{"id":7937,"date":"2020-07-10T16:59:00","date_gmt":"2020-07-10T19:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=7937"},"modified":"2021-12-28T16:37:06","modified_gmt":"2021-12-28T19:37:06","slug":"transtorno-do-espectro-autista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/transtorno-do-espectro-autista\/","title":{"rendered":"Transtorno do Espectro Autista: isolamento exige adapta\u00e7\u00f5es de fam\u00edlias"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/transtorno-do-espectro-autista.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8863\" width=\"177\" height=\"305\" title=\"\"><figcaption>Damaris Morgenstern Pacheco e seu filho Francisco<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dia 17 de mar\u00e7o de 2020 foi o \u00faltimo dia em que Francisco, 6 anos, foi para a creche este ano, na cidade de Maring\u00e1 (PR). Desde ent\u00e3o, ele e os pais t\u00eam de se adaptar ao isolamento social causado pela Covid-19, assim como muitas fam\u00edlias pelo Brasil. A diferen\u00e7a \u00e9 que Francisco tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que torna a nova realidade ainda mais desafiadora. \u201cAl\u00e9m da creche, ele fazia terapia ocupacional e sess\u00f5es com fonoaudi\u00f3logo uma vez por semana e tamb\u00e9m sess\u00f5es com psic\u00f3logo a cada 15 dias. A fono era extremamente importante para esse momento de alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d, conta a m\u00e3e, a professora Damaris Morgenstern Pacheco, 36 anos. Al\u00e9m da creche, todas as outras atividades foram canceladas, porque a cidade de Maring\u00e1 passou por <em>lockdown<\/em> logo nas primeiras semanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os desafios se apresentaram e se alternaram desde ent\u00e3o. A primeira foi a quebra da rotina, que intensificou a ansiedade de Francisco. \u201cEle entendeu o coronav\u00edrus muito r\u00e1pido, inclusive a situa\u00e7\u00e3o coletiva, ent\u00e3o ele compreende que n\u00e3o pode ir ao parquinho, ou aos lugares que deseja. Por\u00e9m, chegou a chorar, de forma dolorosa, de saudade das outras crian\u00e7as\u201d, narra a m\u00e3e, que descreve que, atualmente, o filho encontra formas pr\u00f3prias de \u201cse autorregular\u201d, a fim de se recuperar das crises, as quais acontecem em m\u00e9dia a cada 2 dias. \u201cEle realiza movimentos circulares, uma forma que achou, sozinho, de entrar nos eixos\u201d, explica Damaris.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"subtituloh2 wp-block-heading\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">Desafios do Transtorno do Espectro Autista na quarentena: como fam\u00edlias podem se adaptar<\/span><\/span><\/h2>\n\n\n<p>Os desafios do per\u00edodo s\u00e3o diferentes e mais ou menos sentidos de acordo com os sintomas de cada crian\u00e7a. Em geral, as crian\u00e7as com TEA t\u00eam inflexibilidade a mudan\u00e7as de rotina. De acordo com Paulo Emidio Lob\u00e3o Cunha, neurologista infantil, isso tamb\u00e9m pode ser sentido em qualquer outra mudan\u00e7a \u2013 de casa, de escola, de trajeto \u2013 que tendem a ser trabalhadas com anteced\u00eancia.<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>No caso do isolamento social causado pela Covid-19, a quebra de rotina est\u00e1 acompanhada de outros desafios. \u201cAs terapias multidisciplinares, que muitas crian\u00e7as com TEA t\u00eam acesso, muitas vezes foram suspensas \u2013 o que pode gerar a perda de algumas aquisi\u00e7\u00f5es ou n\u00e3o evolu\u00e7\u00e3o do quadro\u201d, explica o m\u00e9dico, que fez est\u00e1gio em Transtorno do Espectro Autista no Dan Marino Hospital (Fl\u00f3rida-EUA) e hoje atende no Centro de Excel\u00eancia do Hospital Sabar\u00e1 (S\u00e3o Paulo-SP) e no <a href=\"http:\/\/institutoranvier.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\" aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\">Instituto Ranvier<\/a> (Bras\u00edlia-DF).