{"id":74782,"date":"2026-10-30T17:53:22","date_gmt":"2026-10-30T20:53:22","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=74782"},"modified":"2026-10-30T17:53:24","modified_gmt":"2026-10-30T20:53:24","slug":"luto-na-infancia-perdas-que-vao-alem-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/luto-na-infancia-perdas-que-vao-alem-da-morte\/","title":{"rendered":"Luto al\u00e9m da morte: como ajudar a crian\u00e7a a lidar com perdas, encerramentos e despedidas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira imagem a que a palavra luto nos remete \u00e9 \u00e0 morte de algu\u00e9m. Mas<strong> essa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de experimentar perdas importantes.<\/strong> Para uma crian\u00e7a, o <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fim de uma amizade<\/a>, a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-para-a-adaptacao-escolar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mudan\u00e7a de escola<\/a> ou de cidade, a separa\u00e7\u00e3o dos pais, a morte de um animal de estima\u00e7\u00e3o ou o encerramento de uma rotina tamb\u00e9m podem representar rupturas importantes.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO luto n\u00e3o est\u00e1 necessariamente relacionado \u00e0 morte. Podemos compreend\u00ea-lo como uma resposta emocional diante da perda de algo que tinha significado e que n\u00e3o estar\u00e1 mais dispon\u00edvel da mesma maneira\u201d, explica o psic\u00f3logo Ivani Bastos Irineu, da Doctoralia, plataforma de sa\u00fade digital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes, trata-se de uma mudan\u00e7a considerada necess\u00e1ria ou positiva pelos adultos, como a troca para uma escola melhor ou mais pr\u00f3xima de casa, um novo endere\u00e7o, em uma casa com mais espa\u00e7o ou com uma localiza\u00e7\u00e3o mais interessante. Ainda assim, a crian\u00e7a pode precisar elaborar emocionalmente o que, para ela, \u00e9 sentido como uma perda.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-3.jpg\" alt=\"Luto na inf\u00e2ncia\" class=\"wp-image-74791\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O peso emocional de uma perda n\u00e3o \u00e9 determinado pelo tamanho que parece ter aos olhos do adulto, mas pelo significado que aquela experi\u00eancia tinha para a crian\u00e7a.\u00a0 \u201cUma escola pode representar amigos, seguran\u00e7a, rotina, reconhecimento e pertencimento. Uma turma pode ser o lugar onde a crian\u00e7a se sente aceita. Uma mudan\u00e7a de cidade pode significar perder o contato cotidiano com pessoas importantes\u201d, exemplifica Ivani.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda uma quest\u00e3o ligada ao desenvolvimento: na inf\u00e2ncia ainda est\u00e3o sendo constru\u00eddas as refer\u00eancias sobre o mundo e sobre si mesmo. \u201cMuitas vezes, aquilo que para o adulto \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a de cen\u00e1rio representa, para a crian\u00e7a, uma ruptura em seu mundo conhecido\u201d, compara o psic\u00f3logo, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de tentar enxergar e compreender a perspectiva dos pequenos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>sentir \u00e9 natural, mas explicar pode ser dif\u00edcil \u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crian\u00e7a nem sempre consegue explicar que est\u00e1 sofrendo por causa de uma perda. <strong>Em vez de falar sobre saudade, tristeza ou medo, ela pode demonstrar o que sente por meio do comportamento<\/strong>. Irritabilidade, choro, isolamento, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/insonia-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">altera\u00e7\u00f5es no sono<\/a> ou no apetite, queda no rendimento escolar, maior necessidade de proximidade dos pais, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-acolher-crianca-voltar-a-ser-bebe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">regress\u00f5es<\/a>, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/8-livros-para-ajudar-criancas-enfrentarem-medo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">medo,<\/a> dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as na forma de brincar est\u00e3o entre os sinais que podem aparecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o adulto deve prestar aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas a um comportamento isolado, mas a mudan\u00e7as persistentes ou muito diferentes do padr\u00e3o habitual daquela crian\u00e7a. \u201cO comportamento pode ser uma esp\u00e9cie de linguagem quando ainda faltam palavras para nomear a experi\u00eancia emocional\u201d, explica o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>amizades tamb\u00e9m chegam ao fim \u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Est\u00e1 a\u00ed um conceito que mesmo, n\u00f3s, adultos temos certa dificuldade em aceitar e entender: o fim das amizades. Assim como qualquer outro tipo de rela\u00e7\u00e3o, uma amizade tamb\u00e9m pode se enfraquecer ou mesmo chegar ao final, por diferentes motivos. No caso das crian\u00e7as, quando isso acontece, costuma ser algo minimizado pelos adultos. Eles sempre acham que vai passar logo e que logo, logo vir\u00e3o novos amigos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Provavelmente, outros amigos vir\u00e3o mesmo, com o tempo. Mas isso n\u00e3o \u00e9 raz\u00e3o para invalidar ou diminuir a import\u00e2ncia das emo\u00e7\u00f5es que acompanham esse tipo de t\u00e9rmino. \u201cPara uma crian\u00e7a, uma amizade ocupa um lugar central na constru\u00e7\u00e3o da identidade e do sentimento de pertencimento\u201d, diz Ivani.