mesmo tempo que faz uma sátira aos livros de viagens fantasiosas, carrega consigo uma crítica mordaz à ambição humana e às instituições políticas, jurídicas, científicas e econômicas: uma crítica que vai diretamente ao ponto de males, injustiças e inconvenientes até hoje sem remédio ou solução.

Sem economizar descrições fantásticas e absurdas, o texto de Jonathan Swift é dividido em quatro partes. A narrativa fora endereçada a adultos, porém as velas abertas à fantasia logo despertariam a atenção de jovens leitores e das crianças. O texto original sofreu uma série de alterações, ora reduzido, ora fragmentado, até mesmo copiado sem o nome do escritor, para que pudesse atender a muita gente interessada no acesso a um livro e à leitura de ficção, tornando essas viagens numa literatura bastante popular ao longo de quase três séculos. O livro converteu-se em álbuns ilustrados, filmes de longa duração, séries de desenho animado etc.

Mas, das histórias em torno do livro para dentro da história, vemos quanto Gulliver tem um gosto incansável pelas aventuras e por desbravar os horizontes de seu próprio conhecimento. Na primeira parte, abandonando o conforto de casa e a esposa Mary, sobrevivendo a um naufrágio, ele chega a Lilliput, um país de minúsculos habitantes; visto como um homem sábio, logo se torna o favorito da corte até que o rei, após hilários incidentes, cobra-lhe o serviço de subjugar a província de Blefuscu. Na segunda viagem, Gulliver é abandonado pela tripulação numa praia e vive apuros numa terra de gigantes chamada Brobdingnag, onde as notícias da política inglesa e ideias do viajante são constantes motivos de riso e piada.

Nesta edição das Viagens de Gulliver, comparecem duas das quatro grandes partidas do médico-aventureiro. Com dezesseis capítulos, o texto consta do Project Gutenberg e provém de uma edição anotada por Thomas M. Balliet, que afirmou ser praticamente uma reimpressão do original, empreendendo, contudo, alguns cortes em passagens que pudessem ofender “os ouvidos modernos” e serem inadequadas para a leitura escolar das crianças. Do livro publicado pela D. C. Heath & Co., cabe dar destaque às artes do pintor e xilogravurista Thomas Morten, feitas em 1866, com finos traços em madeira de topo.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Faixa etária: 9+
Ano: 2018
País: Grã-Bretanha (Reino Unido, UK)
ISBN: 9788551303801
DIMENSÕES E ACABAMENTO
23 cm x 16 cm x 1.5 cm
Peso: 300 g
Páginas: 192
COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC
Pensamento científico, crítico e criativo, Comunicação, Empatia e cooperação, Responsabilidade e cidadania, Conhecimento, Trabalho e Projeto de Vida, Argumentação
TIPOS DE LEITURA
Para refletir, Para se divertir
GÊNEROS
Novela, Narrativa de aventura, Narrativa de fantasia
ASSUNTOS
Poder, Aventura, Nonsense, Relações Humanas, Direitos Humanos, Viagem, Conflitos políticos, Disparates, Absurdo, Água, Meios de transporte, Navio, Mar, Estrangeiros, Gigante, Justiça social, Reis e Rainhas, Opressão, Direitos do povo, Governantes, Sátira
SOBRE JONATHAN SWIFT
Foto do autor Jonathan Swift
Jonathan Swift nasceu em Dublin e, com ano de idade, órfão de pai, foi levado secretamente para a Inglaterra; logo depois, em virtude de problemas políticos que ocorriam na época, voltaria a Irlanda. Esse vai e vem entre os dois países poderia alimentar a imaginação dos leitores quanto a sua vocação para refletir e escrever sobre difíceis temas sociais, com o balanço de uma ironia que tanto singra quanto sangra em duas direções. Ele foi poeta, panfletário político, o principal satirista em prosa da literatura inglesa, clérigo e reitor da Catedral de São Patrício. Em Dublin, obviamente. Entre suas obras, destacam-se o provocativo texto Uma modesta proposta para evitar que os filhos dos pobres sejam um fardo para seus pais ou país, e como torná-los benéficos ao interesse público (1729) e As viagens a diversas e remotas nações do mundo, em quatro partes, por Lemuel Gulliver, a princípio cirurgião e mais tarde capitão de vários navios (1726). Originalmente, devido a sua visão aguda na crítica à sociedade e às intuições, Swift publicava suas obras de forma anônima ou sob pseudônimos, como Isaac Bickerstaff, M. B. Drapier, Simon Wagstaff ou... Lemuel Gulliver!
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SOBRE THOMAS MORTEN
Thomas Morten é considerado um dos “ilustradores menores” da década de sessenta do século XVII, mas constantemente lembrado como um artista trágico que tirou a própria vida, enforcando-se aos trinta anos. A morte prematura intrigou seus contemporâneos que viam, em seu gesto derradeiro, uma combinação de frustração profissional e problemas pessoais.Talentoso pintor e gravurista em madeira, desconfia-se que não viveria mal de finanças. Porém faltava-lhe uma direção ou estilo mais estável, segundo critérios da época vitoriana, tomando de empréstimo técnicas e soluções alheias.
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