<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>O confinamento tamb\u00e9m pode desencadear em pacientes com TEA exacerba\u00e7\u00e3o de sintomas como depress\u00e3o e ansiedade. \u201cMuitas vezes podem precisar de medica\u00e7\u00e3o ou, caso fa\u00e7am uso, ter suas doses reajustadas\u201d, aponta. Conseguir realizar uma variedade de atividades e n\u00e3o depender s\u00f3 das telas \u00e9 outro desafio para as crian\u00e7as com Transtorno do Espectro Autista.<\/p>\n<p><!-- wp:heading {\"className\":\"subtituloh2\"} --><\/p>\n<h2 class=\"subtituloh2\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\">Dicas para esse momento<\/span><\/span><\/h2>\n<p><!-- \/wp:heading --><\/p>\n<p><!-- wp:columns --><\/p>\n<div class=\"wp-block-columns\"><!-- wp:column --><p><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\"><!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"id\":7979,\"sizeSlug\":\"full\",\"linkDestination\":\"none\"} --><p><\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"236\" height=\"349\" class=\"wp-image-7979\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/crian\u00e7a-tea.jpg\" alt=\"\" title=\"\"><\/figure>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:image --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<p><!-- wp:column --><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\"><!-- wp:quote {\"align\":\"left\",\"className\":\"is-style-default\"} --><p><\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-left is-style-default\">\n<p>\u201cTodos os dias \u00e9 preciso focar naquele objetivo proposto e tentar v\u00e1rias vezes. Pois, o sucesso do desenvolvimento est\u00e1 na quantidade de est\u00edmulo \u2013 quanto mais a crian\u00e7a recebe, mais ela tem a capacidade de se desenvolver\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><!-- \/wp:quote --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:columns --><\/p>\n<p>A psic\u00f3loga e psicopedagoga <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/claudiaoliveirapsicologa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\" aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\">Cl\u00e1udia Maria de Oliveira<\/a> trabalha com crian\u00e7as com TEA h\u00e1 pelo menos 4 anos e atesta que a pandemia, com certeza, \u00e9 o momento mais desafiador para os profissionais que atendem esse p\u00fablico. Junto de outras duas profissionais (uma fonoaudi\u00f3loga e uma neuropsic\u00f3loga), ela est\u00e1 desenvolvendo atualmente uma pesquisa cient\u00edfica sobre o atendimento ao TEA durante a pandemia.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Dividida em etapas, em um primeiro momento, a pesquisa distribuiu um question\u00e1rio para cerca de 32 profissionais de S\u00e3o Paulo (SP) que atendem essa demanda. Ent\u00e3o, na etapa seguinte, os pais responder\u00e3o a um outro question\u00e1rio. \u201cOs dados preliminares, com os profissionais de sa\u00fade, mostram que o maior desafio \u00e9 o processo terap\u00eautico \u00e0 dist\u00e2ncia. Como o terapeuta pode resolver comportamentos inadequados, como, por exemplo, a dificuldade de a crian\u00e7a sentar, por meio de uma tela?\u201d, questiona a psic\u00f3loga e psicopedagoga. Para ela, o primordial \u00e9 o aux\u00edlio da fam\u00edlia, uma vez que, sem o comprometimento dela, nada acontece. \u201cOs pais s\u00e3o os terapeutas nesse momento e percebemos que, aqueles que mais se dedicam apresentam os melhores resultados\u201d, destaca.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A dica de Claudia para as fam\u00edlias \u00e9: paci\u00eancia e persist\u00eancia. \u201cTodos os dias \u00e9 preciso focar naquele objetivo proposto e tentar v\u00e1rias vezes. Pois, o sucesso do desenvolvimento est\u00e1 na quantidade de est\u00edmulo \u2013 quanto mais a crian\u00e7a recebe, mais ela tem a capacidade de se desenvolver\u201d, detalha. A psic\u00f3loga orienta a utiliza\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos variados \u2013 dentro do que \u00e9 poss\u00edvel em um contexto de pandemia. \u201cTudo mudou, porque os est\u00edmulos externos \u2013 contato com o professor, andar de metr\u00f4, andar de carro \u2013 tudo isso n\u00e3o existe mais. Para que exista a plasticidade cerebral, que nas crian\u00e7as com TEA \u00e9 menor, \u00e9 preciso uma quantidade e variedade de est\u00edmulos maior neste per\u00edodo, por isso temos que ter mais atividades em casa \u2013 aprender a pular amarelinha, ter um grupo virtual de amigos, entre outros.