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, se seu filho chega em casa dizendo \u201cele\/ela n\u00e3o quer mais brincar comigo\u201d, \u00e9 preciso resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de querer oferecer uma solu\u00e7\u00e3o imediatamente. \u201cAntes de pensar em \u2018resolver\u2019, precisamos reconhecer a experi\u00eancia\u201d, pontua o especialista. <strong>Primeiro \u00e9 preciso escutar e legitimar o sofrimento que aquela situa\u00e7\u00e3o causou. <\/strong>Uma possibilidade \u00e9 perguntar: \u201cEu percebo que isso est\u00e1 doendo em voc\u00ea. Voc\u00ea gostava muito de brincar com ele. Quer me contar o que aconteceu?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que assumir que a crian\u00e7a foi rejeitada ou concordar com toda a interpreta\u00e7\u00e3o que ela fez de algo que, \u00e0s vezes, foi uma percep\u00e7\u00e3o s\u00f3 dela. Mas <strong>\u00e9 um convite, uma oferta de espa\u00e7o, para que ela possa contar o que aconteceu e, a partir disso, tentar compreender a pr\u00f3pria experi\u00eancia<\/strong>. \u201cA crian\u00e7a precisa primeiro sentir que aquilo que est\u00e1 vivendo pode ser comunicado e levado a s\u00e9rio\u201d, afirma.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DeaQaYnlCHL\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Voc\u00ea precisa escutar a crian\u00e7a agora!<\/a> <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"Clube Quindim\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">o que dizer e, principalmente, o que n\u00e3o dizer<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais que a vontade seja interromper o sentimento de tristeza, isso n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 imposs\u00edvel, como tamb\u00e9m seria improdutivo. Ajuda muito mais reconhecer o que est\u00e1 acontecendo, dizendo algo como: \u201cEu entendo que voc\u00ea esteja triste. Quando algu\u00e9m importante se afasta, realmente podemos sentir muita saudade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m n\u00e3o faz sentido exigir que a crian\u00e7a supere rapidamente a situa\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio. O adulto pode dar espa\u00e7o e permitir que a crian\u00e7a sinta. Voc\u00ea pode dizer: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o precisa deixar de ficar triste imediatamente. Vamos entender juntos o que aconteceu\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-4.jpg\" alt=\"Luto na inf\u00e2ncia\" class=\"wp-image-74792\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-4.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-4-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frases como \u201cisso \u00e9 bobagem\u201d, \u201cn\u00e3o chore\u201d, \u201cvoc\u00ea precisa ser forte\u201d, \u201clogo voc\u00ea esquece\u201d, \u201ctem coisas muito piores\u201d ou \u201c\u00e9 s\u00f3 fazer outro amigo\u201d podem transmitir que aquele sentimento \u00e9 exagerado ou inadequado e, portanto, n\u00e3o s\u00e3o nada \u00fateis. \u00c0s vezes, isso at\u00e9 piora a situa\u00e7\u00e3o ou passa para a crian\u00e7a a mensagem de que aquilo que ela sente n\u00e3o \u00e9 importante para voc\u00ea. Talvez, ela n\u00e3o queira contar ou pedir ajuda da pr\u00f3xima vez. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo n\u00e3o \u00e9 manter a crian\u00e7a na tristeza. \u00c9 permitir que ela atravesse a tristeza sem precisar fazer isso sozinha\u201d \u2014 <em>Ivani Bastos Irineu, psic\u00f3logo da Doctoralia, plataforma de sa\u00fade digital<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">despedidas podem ser tristes, mas t\u00eam seu papel no luto na inf\u00e2ncia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando algo termina, uma despedida torna mais concreta uma experi\u00eancia que ainda parece dif\u00edcil de compreender. \u201cRituais podem ajudar bastante, principalmente porque d\u00e3o uma forma concreta a uma experi\u00eancia que muitas vezes \u00e9 abstrata para a crian\u00e7a\u201d, ensina o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escrever uma carta, guardar fotografias, fazer um desenho, visitar um lugar pela \u00faltima vez, conversar sobre lembran\u00e7as ou realizar uma pequena despedida s\u00e3o algumas possibilidades. Em alguns casos, <strong>isso ajuda a crian\u00e7a a reconhecer que aquilo foi importante para ela e, ao mesmo tempo, que agora est\u00e1 mudando.