\u201d<\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/6-brincadeiras-para-divertir-as-criancas-em-dias-de-chuva\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">6 brincadeiras em casa para os dias de quarentena<\/a><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:heading {\"className\":\"subtituloh2\"} --><\/p>\n<h2 class=\"subtituloh2\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\">Entenda como a An\u00e1lise do Comportamento Aplicada (ABA, em ingl\u00eas) pode ajudar<\/span><\/span><\/h2>\n<p><!-- \/wp:heading --><\/p>\n<p><!-- wp:columns --><\/p>\n<div class=\"wp-block-columns\"><!-- wp:column --><p><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\"><!-- wp:image {\"id\":8865,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} --><p><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"730\" class=\"wp-image-8865\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/TEA-1170x730.jpg\" alt=\"\" title=\"\"><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<p><!-- wp:column --><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\"><!-- wp:quote {\"align\":\"left\",\"className\":\"is-style-default\"} --><p><\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-left is-style-default\">\n<p>\u201cAs fam\u00edlias podem criar uma rotina de brincadeiras como jogos de mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica, que estimulam essa capacidade, que j\u00e1 \u00e9 agu\u00e7ada nas crian\u00e7as com TEA<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><!-- \/wp:quote --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:columns --><\/p>\n<p>Tanto Claudia como Dr. Paulo trabalham com a An\u00e1lise do Comportamento Aplicada (ABA), considerada um m\u00e9todo eficaz para o Transtorno do Espectro Autista. Esse modelo de terapia consiste em avalia\u00e7\u00e3o dos potenciais e defici\u00eancias comportamentais de cada crian\u00e7a, fazendo que as habilidades e prefer\u00eancias dela sejam utilizadas para a aquisi\u00e7\u00e3o de novas habilidades, de forma fracionada, at\u00e9 que uma nova grande aquisi\u00e7\u00e3o seja alcan\u00e7ada, de maneira independente, pelo indiv\u00edduo. Essa interven\u00e7\u00e3o abrange todos os ambientes frequentados pela crian\u00e7a \u2013 escola, locais de lazer, casa, entre outros.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Dessa forma, na situa\u00e7\u00e3o de isolamento que vivemos, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que os pais sejam os acompanhantes terap\u00eauticos, orientados pela equipe multidisciplinar de tratamento, que pode passar planos de atividades dentro do m\u00e9todo. Outra possibilidade \u00e9 que os pais busquem conhecimento por meio de redes sociais, livros, ou conhecimento partilhado por especialistas, sempre validado por profissionais, para que apliquem as rotinas de terapia em seu contexto.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>\u201cAs fam\u00edlias podem criar uma rotina de brincadeiras como jogos de mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica, que estimulam essa capacidade, que j\u00e1 \u00e9 agu\u00e7ada nas crian\u00e7as com TEA, al\u00e9m de jogos de montar, para trabalhar a coordena\u00e7\u00e3o motora e, dependendo da capacidade da crian\u00e7a, ela pode colaborar com pequenas tarefas dom\u00e9sticas, como organizar os brinquedos, por exemplo. Essas s\u00e3o estrat\u00e9gias que podem ser desenvolvidas sem rede de apoio [presencial], desde que tenha suporte profissional \u2013 mesmo que seja por meio de literatura m\u00e9dica\u201d, enumera o neurologista infantil.<\/p>\n<p><!-- wp:heading {\"className\":\"subtituloh2\"} --><\/p>\n<h2 class=\"subtituloh2\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\">Sobre o diagn\u00f3stico de Transtorno do Espectro Autista<\/span><\/span><\/h2>\n<p><!