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/atividades-para-eternizar-momentos-em-familia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">6 ideias de atividades para eternizar os momentos em fam\u00edlia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mas n\u00e3o adianta for\u00e7ar a barra. A despedida precisa fazer sentido para a pr\u00f3pria crian\u00e7a. <\/strong>N\u00e3o se trata de criar uma atividade obrigat\u00f3ria para toda e qualquer transforma\u00e7\u00e3o da vida. \u201cO que ajuda n\u00e3o \u00e9 o ato, em si, mas o fato de possibilitar que a crian\u00e7a atribua sentido \u00e0 experi\u00eancia e possa expressar aquilo que est\u00e1 sentindo\u201d, diz Ivani.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">seguir em frente, sim; esquecer, nem sempre<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de uma perda, seja qual for, a rotina continua e isso tamb\u00e9m faz parte da elabora\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a pode sentir saudade e, ao mesmo tempo, voltar a brincar, estudar, conhecer pessoas e construir novas experi\u00eancias. \u201cAcolher n\u00e3o \u00e9 interromper a vida at\u00e9 que a tristeza desapare\u00e7a. Seguir em frente tamb\u00e9m n\u00e3o significa esquecer o que foi perdido\u201d, observa o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, <strong>n\u00e3o \u00e9 preciso correr para tentar substituir aquilo que acabou<\/strong>. Uma nova amizade n\u00e3o precisa apagar a antiga, assim como gostar da escola nova n\u00e3o exige deixar de sentir falta da anterior. \u201cAos poucos, novas refer\u00eancias podem ser constru\u00eddas\u201d, diz o psic\u00f3logo. \u201cO objetivo n\u00e3o \u00e9 substituir imediatamente aquilo que foi perdido, mas oferecer apoio para que a crian\u00e7a possa ampliar novamente o seu mundo\u201d, acrescenta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Ddr1OWijCya\/?img_index=1\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">6 livros que nos encorajam a seguir em frente mesmo com medo<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Cada um com seu luto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rea\u00e7\u00e3o diante de perdas na vida, sejam elas quais foram, \u00e9 diferente para cada indiv\u00edduo. A <strong><\/strong>idade \u00e9 um dos fatores que influenciam a maneira como a crian\u00e7a compreende e manifesta emo\u00e7\u00f5es em uma situa\u00e7\u00e3o assim.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pequenos podem expressar o sofrimento principalmente pelo comportamento e pela brincadeira, ficar mais agarrados aos pais, apresentar regress\u00f5es ou fazer repetidamente as mesmas perguntas sobre o que aconteceu. <strong><\/strong>Na idade escolar, a capacidade de compreender a situa\u00e7\u00e3o e falar sobre os sentimentos pode ser maior, embora eles tamb\u00e9m possam aparecer como irritabilidade, dificuldades escolares ou mudan\u00e7as no comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o pr\u00e9-adolescente tende a compreender melhor os aspectos sociais e relacionais da perda. Pode, por\u00e9m, sentir vergonha de demonstrar sofrimento, buscar mais autonomia ou preferir conversar com os amigos. \u201cN\u00e3o existe uma \u00fanica maneira \u2018correta\u2019 de uma crian\u00e7a viver o luto. \u00c9 preciso observar o desenvolvimento e a singularidade de cada uma\u201d, diz o psic\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">e <strong>Quando procurar ajuda<\/strong>?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>N\u00e3o existe um prazo determinado para que algu\u00e9m deixe de sentir tristeza depois de uma perda.<\/strong> \u201cNo caso das crian\u00e7as, o mais importante \u00e9 observar intensidade, dura\u00e7\u00e3o, preju\u00edzo funcional e mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao funcionamento habitual dela\u201d, orienta Ivani.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sofrimento muito intenso e persistente, isolamento significativo, recusa prolongada da escola, altera\u00e7\u00f5es importantes de sono ou alimenta\u00e7\u00e3o, queda acentuada no rendimento, ansiedade intensa, regress\u00f5es persistentes e perda de interesse por atividades que antes davam prazer s\u00e3o alguns sinais que merecem aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro sinal de alerta importante \u00e9 quando o adulto observa que a crian\u00e7a tem muita dificuldade de retomar sua rotina, ainda que gradualmente, ou quando o sofrimento passa a comprometer seus relacionamentos e o desenvolvimento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-5.jpg\" alt=\"Luto na inf\u00e2ncia\" class=\"wp-image-74795\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-5.