-- \/wp:heading --><\/p>\n<p>Embora muitas pessoas falem em \u201cpacientes autistas\u201d, Dr. Paulo esclarece que o termo correto \u00e9 pacientes com Transtorno do Espectro Autista. \u201cNunca podemos diagnosticar uma crian\u00e7a com TEA como um fen\u00f3tipo cl\u00ednico \u00fanico, elas t\u00eam espectro muito variado, com diferentes caracter\u00edsticas que passam pela linguagem, sociabilidade, presen\u00e7a ou n\u00e3o de estereotipias (movimentos repetitivos), entre outras\u201d, elucida.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>No caso de Francisco, os pais suspeitavam de que ele pudesse ter Transtorno do Espectro Autista desde os 2 anos, pois j\u00e1 conviverem com crian\u00e7as que tinham TEA e identificarem sintomas parecidos. Por\u00e9m, aos 4 anos e meio, receberam um parecer da escola, que orientava a consulta a um neurologista. \u201cEle come\u00e7ou a falar com 3 anos. At\u00e9 ent\u00e3o, expressava-se por meio de algumas palavras que somente n\u00f3s entend\u00edamos o significado. Hoje ele tem a fala preservada, o grau dele \u00e9 classificado como leve\u201d, indica Damaris, que, como professora, utiliza os conhecimentos que adquiriu com a cria\u00e7\u00e3o de Francisco para perceber os sinais em alunos e orientar outras m\u00e3es, sempre direcionando para ajuda profissional.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Damaris conta que a leitura \u00e9 um h\u00e1bito presente na vida de Francisco. \u201cLer sempre foi uma atividade muito org\u00e2nica, desde que come\u00e7amos nunca mais deixou de ser um h\u00e1bito. Lemos dois livros por noite e ele tamb\u00e9m memorizou um livro inteiro e consegue repetir a hist\u00f3ria sem ler\u201d, ressalta (veja o v\u00eddeo abaixo).<\/p>\n<p><!-- wp:columns --><\/p>\n<div class=\"wp-block-columns\"><!-- wp:column --><p><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\">&nbsp;<\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<p><!-- wp:column --><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\"><!-- wp:video {\"id\":8864} --><p><\/p>\n<figure class=\"wp-block-video\"><video src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Video-2020-07-08-at-5.45.40-PM.mp4\" controls=\"controls\" width=\"300\" height=\"150\"><\/video><\/figure>\n<p><!-- \/wp:video --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<p><!-- wp:column --><\/p>\n<div class=\"wp-block-column\">&nbsp;<\/div>\n<p><!-- \/wp:column --><\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:columns --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Nas redes sociais, Damaris tamb\u00e9m \u201cse encontrou\u201d com outras m\u00e3es e pessoas com TEA. Por meio desse contato, entendeu seus direitos, engajou-se na causa<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Nas redes sociais, Damaris tamb\u00e9m \u201cse encontrou\u201d com outras m\u00e3es e pessoas com TEA. Por meio desse contato, entendeu seus direitos, engajou-se na causa, tanto que sua bio (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/MarisMorgen\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">@MarisMorgen<\/a>) diz: \u201cConsulado do autismo no Twitter\u201d. A maior vantagem de ocupar esse espa\u00e7o virtual foi ajudar a se entender e perder a sensa\u00e7\u00e3o de que era uma estranha no mundo. \u201cFoi onde eu passei a interagir tamb\u00e9m com pessoas adultas com TEA. Pelo menos duas vezes na semana, recebo mensagens na DM (<em>Direct Message<\/em>) de pessoas buscando um espa\u00e7o para conversar sobre o tema. Hoje tenho uma rede de pessoas com quem troco figurinhas, tentamos tirar o estigma da doen\u00e7a e tamb\u00e9m nos apoiar\u201d, analisa.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/recem-nascido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rec\u00e9m-nascido: marcos do desenvolvimento e outras ang\u00fastias<\/a><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:heading {\"className\":\"subtituloh2\"} --><\/p>\n<h2 class=\"subtituloh2\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\"><span class=\"has-inline-color\" style=\"color: #f27059;\">Como identificar se meu filho tem sinais de Transtorno do Espectro Autista<\/span><\/span><\/h2>\n<p><!-- \/wp:heading --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Acompanhamento pedi\u00e1trico de rotina \u00e9 muito importante para que o m\u00e9dico possa reconhecer poss\u00edveis sinais do Transtorno do Espectro Autista e encaminhar \u00e0 crian\u00e7a para um especialista, como um neuropediatra, para seguir com a avalia\u00e7\u00e3o e um poss\u00edvel tratamento. Segundo o neurologista infantil Dr. Paulo Cunha, os sintomas podem come\u00e7ar antes mesmo do primeiro ano de vida. Os sinais abaixo s\u00e3o apenas alguns que est\u00e3o relacionados ao desenvolvimento que se espera para a crian\u00e7a em cada idade e que podem indicar aos pais necessidade de aten\u00e7\u00e3o. <strong>Mas lembre-se: nada substitui o diagn\u00f3stico m\u00e9dico<\/strong>.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:heading {\"level\":3,\"style\":{\"color\":{\"text\":\"#404040\"}},\"className\":\"subtituloh3\"} --><\/p>\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color\" style=\"color: #404040;\">Sintomas do TEA<\/h3>\n<p><!-- \/wp:heading --><\/p>\n<p>Aos 2 meses: a m\u00e3e amamenta o filho e nota que o beb\u00ea n\u00e3o fixa os olhos nos seus.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Com 3 ou 4 meses: a crian\u00e7a ainda n\u00e3o tem o sorriso social, que \u00e9 a resposta ao sorriso de quem interage com ela.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Aos 4 ou 5 meses: a crian\u00e7a ainda n\u00e3o \u00e9 capaz de produzir sons ou grunhidos de comunica\u00e7\u00e3o (que s\u00e3o diferentes de choro).<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Aos 7 meses ou mais: a crian\u00e7a n\u00e3o demonstra sinais de afetividade, como, por exemplo, beijos e abra\u00e7os, e costuma demonstrar vontade de ficar isolada. Pode demonstrar falta de reciprocidade, ou baixa reatividade a est\u00edmulos dolorosos.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Aos 2 anos: aus\u00eancia de fala ou poucas palavras.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Sinais como: movimentos de euforia, balan\u00e7ar de m\u00e3os, movimentos pendulares de tronco ou cabe\u00e7a, em qualquer idade, tamb\u00e9m podem ser sintom\u00e1ticos. N\u00e3o deixe de comunicar esses fatos ao pediatra.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Em qualquer faixa et\u00e1ria, se os pais considerarem que a crian\u00e7a tem qualquer dificuldade de desenvolvimento, principalmente no campo da intera\u00e7\u00e3o social da linguagem, \u00e9 essencial procurar ajuda m\u00e9dica para um diagn\u00f3stico preciso.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:heading {\"className\":\"subtituloh2\"} --><\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile foto-autor-quindim\" style=\"grid-template-columns: 18% auto;\">\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"subt-autor-quindim has-text-color\" style=\"color: #7a7a7a; font-size: 15px;\">\n<\/p><p><!-- \/wp:heading --><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- \/wp:media-text --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00e1rias crian\u00e7as tiveram que se adaptar ao isolamento. Mas para quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), a nova realidade pode ser mais desafiadora.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":7972,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,502,514,4,505,507,508],"tags":[],"class_list":["post-7937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-alfabetizacao","category-educacao-familia","category-educacao","category-familia","category-maternidade","category-paternidade"],"acf":{"posts_relacionados":[21310,11633,12261]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7937\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12261"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11633"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7972"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}