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-NOVO-REVISTA-QUINDIM-5-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1, ainda, situa\u00e7\u00f5es que exigem avalia\u00e7\u00e3o imediata. \u201cQualquer manifesta\u00e7\u00e3o relacionada a desejo de morrer, desaparecer, machucar a si mesma ou falta de vontade de viver precisa ser levada muito a s\u00e9rio e avaliada por um profissional\u201d, destaca o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/luto-infantil-como-ajudar-crianca-lidar-morte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como ajudar a crian\u00e7a a lidar com a morte e os encerramentos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para um adulto, \u00e9 desafiador aceitar que nem toda dor pode ser resolvida ou \u201cconsertada\u201d. <strong>Algumas perdas fazem parte da vida, e proteger a crian\u00e7a de todas elas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, nem desej\u00e1vel. <\/strong>O que est\u00e1 ao alcance dos pais e dos cuidadores nesse cen\u00e1rio \u00e9 ajudar a crian\u00e7a a entender o que est\u00e1 acontecendo, ajud\u00e1-la a encontrar palavras para falar sobre o que sente, apoi\u00e1-la na organiza\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias experi\u00eancias e dar espa\u00e7o para que ela encontre significado no que aconteceu.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o precisamos \u2013 e nem conseguir\u00edamos \u2013 ensinar nossos filhos a n\u00e3o sofrerem, mas podemos dar as m\u00e3os, oferecer um abra\u00e7o e acompanh\u00e1-los na descoberta de que perdas s\u00e3o doloridas, mesmo, mas n\u00e3o definem toda a hist\u00f3ria de algu\u00e9m. \u201cA crian\u00e7a n\u00e3o precisa aprender a n\u00e3o sofrer com as perdas; precisa aprender, progressivamente, que pode sofrer, elaborar e continuar vivendo\u201d, completa o psic\u00f3logo. Mesmo com um pedacinho a menos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">estante quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros que j\u00e1 chegaram \u00e0 Fam\u00edlia Quindim e abrem espa\u00e7o para conversar com as crian\u00e7as sobre as diferentes perdas que inevitavelmente vivemos:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"313\" height=\"451\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/OlhoDagua_CapaTransparente-1-e1781803866817.png\" alt=\"Olho d&#039;\u00e1gua\" class=\"wp-image-73177\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/OlhoDagua_CapaTransparente-1-e1781803866817.png 313w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/OlhoDagua_CapaTransparente-1-e1781803866817-150x216.png 150w\" sizes=\"(max-width: 313px) 100vw, 313px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/olho-dagua\/marcelo-tolentino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Olho d&#8217;\u00e1gua,<\/a> de Marcelo Tolentino (Boitat\u00e1)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"360\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/LaEAquiCapaTransparente-edited-1.png\" alt=\"L\u00e1 e Aqui (escritora Carolina Moreyra, ilustrador Odilon Moraes, editora Pequena Zahar)\" class=\"wp-image-50848\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/LaEAquiCapaTransparente-edited-1.png 480w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/LaEAquiCapaTransparente-edited-1-150x113.png 150w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/la-e-aqui\/carolina-moreyra\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">L\u00e1 e aqui,<\/a> de Carolina Moreyra e Odilon Moraes (Pequena Zahar)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/o-rei-do-manaca\/andre-moura\"><img decoding=\"async\" width=\"565\" height=\"776\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Capa-Frente-Manaca-transparente-e1785418680604.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-73550\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Capa-Frente-Manaca-transparente-e1785418680604.png 565w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Capa-Frente-Manaca-transparente-e1785418680604-150x206.png 150w\" sizes=\"(max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/o-rei-do-manaca\/andre-moura\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O rei do Manac\u00e1<\/a>, de Andr\u00e9 Moura e Al\u00ea Abreu (Jujuba)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fim de uma amizade, troca de escola, separa\u00e7\u00e3o dos pais, mudan\u00e7a de cidade ou o encerramento de uma rotina podem ser vividos pelas crian\u00e7as como perdas importantes. Como os adultos podem apoi\u00e1-las enquanto aprendem a lidar com os pr\u00f3prios sentimentos, sem minimizar a dor nem apressar a supera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":74800,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,505,507,508],"tags":[],"class_list":["post-74782","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-familia","category-maternidade","category-paternidade"],"acf":{"posts_relacionados":""},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74782\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74800"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}